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	<title>Obreiros de Irajá &#187; Maçonaria</title>
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	<description>Augusta Respeitável Loja Maçônica Obreiros de Irajá</description>
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		<title>Trabalhos em Equipe!!!</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 13:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor Maçônico]]></category>
		<category><![CDATA[Bispo]]></category>
		<category><![CDATA[Convento]]></category>
		<category><![CDATA[Equipe]]></category>
		<category><![CDATA[HOSPITALEIRO]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[loja]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[Noviciado]]></category>
		<category><![CDATA[Operativa]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos]]></category>

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		<description><![CDATA[LOJA OPERATIVA 
Trabalhos em Equipe na Loja 
&#8220;OBREIROS DE IRAJÁ&#8221; 

Cavando masmorras ao vício&#8230;


 



 
Maçonaria e o Convento
I
Havia um Noviciado
Numa certa Prelazia,
Cujo prédio era encostado
Junto com a Maçonaria
II
Todo Domingo, Dom Bento
Com fervor rezava a missa
Na Capela do Convento,
Para a turma de Noviça.
III
Bem na hora do café
Com a Madre Diretora,
Perguntava: &#8211; Como é?
Descobriu, Superiora?
IV
Que fazem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>LOJA OPERATIVA </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Trabalhos em Equipe na Loja</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>&#8220;OBREIROS DE IRAJÁ&#8221;</strong></em><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/Aprendiz.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8501" title="Aprendiz" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/Aprendiz.jpg" alt="" width="350" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Cavando masmorras ao vício&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_BnGsyb4rTpI/TMDIPoVANEI/AAAAAAAAAqg/nUSivI5ZmlE/s1600/troco.jpg"> </a><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/Aprendiz-I.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8502" title="Aprendiz I" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/Aprendiz-I.jpg" alt="" width="126" height="155" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Maçonaria e o Convento</strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>I</strong></em></p>
<p style="text-align: center;">Havia um Noviciado<br />
Numa certa Prelazia,<br />
Cujo prédio era encostado<br />
Junto com a Maçonaria</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>II</strong></em><br />
Todo Domingo, Dom Bento<br />
Com fervor rezava a missa<br />
Na Capela do Convento,<br />
Para a turma de Noviça.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>III</strong></em><br />
Bem na hora do café<br />
Com a Madre Diretora,<br />
Perguntava: &#8211; Como é?<br />
Descobriu, Superiora?</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>IV</strong></em><br />
Que fazem esses Maçons<br />
Trancados naquela Casa?<br />
Seus intentos não são bons.<br />
Com mulheres mandam brasa&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>V</strong></em><br />
- Senhor Bispo, não tem jeito<br />
De saber, tudo é fechado!<br />
Até mesmo com o Prefeito<br />
Reclamei sem resultado.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>VI</strong></em><br />
- Mais uma vez vou lembrar<br />
Que há perigo imediato<br />
De Noviça engravidar,<br />
E o Bispo paga o pato.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>VII</strong></em><br />
Passava uma velha freira,<br />
Que vinha da Sacristia,<br />
E afirmou bem certeira,<br />
Que perigo não havia.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>VIII</strong></em><br />
Refazendo a esperança<br />
E a Paz do seu Prelado,<br />
Declarou com segurança:<br />
- Todo Maçom é castrado.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>IX</strong></em><br />
- Irmã, que papo avançado!<br />
Você viu, já esteve lá?<br />
Interroga-lhe o Prelado,<br />
Sem querer acreditar.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>X</strong></em><br />
-Vou contar minha babada:<br />
Nessa Loja, senhor Cura,<br />
Tem uma porta lascada<br />
Bem junto da fechadura.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>XI</strong></em><br />
Certa noite, houve uma festa,<br />
A tal da Iniciação&#8230;<br />
Pus um ouvido na fresta,<br />
Com cuidado e precaução.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>XII</strong></em><br />
Só escutei. Não vi nada.<br />
Foi Grande a surpresa minha.<br />
Pareceu forte pancada<br />
De golpe de machadinha.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>XIII</strong></em><br />
E ouvi com desespero,<br />
Uma voz determinar:<br />
Irmão Mestre Hospitaleiro<br />
Trazei o saco ao altar.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>XIV</strong></em><br />
E o Bispo foi-se embora,<br />
Bem tranqüilo e sorridente,<br />
Confortado pela história<br />
Da freirinha convincente.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Autor desconhecido</p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>- Maçonaria quem acredita?</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 15:11:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[A Gazeta]]></category>
		<category><![CDATA[Arruda]]></category>
		<category><![CDATA[Clube do Bolinha]]></category>
		<category><![CDATA[Cuiabá]]></category>
		<category><![CDATA[Margareth Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[MAÇONARIA QUEM ACREDITA?
Há alguns dias um manifesto sob o título &#8220;Maçonaria e Política&#8221; anda circulando pela internet.
Qual foi a surpresa caiu no meu e-mail.
Como a maioria sabe, as mulheres estão excluídas dessa instituição e a carta só deve ter chegado a mim por conta, é claro, de A Gazeta, um jornal tradicionalmente aberto a toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>MAÇONARIA QUEM ACREDITA?</em></strong></p>
<p>Há alguns dias um manifesto sob o título &#8220;Maçonaria e Política&#8221; anda circulando pela internet.</p>
<p>Qual foi a surpresa caiu no meu e-mail.<br />
Como a maioria sabe, as mulheres estão excluídas dessa instituição e a carta só deve ter chegado a mim por conta, é claro, de A Gazeta, um jornal tradicionalmente aberto a toda espécie de mobilização da sociedade organizada. Aliás, o manifesto da maçonaria já havia sido tratado em artigos de nossas páginas através do articulista Alfredo da Mota Menezes, que de forma lúcida expôs sua opinião sobre esta organização secular.</p>
<p>No meu caso específico, já me declaro parcial em minhas observações.<br />
Nascida em uma família onde pai e tios são maçons, alguns já no &#8220;sagrado&#8221; Grau 33, admito resistências à Maçonaria.</p>
<p>Não por ser uma espécie de &#8220;Clube do Bolinha&#8221;, onde a participação nos rituais é restrita aos homens e às mulheres cabem funções consideradas menores, mas, que no fundo, com certeza, são mais importantes, como é o trabalho voluntário em creches e a ajuda ao próximo.</p>
<p>A exceção seria a clausura das cozinhas dos templos, onde elas preparam o jantar de seus maridos, tios, cunhados, que, incrível, costumam sair dos rituais com um apetite quase inexplicável.</p>
<p>Existem milhares de maçons no mundo inteiro e realmente a chamada ao engajamento no atual momento político do Brasil não é nada demais para uma ordem que se diz fraterna e bastante preocupada com o próximo.</p>
<p>De fato, esta postura, que confesso tenho dúvidas sobre a sua prática, deveria por uma questão lógica fazer parte do dia-a-dia maçônico.</p>
<p>Afinal o país precisa de homens sábios e grandes pensadores que colaborem com boa parte da população que vive, embora o governo federal tente camuflar, numa situação de miséria quase absoluta.</p>
<p>Sinceramente gostaria de ver os maçons em ação e não me venham dizer que isto acontece no âmbito das fraternidades.</p>
<p>Em minha experiência pessoal, tanto pelo olhar de meus 8 anos quanto o de agora na maturidade dos 47, não presenciei a tal mão amiga estendida entre eles próprios, que se dizem &#8220;irmãos&#8221;.</p>
<p>Ao contrário, o que vi e ouvi ao longo dos anos em que estou de uma forma ou de outra envolvida com eles foi um profundo desrespeito entre os próprios membros.</p>
<p>Mesquinharias em processos eleitorais, tal qual a sociedade do lado de fora dos templos assiste nos pleitos políticos, e um profundo desprezo aos irmãos, principalmente quando eles passam por dificuldades pessoais ou financeiras.</p>
<p>Quando se trata de festa podes contar com um maçom; quando o tema é problema &#8211; raríssimas são as exceções &#8211; nem tente um telefonema.</p>
<p>A decepção é muito grande e uma contradição enorme surge em contraponto ao discurso da dita irmandade.</p>
<p>Historicamente, voltando ao manifesto, a maçonaria já foi atuante em questões políticas.</p>
<p>Agiu em algumas revoluções burguesas que levaram à independência de alguns países.</p>
<p>Quem sabe um chamamento agora possa até fazer efeito.</p>
<p>O manifesto se reporta ao &#8220;caráter político da instituição&#8221; e na missão por um mundo melhor.</p>
<p>Conclama os maçons até a corajosa filiação partidária em defesa da ética e da dignidade, apregoa que eles atuem para que o povo tenha acesso à saúde, educação e emprego.<br />
Sinceramente, gostaria de acreditar que isto seja possível, que os maçons saiam de seus templos permeados de segredos, revigorados e acordados para a realidade.</p>
<p>Por enquanto, na volta ao meu olhar de 8 anos e no de agora, só vejo interesses pessoais e um amontoado de sessões secretas que mais parecem o Senado da República, que tenta usar da artimanha do silêncio na votação para salvar um tipo como o Renan Calheiros.</p>
<p>Ah! Me veio à cabeça em tempo: será que o    Renan é maçom?</p>
<p>E o Arruda hein?</p>
<p>Deixa para lá.</p>
<p>O melhor é pensar que a Maçonaria tenha salvação pela simbologia dos templos como aquela imagem do &#8220;olhar de Deus que a tudo vê&#8221; e a evocação da Bíblia Sagrada no início de seus rituais.</p>
<p><strong>*”Margareth Botelho é jornalista em Cuiabá, diretora de Redação de A Gazeta e como já disse, de uma família cheia de maçons”.</strong></p>
<p>A autora desta matéria sobrinha de maçom, sendo que o  pai e tios foram e são maçons. A matéria tem um conteúdo marcante em relação ao momento em que nós  maçons estamos passando.</p>
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		<title>Carnaval e Maçonaria</title>
		<link>http://www.obreirosdeiraja.com.br/carnaval-e-maconaria-2/</link>
		<comments>http://www.obreirosdeiraja.com.br/carnaval-e-maconaria-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 23:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música na Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[Abolição]]></category>
		<category><![CDATA[América]]></category>
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		<category><![CDATA[Suméria]]></category>

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		<description><![CDATA[
Carnaval e Maçonaria


A origem do carnaval 
A celebração provavelmente tem sua origem em festas pagãs, como  os realizados em honra de Baco, o deus do vinho, e as saturnais romanas e  as Lupercalia, ou aqueles que tiveram lugar em homenagem ao touro Ápis,  no Egito.
Segundo alguns historiadores, as origens das festividades do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong>Carnaval e Maçonaria<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Carnaval IX" src="../wp-content/uploads/Carnaval-IX.jpg" alt="Carnaval IX" width="401" height="272" /></p>
<p><strong>A origem do carnaval </strong></p>
<p>A celebração provavelmente tem sua origem em festas pagãs, como  os realizados em honra de Baco, o deus do vinho, e as saturnais romanas e  as Lupercalia, ou aqueles que tiveram lugar em homenagem ao touro Ápis,  no Egito.</p>
<p>Segundo alguns historiadores, as origens das festividades do carnaval  remontam à antiga Suméria e Egito mais de 5.000 anos atrás, com  celebrações similares no Império Romano, onde o costume se espalhou por  toda a Europa, sendo trazido para a América pelos navegantes espanhóis e  portugueses que nos colonizaram a partir do século XV.</p>
<p>O carnaval remonta as festas pagãs Celtas, a festividade  contemporânea conhecida como o Carnaval pode ter tido sua origem na  necessidade de comer todas as carnes e produtos animais como ovos e  manteiga antes de iniciar o período da Quaresma. Segundo a tradição  católica durante a Quaresma não deve comer carne, mas somente peixes e  legumes.</p>
<p>No  entanto, as verdadeiras origens do Carnaval são ainda desconhecidas. Não  há como verificar onde e quando nasceu o carnaval. Estudos estimam que o  primeiro culto que mais tarde seria conhecido como o Carnaval foi  feitas anos antes de Cristo, quando os agricultores se reuniram no  verão, com os rostos mascarados e corpos pintados inteiramente em torno  de uma fogueira para celebrar a fertilidade e produtividade do solo, bem  como afastar os maus espíritos da colheita.</p>
<p>A primeira  concentração carnavalesca está localizada no Egito. A festa era nada  mais do que dança, canto, e os participantes usavam máscaras e fantasias  como um símbolo de ausência de classes sociais.</p>
<p>Seguindo a  tradição chegou à Grécia. No século VI a.C., era costume de andar de  barco com rodas (navalis carrus) onde as pessoas dançavam todos os tipos  de dança.</p>
<p>Em Roma, foi dedicado à deusa egípcia Ísis, espalhando o culto dos celtas e os alemães.</p>
<p>As cerimônias  foram um ponto comum. Foram associados com os fenômenos espirituais,  astronomia e ciclos naturais, e manifestados através de expressões tais  como a dança, música, sátira, máscaras, e desordem. Em uma sociedade com  muitas diferenças sociais, as partes apresentaram-se para a necessidade  de liberdade para todos.</p>
<p>Ricos e  pobres se misturam durante o carnaval não reconhecido. Em seguida, vem o  carnaval de Veneza, e de lá todos. E ele gradualmente moldar suas  características, dependendo dos costumes de cada país. Mas, geralmente, o  carnaval é definido através de máscaras, fantasias, carros alegóricos,  desfiles, bailes, etc.</p>
<p>A data do carnaval varia de ano para ano. Muitas pessoas perguntam como você calcular a data do Carnaval?</p>
<p>A data da  Páscoa começa (Domingo de Ramos) é calculada pelo mês lunar (28 dias) e  domingo para a primeira lua cheia depois do equinócio da primavera (21  de março). Em outras palavras, a Páscoa só pode começar o mais tardar em  22 de Março e até 18 de abril. Portanto varia de ano para ano.</p>
<p>Assim o  costume foi levado para calcular as datas do Carnaval, só em contagem  decrescente, 40 dias entre o Domingo de Ramos. Esse dia será  quarta-feira, e é o dia que começa a Quaresma.</p>
<p>A data do  carnaval varia de ano para ano. E, o calendário é marcado pela Igreja  Católica; que é calculada pela data do Domingo de Páscoa.</p>
<p>Ao principio a  igreja, foi contra o Carnaval. O considerava muito leniente com as  emoções, prazeres e desejos das pessoas. Para a igreja, o carnaval  representava a desordem, o proibido. Ainda assim, o carnaval continuava,  e a igreja, sentindo que era impossível impedi-lo, acabou adotando  oficialmente a festa em, 590 d. C., e começando a programar seu  calendário.</p>
<p>A primeira  quarta-feira após o carnaval chamou “quarta de cinzas”, da inicio á  quaresma, período em que se devem abster-se de todos os tipos de  prazeres, como a carne, os ovos, o sexo, diversão em geral.</p>
<p>Por causa  disso, o carnaval é calculado em relação à Páscoa. Entre quarta feira de  cinzas e o domingo de Páscoa tem que passar cerca de 40 dias.</p>
<p>Além disso,  esta celebração também é coincide com o feriado da Páscoa judaica.  Realizada na primeira lua (lua cheia), na primavera ou 14 dias depois da  lua nova.</p>
<p>A Lua leva  mais de 27 dias para se trasladar ao nosso redor, mas, entretanto, o Sol  também muda a sua posição no céu a cada ano percorre todo o céu. Então,  a Lua necessita de 2 dias a mais para chegar ao sol e isso acontece em  29 dias, 12 horas e 44 minutos e uma fração, para ir de uma lua nova até  a próxima.</p>
<p>Assim, a  maioria dos meses judaicos se alterna entre 29 e 30 dias, o primeiro  Adar, 30 dias, o segundo Adar, 29, a Nissan, em 30, Iyar, 29, Sivan, 30 e  assim por diante, e exceto Cheshvan e Kislev, no outono, dado que  correspondem a 44 minutos e também outros ajustes.</p>
<p>Um importante  ajuste desse tipo é aplicado no dia do Ano Novo, conhecido como Rosh  Hashaná (&#8220;início do ano&#8221;), você nunca deve cair em um domingo, quarta ou  sexta-feira.</p>
<p>Isto é feito  para evitar que, mais tarde, o Yom Kippur (“Dia do Perdão”), que é 10  dias mais tarde, para não cair junto do sabbath, porque dois dias de  folga poderia dificultar a celebração adequada de ambos, e também para  evitar que o sabbath coincidir com outro feriado que existe nesse mês.  De modo que, curiosamente por causa desses ajustes, o Rosh Hashaná,  muitas vezes não cai na lua nova.</p>
<p>Como é  possível apreciar, para compensar o tempo introduzem um mês a cada 4  anos, para esso  determinar que é uma festa &#8220;flutuante&#8221;.</p>
<p>O Messias foi crucificado no 14dia de Nissan, como Paulo disse que é a nossa páscoa, o cordeiro sacrificado.</p>
<p>A seguinte é  uma explicação um pouco mais complicada para alguns pelo uso de termos  não muito comum para aqueles que não são judeus, mas também nos ajuda a  compreender algumas das datas, mas este carnaval e Páscoa:</p>
<p>No calendário  judaico de 2008, por exemplo, (neste dia) é o dia 6 do mês de Adary  este ano, é o &#8220;primeiro Adar&#8221; ou &#8220;Adar Aleph,&#8221; porque é um ano bissexto.  O mês é seguido por &#8220;Adar Beth&#8221; ou &#8220;Ve-Adar&#8221; (“e” “Adar”), o segundo  Adar, um mês extra adicionado ao longo do tempo.</p>
<p>Evidentemente,  devemos ter em mente que o calendário judeu segue a lua: &#8220;Rosh Chodesh&#8221;  (“início do mês”), o primeiro dia do mês cai sempre na Lua Nova, no  momento em que a posição do Lua no céu passa pelo Sol. Depois disso,  podemos ver uma lua crescente logo após o pôr do sol.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Maçonaria no Carnaval 2008 </strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Carnaval" src="../wp-content/uploads/Carnaval.jpg" alt="Carnaval" width="400" height="298" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/carnaval-maç.2.jpg"><img class="size-full wp-image-7641  aligncenter" title="carnaval maç.1" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/carnaval-maç.11.jpg" alt="" width="400" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/carnaval-maç..jpg"><img class="size-full wp-image-7642  aligncenter" title="carnaval maç.2" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/carnaval-maç.2.jpg" alt="" width="400" height="351" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/carnaval-maç..jpg"><img class="size-full wp-image-7643  aligncenter" title="carnaval maç." src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/carnaval-maç..jpg" alt="" width="500" height="345" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>MAÇONARIA É HOMENAGEADA COM SAMBA ENREDO</strong></p>
<p style="text-align: center;">Extraído de páginas da internet</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Carnaval V" src="../wp-content/uploads/Carnaval-V.jpg" alt="Carnaval V" width="400" height="540" /></p>
<p><strong>&#8220;Folguedos populares”</strong></p>
<p>A figura que ilustra é uma tela a óleo, reproduzindo festejos regionais do artista plástico <strong>Chico Laranjeira &#8211; Francisco Carlos Laranjeira Coelho</strong>,  foi capa da revista maçônica &#8220;A Trolha&#8221; nº 222, de abril/2005, hoje se  encontra na ante sala do Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil.</p>
<p>O Irmão Chico  Laranjeira é membro da Loja Maçônica Arautos do Progresso nº 30 de  Recife / PE, e segundo a revista &#8220;A Trolha&#8221;, &#8220;além de artista plástico, é  também músico e intérprete de várias canções que abrilhantam as  Cerimônias especiais em Loja ou Sessões públicas&#8221;.</p>
<p>MANAUS &#8211; A  escola de samba Reino Unidos da Liberdade leva para a Avenida do  Sambódromo, no sábado, 02 de fevereiro, o enredo &#8220;Justa e Perfeita, a  libertação da Negra Raça no Amazonas&#8221;.</p>
<p>&#8220;O enredo exalta a luta da Maçonaria pela libertação dos escravos antes mesmo da lei áurea&#8221;.</p>
<p>&#8220;O Amazonas  foi o segundo estado brasileiro a libertar os escravos. Eles foram  libertados em 10 de julho de 1884, enquanto a lei áurea só foi assinada  pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, daí a importância deste  enredo&#8221;.</p>
<p>O Grêmio  Recreativo Escola de Samba Reino Unido da Liberdade no sábado, dia  02/02/08, homenageou a maçonaria com o samba enredo para o carnaval de  2008, intitulado &#8220;Justa e Perfeita, a libertação da negra raça no  amazonas&#8221;, tendo como compositores: Mingal, Pierre, Elvis de Paula e  Daniel, e como interprete Wilsinho de Cima.</p>
<p><img title="Carnaval VII" src="../wp-content/uploads/Carnaval-VII.jpg" alt="Carnaval VII" width="201" height="277" /></p>
<p>Fantasia da 16ª Ala &#8211; Deputados Provinciais<br />
4º setor: Justa e Perfeita &#8211; A maçonaria abolicionista no amazonas</p>
<p><img title="Carnaval VIII" src="../wp-content/uploads/Carnaval-VIII.jpg" alt="Carnaval VIII" width="201" height="259" /><br />
Fantasia da 17ª Ala &#8211; Sociedades Libertadoras<br />
4º setor: Justa e Perfeita &#8211; A maçonaria abolicionista no amazonas</p>
<p><img title="Carnaval X" src="../wp-content/uploads/Carnaval-X.jpg" alt="Carnaval X" width="201" height="297" /></p>
<p>Fantasia da 18ª Ala &#8211; A Comissão Central Abolicionista<br />
4º setor: Justa e Perfeita &#8211; A maçonaria abolicionista no amazonas</p>
<p><img title="Carnaval XI" src="../wp-content/uploads/Carnaval-XI.jpg" alt="Carnaval XI" width="201" height="272" /></p>
<p>Fantasia da 19ª Ala &#8211; O Orgulho Maçônico<br />
4º setor: Justa e Perfeita &#8211; A maçonaria abolicionista no amazonas</p>
<p><img title="Carnaval XII" src="../wp-content/uploads/Carnaval-XII.jpg" alt="Carnaval XII" width="201" height="325" /></p>
<p>Fantasia da 20ª Ala &#8211; A Notícia &#8211; &#8220;O Jornal Abolicionista&#8221;<br />
4º setor: Justa e Perfeita &#8211; A maçonaria abolicionista no amazonas</p>
<p>No  Amazonas a Maçonaria desempenhou um papel ímpar na luta pela libertação  dos negros escravos conquistando, através de sua força e organização, a  redenção da Província do Amazonas em 10 de julho de 1884, portanto  quatro anos antes da Lei Áurea (13 de maio de 1888) ser assinada pela  Princesa Isabel na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>Foi  Theodureto Souto, Mestre Maçom, que como Presidente da Província do  Amazonas, durante somente cinco meses (de 11 de março a 12 de julho de  1884) juntamente com as duas Lojas Maçônicas Esperança e Porvir, Nº 1 e  Amazonas, Nº: 2, que continuando o movimento abolicionista crescente  vindo do Governo de José Paranaguá, incentivou a criação e o  fortalecimento das Sociedades Libertadoras bem como das Sociedades  Emancipadoras, que resultaram na DECLARAÇÃO DE IGUALDADE ABSOLUTA, em  Manaus, a 24 de maio de 1884 e que desaguou nas DECLARAÇÕES DE  INEXISTÊNCIA DE ESCRAVOS E DA IGUALDADE DE DIREITOS DOS HABITANTES DO  AMAZONAS, menos de dois meses depois.</p>
<p>Assim, ao  meio-dia de 10 de julho de 1884, na Praça 28 de setembro (atual Praça  Heliodoro Balbi) o Presidente Theodureto Souto declarou: “&#8230; em  homenagem à civilização e à Pátria, em nome do povo Amazonense, que pela  vontade soberana do mesmo povo e em virtude de suas leis, não existirem  mais escravos no território desta Província, de norte a sul e de leste a  oeste, ficando assim e de hoje para sempre abolida a escravidão e  proclamada a Igualdade de Direito de todos os seus habitantes”. E a  cidade virou um grande salão de CARNAVAL&#8230;</p>
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		<title>- Verdadeiras Histórias sobre a Maçonaria???</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 15:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Verdadeiras Histórias sobre a Maçonaria???
É o preço que os maçons têm que pagar pelo privilégio da exclusividade. Este caráter &#8220;secreto&#8221; e sigiloso tanto reforça a lealdade de seus membros como provoca reações às mais diversas daqueles não incluídos em suas fileiras. Entre os maçons, o interesse de grande parte dos de fora possivelmente sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>- Verdadeiras Histórias sobre a Maçonaria???</em></strong></p>
<p>É o preço que os maçons têm que pagar pelo privilégio da exclusividade. Este caráter &#8220;secreto&#8221; e sigiloso tanto reforça a lealdade de seus membros como provoca reações às mais diversas daqueles não incluídos em suas fileiras. Entre os maçons, o interesse de grande parte dos de fora possivelmente sempre irá assumir a forma de uma desconfiança irada, de uma curiosidade grosseira acerca do que, exatamente, está acontecendo entre os muros silenciosos da misteriosa loja.</p>
<p>Bem no fundo da rica história política americana permanece oculto e enterrado o nome de William Wirt. No entanto, em 1832, quando ele concorreu para a presidência dos Estados Unidos, sua votação foi considerável. Dos 24 estados então existentes, venceu em Vermont e teve 8 % dos 1.262.755 votos do total nacional. Ele concorreu como candidato do Partido Antimaçônico. Hoje em dia, é claro, o grupo fraternal e de serviços conhecido como Maçons Livres e Aceitos é um esteio seguro da estrutura social do mundo desenvolvido. Apenas nos Estados Unidos, cerca de 16 mil lojas recebem vários milhões de membros maçons e os principais cidadãos de muitas cidades consideram um privilégio fazer parte de uma loja. De certo modo, porém &#8211; na observância de rituais ocultos, na profusão de símbolos e títulos honoríficos e na linguagem cerimonial altissonante &#8211; a ordem maçônica continua a ser a sociedade que sempre foi, por incontáveis séculos. Mas no tempo de William Wirt os hábitos dos maçons faziam com que eles fossem objeto de amplos temores e suspeitas.</p>
<p>Todo o sucesso eleitoral de Wirt deveu-se principalmente a uma figura ainda mais obscura do que ele: um homem chamado William Morgan, que teve um destino estranho em 1826, na pequena cidade de Batávia, no norte do estado de Nova York. Morgan era casado, tinha 52 anos de idade e era um artesão sem terra que vagava de um lugar para outro. Em suas viagens, descobriu alguns dos “segredos” cuidadosamente guardados dos maçons, um golpe que deixou nervosos os membros das lojas locais. Avisos sobre Morgan espalharam-se rapidamente por toda a área. A seguinte nota apareceu em um jornal da cidade vizinha de Canadai­gua, em Nova York, no dia 9 de agosto de 1826: “Se um homem chamado William ­Morgan intrometer-se na comunidade é preciso cuidado, particularmente para a FRATERNIDADE MAÇÔNICA. Morgan esteve nesta aldeia em maio passado e sua conduta enquanto esteve aqui e em outros lugares exige esta nota (&#8230;). Morgan é considerado um vigarista e um homem perigoso. Há pessoas nesta aldeia que ficariam felizes em ver esse capitão Morgan”.</p>
<p>Morgan, cujo título militar autoproclamado era tão duvidoso quanto suas intenções acerca dos maçons, concebera um plano para transformar seus conhecimentos especiais em lucro. Contratou com o editor do jornal Advocate, de Batávia, certo coronel David C. Miller, a publicação de um livro expondo as maquinações da maçonaria. O otimista Morgan estimava que o volume pudesse render-lhe 2 milhões de dólares, na época, uma soma estupenda.</p>
<p>Não havia muitos motivos para os maçons de Batávia ficar tão incomodados com o esquema de Morgan; livros semelhantes, produzidos na Europa, há muito podiam ser encontrados nos Estados Unidos. Mesmo assim, os membros da loja local &#8211; que incluía cinco juízes, o xerife, seis médicos e o governador da aldeia ­sentiram-se impelidos a agir. Alguns fizeram com que Morgan fosse preso por uma dívida inexistente de 2 dólares e 68 centavos. Na noite seguinte, quatro maçons foram até a cadeia, pagaram a falsa dívida de Morgan, jogaram-no em uma carruagem fechada e partiram às pressas. Morgan nunca mais foi visto em Batávia. Pessoalmente uma figura patética, Morgan assumiu proporções heróicas depois de desaparecer. Seu sócio, Miller, encontrou um modo de tornar o livro uma sensação: imprimiu 50 mil panfletos anunciando com destaque o rapto e possível assassinato de Morgan e pedindo informações. Na circular, não aparecia a palavra &#8220;maçom&#8221;, mas todos sabiam quem ficara irritado com Morgan. Era de conhecimento público também que os maçons ameaçavam com terríveis castigos os que divulgassem suas práticas.</p>
<p>Assim, começou a reação. Na pequena cidade de Pavillion, a cerca de 19 quilômetros de Batávia, um importante ministro batista denunciou a maçonaria como &#8220;obscura, infrutífera, desmoralizante, blasfema, homicida, anti-republicana e anticristã &#8211; contrária à glória de Deus e ao bem da humanidade&#8221;.</p>
<p>Os boatos eram numerosos: a garganta de Morgan fora cortada; ele havia sido empurrado nas cataratas do Niágara; tivera sua língua arrancada; fora enterrado nas areias do lago Ontário. Uma versão encantadoramente engenhosa afirmava que os maçons inclinaram uma árvore, colocaram Morgan no buraco deixado pelas raízes e depois recolocaram a árvore em seu lugar, para esmagá-lo. Isso foi apenas o começo. Depois que o governador de Nova York, DeWitt Clinton, que também era maçom, convocou uma sucessão de grandes júris para determinar as circunstâncias do desaparecimento de Morgan, os inimigos da maçonaria, que há muito estavam em silêncio, surgiram por toda parte, furiosos.</p>
<p>Em todo o nordeste e meio-oeste, onde o caso Morgan tivera publicidade, os maçons foram colocados no ostracismo. Ministros e professores maçons eram intimados a deixar a ordem, sob pena de perderem os empregos. Maçons foram rejeitados como jurados e eram insultados nas ruas. O caso Morgan abrira um reservatório de hostilidade popular contra as seitas secretas em geral e contra os maçons em particular. Figuras políticas que haviam abraçado a maçonaria, entre elas o destacado senador Henry Clay, de Kentucky, passaram a julgar prudente romper seus laços com a organização.</p>
<p>O ex-presidente John Quincy Adams declarou que &#8220;a maçonaria deveria ser abolida para sempre. Ela é errada, essencialmente errada &#8211; uma semente de mal que nunca poderá produzir qualquer bem. A existência de uma ordem como essa é uma nódoa na moral de qualquer comunidade&#8221;.</p>
<p>Nada, além de rapto, foi provado contra os que sumiram com Morgan de Batávia; é provável que tenham simplesmente levado ele para o Canadá, com uma bela soma para mantê-lo quieto. Mas a questão do bem-estar de Morgan quase foi deixada de lado em meio ao clamor popular.</p>
<p>A afiliação na ordem despencou e dúzias de lojas suspenderam suas atividades. Apesar de tudo, havia membros teimosos, como Daniel B. Taylor, bastião da loja de Stony Creek, no estado de Michigan, que literalmente manteve a chama da maçonaria acesa em sua hora mais negra. &#8220;Nas noites de loja&#8221;, escreveu o cronista dos maçons do estado, James Fairbairn Smith, &#8220;assim que a diligência chegava trazendo o correio, ele ia apanhar seu jornal e dirigia-­se para a sala da loja. Lá chegando, acendia uma vela junto à janela e sentava-se para ler. Se não viesse mais ninguém, o irmão Taylor esperava a hora habitual de &#8216;fechar a loja&#8217;, e então apagava a vela, trancava a porta e ia para casa”.</p>
<p>Durante a década de 1840 a controvérsia foi morrendo aos poucos e nunca mais voltou com tal virulência, mas um rastro de hostilidade acompanhou a seita na Inglaterra desde seus primeiros dias, quando se achava que era uma ameaça para a Igreja e para a coroa.</p>
<p>Ao longo dos séculos os maçons têm sido acusados &#8211; por aqueles que vêem maquinações por trás de cada acontecimento ou tendência mundial &#8211; como parcialmente responsáveis pela Revolução Francesa, pela ascensão tanto do fascismo quanto do comunismo e até mesmo pelas brutais proezas de Jack o Estripador em Londres.</p>
<p>Ao mesmo tempo, quando a loja local se transforma em um traço familiar e confortável da paisagem cívica, em geral os abalos da desconfiança desaparecem lentamente. Na União Soviética, quem diria um professor chamado Valery Nikolaevich Emelyanov emitiu um alerta terrível em uma conferência patrocinada pelo Partido Comunista, em 1974. Falou de uma conspiração de sionistas e maçons para apoderar-se do mundo no ano 2000. A &#8220;pirâmide judaico-maçônica&#8221;, explicou ele, aludindo astutamente a um conhecido símbolo maçônico, controlava &#8220;80 por cento da economia nos países capitalistas e de 90 a 95 por cento dos meios de informação&#8221;.</p>
<p>O objeto de tanta temerosa precaução tinha suas origens em uma espécie de sindicato de pedreiros da Inglaterra medieval. O termo &#8220;maçom livre&#8221; já aparece nos registros da cidade de Londres em 1375. Referia-se a pedreiros que tinham permissão para viajar pelo país, numa época em que o sistema feudal mantinha a maioria dos camponeses presa à terra. Ao contrário dos membros de outros ofícios &#8211; ferreiros e curtidores, por exemplo -, os pedreiros reuniam-se em grandes grupos para trabalhar em projetos majestosos e gloriosos, mu­dando-se ao terminar um castelo ou uma catedral para o próximo edifício. Para proteção, educação e ajuda mútuas, os maçons uniam-se em uma loja local &#8211; um edifício erguido no canteiro de obras, onde os trabalhadores se alimentavam e descansavam. Com o passar do tempo, a palavra &#8220;loja&#8221; passou a significar um grupo de pedreiros estabelecido em um determinado lugar. Em um livro de 1983, o jornalista americano George Johnson explicou a popularidade dessas equipes. “Os pedreiros dos séculos XIV e XV eram tanto arquitetos quanto trabalhadores braçais. Para os não-iniciados, seu trabalho parecia sagrado. Desde o antigo Egito, os grandes edifícios de pedra eram monumentos ao poder, que celebravam a magia dos sacerdotes e o direito divino dos reis. Para os estranhos, homens armados de cinzel, de compassos, réguas, níveis e esquadros faziam os templos crescerem no solo”.</p>
<p>Para simplificar, os pedreiros tinham trabalhos exclusivos e atraentes, estavam cônscios de seu privilégio especial e muito zelosos acerca dele. Em uma época sem patentes nem direitos de autor, eles guardavam zelosamente os segredos e padrões de seus ofícios. Para proteger a integridade desses segredos, bem como o próprio prestígio, era necessário garantir que todos aqueles que afirmassem conhecer as artes da construção houvessem sido, de fato, treinados adequadamente. A preocupação era legítima, posto que os pedreiros andantes medievais se encontravam com freqüência entre estranhos, que às vezes afirmavam falsamente serem praticantes do ofício, em uma tentativa de arrancar segredos. Para afastar esses impostores, os pedreiros construíram um corpo cada vez maior de palavras e frases em código, sinais de reconhecimento e apertos de mão secretos. Faziam certas perguntas de certo modo especial, e a resposta correta atestava que o recém-chegado estava qualificado para o trabalho.</p>
<p>No século XVII, com o crescimento do número e do prestígio dos pedreiros, algumas lojas começaram a admitir membros honorários, que não eram pedreiros. A Companhia dos Pedreiros de Londres fundou a Acepção, uma organização paralela com esse propósito específico, em 1619. Ela admitia como &#8220;pedreiros aceitos&#8221; homens que não pertenciam à companhia, mas que estavam dispostos a pagar dobrado pela taxa de iniciação. Então, em 1717, quatro lojas em Londres criaram um organismo de supervisão chamado de grande loja, cujas reuniões anuais atraíam considerável atenção, organizando um movimento em rápido crescimento. Começara a transformação histórica da maçonaria, de uma simples guilda de ofício em uma poderosa organização social.</p>
<p>É claro que os maçons não escancararam as portas de suas lojas para qualquer um. Descobriram que podiam atrair a nata da sociedade progressista londrina: membros do clero e das classes superiores, filósofos e príncipes livres-pensadores. Por que aristocratas e intelectuais queriam fazer parte de uma guilda de ofício não está claro, mas o caráter secreto da maçonaria, em si mesmo, parece ter sido muito atraente. Muitos candidatos à iniciação esperavam aprender os antigos mistérios e a sabedoria oculta que se achava que os maçons possuíam. Além disso, havia um crescente interesse por arquitetura e por antiguidades entre os amadores abastados. Qualquer que fosse o motivo, entre 1737 e 1907 um total de dezesseis príncipes passou pelos elaborados rituais de iniciação como maçons. Quatro deles tornaram-se reis. Paradoxalmente, a mensagem maçônica que tanto atraía os membros das fileiras privilegiadas era de fraternidade universal &#8211; o valor de cada homem, independentemente de sua condição social.</p>
<p>O 1º Livro de Constituições maçônicas foi redigido por um ministro da Igreja da Escócia, o Dr. James Anderson, e publicado na Inglaterra em 1723. As Constituições foram impresso pela primeira vez nos Estados Unidos em 1734 por um grão-mestre maçom, certo Benjamin Franklin, de Filadélfia. O histórico documento declarava ousadamente que, na atmosfera de camaradagem da loja, os que pertenciam a religiões diferentes deveriam ser capazes de associar-se e discutir novas idéias. &#8220;Embora nos Tempos antigos os Maçons assumissem cada religião do País ou Nação, fosse qual fosse&#8221;, explicava as Constituições, “hoje é considerado mais oportuno apenas obrigá-los àquela religião em que todos os Homens concordam, deixando suas Opiniões particulares para si mesmos; isto é, serem Homens bons e fiéis, ou Homens de Honra e Honestidade, qualquer que seja a Denominação ou Persuasão que os distinga”.</p>
<p>Tolerância e espírito aberto: estas eram noções poderosas, em uma era tão estratificada. &#8220;Em última instância, talvez&#8221;, escreveu o historiador J. M. Roberts em 1975, &#8220;a maior importância social dos maçons tenha sido o fato de proporcionar um alívio em relação à trivialidade, estreiteza e rigidez da vida do século XVIII”. Mas a sociabilidade não era o único apelo para o público em geral. Os aristocratas não estavam sozinhos em sua sede de encontrar o sentido esotérico da vida. Pessoas de condição inferior também eram atraídas pela idéia de que os maçons, com seu aparato de costumes místicos e códigos secretos, haviam de algum modo herdado a sabedoria oculta dos tempos passados.</p>
<p>Os próprios maçons criaram, adornaram e foram cativados pela crença de que um saber especial fora transmitido a eles através dos séculos. Uma lenda romântica dizia até que Adão fora o primeiro maçom, e que o avental maçônico, traço marcante do costume tradicional da seita, representava a folha de parreira. Outros precursores propostos por diligentes &#8220;pesquisadores&#8221; maçônicos eram apenas ligeiramente menos fantasiosos, e remontavam a linhagem da ordem aos construtores das pirâmides do Egito, passavam deles para antigos cultos gregos tais como os pitagóricos e eleusínios e finalmente atravessavam um desfile de cultos esotéricos medievais: gnósticos, cátaros, templários e rosa-cruzes.</p>
<p>Quando os maçons exploravam esses laços, reais ou imaginários, com grupos ocultos do passado distante, isso fazia parte de uma busca mais ampla da verdade. O final do século XVII e o século XVIII assistiram ao florescimento do Iluminismo, a radiosa época em que o dogma religioso inquestionável foi eclipsado pela crença na razão e na perfectibilidade humanas. O triunfo dessa crença era­ incontáveis: as descobertas científicas de Issac Newton e, depois, de Benjamin Franklin, do químico Antoine Lavoisier e do astrônomo William Herschel; a filosofia de John Locke e de Immanuel Kant; a inspirada irreverência de Voltaire; a sublime música de Mozart. (Franklin, Voltaire e Mozart eram maçons. A última ópera de Mozart, A Flauta Mágica, é uma alegoria da iluminação espiritual que os iniciados encontram na maçonaria.) Lojas maçônicas progressistas e livres-pensadores tiveram um papel importante na disseminação das novas idéias pela Europa e pelas Américas.</p>
<p>Naqueles tempos instáveis, quando novos conhecimentos pareciam, às vezes, apenas fazer realçar quanto ainda se ignorava, havia os que procuravam respostas fora das disciplinas racionais comuns. Como sempre, o misticismo tinha seus adeptos. O filósofo David Hume, em seu livro A História Natural da Religião, de 1757, explicava o apelo do oculto em uma sociedade que, em alguns aspectos, perdera alegremente seus antiqüíssimos rumos. &#8220;Estamos colocados neste mundo, como em um grande teatro, onde as fontes e causas de todo evento estão inteiramente ocultas de nós&#8221;, escreveu Hume. &#8220;Não temos nem a sabedoria suficiente para prever, nem o poder de evitar, os males que constantemente nos ameaçam. Pairamos em perpétua oscilação entre a vida e a morte, a saúde e a doença, a abundância e a carência, que são distribuídas entre os humanos por razões desconhecida e secreta, cujo obrar é amiúde inesperado, e sempre inexplicável. Essas razões desconhecidas, então, tornam-se objeto constante de nossas esperanças e temores; e enquanto as paixões são mantidas em perpétuo alarme pela ansiosa expectativa dos eventos, a imaginação é igualmente empregada para formar idéias desses poderes, dos quais temos uma dependência tão completa”.</p>
<p>Mais do que qualquer outra das sociedades secretas que floresceram na Europa do Iluminismo, a dos maçons dedicava-se a &#8220;formar idéias desses poderes&#8221;. Em todo o Continente, o ofício &#8211; tal como veio a ser conhecido &#8211; deixou raízes. Por volta do fim da década de 1730, havia lojas na Bélgica, na Rússia, na Itália, na Alemanha e na Suíça. No entanto, a seita parecia ter um apelo especial na França, em parte devido ao furor que então causavam todas as coisas inglesas nesse país. Em 1735 havia cinco lojas maçônicas em Paris; em 1742, a organização possuía 22 lojas. Cerca de 45 anos depois, às vésperas da Revolução Francesa, havia talvez 100 mil maçons na França.</p>
<p>Nenhuma revolta avassaladora contra a ordem estabelecida ameaçava a Inglaterra, onde a maçonaria continuava prosperando de maneira ordenada e polida. Mas as paixões que varreram a França por todo o século XVIII transformaram a estrutura simples da organização. Em sua constituição original, como uma guilda de ofício medieval, os maçons exigiam um curso de sete anos de instrução e aprendizagem para os iniciados antes de conceder-lhes a condição de membros plenos do ofício. Entre os membros de pleno direito, o mais respeitado era o mestre maçom, o encarregado do projeto de construção. Três estágios, que correspondiam mais ou menos a aprendiz, membro e mestre, continuavam existindo no modelo da maçonaria inglesa do século XVII, permitindo que os membros progredissem através de três &#8220;graus&#8221; de crescente prestígio na loja. Na França, porém, os graus brotaram como flores do campo. Em pouco tempo, os membros referiam-se uns aos outros como comandantes do triângulo luminoso, doutor do fogo sagrado, e mestre sublime do anel luminoso. Não havia duas lojas que seguissem o mesmo ritual. Em algumas cidades, contra todos os preceitos maçônicos de desconsideração pelas classes, havia duas lojas: uma para os nobres, e outra para os burgueses e artesãos de menor importância.</p>
<p>A proliferação de graus barrocos, combinada a uma busca cada vez mais febril de ligações com cultos antigos, começou a preocupar os soberanos de terras como a França e a Bavária, onde a todo-poderosa Igreja Católica Romana almejava à vassalagem exclusiva de seus súditos. A constituição inglesa original da ordem advertia que um membro não deveria &#8220;nunca envolver-se em Complôs e Conspirações contra a Paz e o Bem-Estar da nação&#8221;. Mas a base da maçonaria escreveu o historiador moderno americano James H. Billington era uma &#8220;meritocracia moral ­implicitamente subversiva em qualquer sociedade baseada em uma hierarquia tradicional&#8221;. Não é difícil imaginar o alarme da igreja. A maçonaria vinha desenvolvendo com rapidez seus próprios rituais, histórias e lendas, além de sua própria hierarquia, tal como a religião organizada.</p>
<p>Somente o grão-mestre &#8211; o exaltado líder da grande loja de uma nação &#8211; podia aceder à petição que permitia a abertura de uma nova loja. O mestre proposto e os membros da nova loja eram então apresentados ao grão-mestre, que declarava diante dos peticionários reunidos que a loja estava devidamente constituída. Depois da posse do mestre da nova loja, este recebia a constituição, o livro da loja e a jóia do cargo. O mestre, então, escolhia os dois curadores, seus oficiais subordinados.</p>
<p>No início do século XVIII, segundo os registros, as reuniões da loja costumavam ser realizadas em uma sala particular de uma hospedaria ou taverna, com os membros sentados em torno de uma longa mesa sobre cavaletes. Grande parte do tempo era dedicada a questões administrativas, mas o ponto alto era &#8211; e é ainda &#8211; a iniciação de novos membros ou a concessão de graus ou ordens mais elevadas para os membros existentes. Esse espetáculo, durante o qual se realizavam os rituais elaborados e simbólicos da maçonaria, hoje em dia é apresentado em uma sala da loja especialmente decorada.</p>
<p>Para a Igreja Católica Romana do século XVIII, tudo isso se parecia demais com uma religião rival, e sua reação foi o ataque, sem vacilações. Em 1738, o papa Clemente XII emitiu a primeira de uma série de denúncias papais da maçonaria, ordenando a excomunhão de todos os católicos que fossem iniciados no ofício. O Vaticano denunciou o juramento de segredo da maçonaria como ameaça à santidade da confissão e à autoridade da Igreja. Opôs-se à associação íntima entre homens de fé deferentes e citou &#8220;outros motivos justos e razoáveis&#8221; para sua tomada de posição. Por toda a Europa, as autoridades seculares aplacaram as sanções da Igreja, castigando e torturando maçons. Os destinos do ofício oscilavam segundo quem estivesse no poder, mas a maçonaria chegara ao ponto em que não podia ser destruída. Seus adeptos eram numerosos e influentes demais.</p>
<p>Além disso, com certeza, a perseguição não era novidade para os maçons. Mesmo antes da primeira bula papal, os maçons ingleses foram muitas vezes acusados de estar em liga com o Anticristo. &#8220;Por que deveriam eles reunir-se em locais secretos e com sinais secretos, para que ninguém os observasse fazendo a obra de Deus&#8221;, inquiria um panfletista, &#8220;não são esses os modos do mal?&#8221; Ataques parecidos sugeriam que as reuniões das lojas não passavam de um disfarce para experiências de alquimia, que todos sabiam ser obra do demônio. Após a fundação oficial da grande loja de Londres em 1717, as denúncias contra a organização foram publicadas com regularidade. Muitos afirmavam que as reuniões das lojas eram orgias homossexuais, com sodomia e flagelação. A exclusão das mulheres do ofício fez com que este fosse um tema recorrente.</p>
<p>A política, bem como a indignação moral, inflamava às vezes os sentimentos antimaçônicos. Em 1735, as reuniões das lojas holandesas foram proibidas, pois se temia que os irmãos estivessem secretamente envolvidos em fatos políticos nefandos. Proibições semelhantes seguiram-se na Suécia em 1738 e na Suíça em 1745. A imperatriz da Áustria fechou lojas em seu país, inclusive uma da qual seu marido era grão-mestre. Portanto, as pressões contra a maçonaria não tiveram origem no papa Clemente XII, nem eram domínio exclusivo da Igreja. Apesar disso, o desprazer do pontífice elevou o tom, colocando o mais poderoso corpo religioso do mundo oficialmente em conflito com a seita.</p>
<p>Os maçons reagiram dedicando-se com mais afinco ainda à gloriosa história dos supostos ancestrais da seita. Estudiosos maçons estavam continuamente &#8220;descobrindo&#8221; laços que podem ter existido ou não com indivíduos e grupos que, por sua vez, podem ou não ter existido. Uma dessas estirpes, que teve ampla aceitação entre os maçons, remontava a Hiram Abiff, uma figura bíblica menor.</p>
<p>Segundo a lenda maçônica, quando o rei Salomão ascendeu ao trono de Davi, dedicou a vida à construção de um templo para Deus e um palácio para os reis de Israel. Salomão contratou com o rei Hiram, de Tiro, cidade situada ao norte da antiga Israel, um exército de pedreiros e carpinteiros para ajudar os judeus a construírem o templo. Hiram de Tiro enviou os trabalhadores, chefiados pelo grão-mestre dos arquitetos dionisíacos, Hiram Abiff. Descrito como o trabalhador mais sagaz, hábil e inquisitivo que jamais viveu, Abiff comandava 183.600 artesãos, supervisores e trabalhadores. Usava um sistema de sinais e senhas mediante o qual qualquer capataz podia rapidamente avaliar a capacidade de um trabalhador.</p>
<p>Três artesãos ousados de um grau inferior decidiram forçar Abiff a revelar a senha secreta do grau de mestre. Sabendo que ele sempre ia ao sanctum inacabado para rezar, ficaram à espera dele, um em cada entrada principal do templo. Hiram começou a sair pela porta sul e deparou-se com um homem que brandia um graminho de 24 polegadas. O mestre construtor negou-se a revelar a palavra secreta, e por isso foi golpeado na garganta. Dirigiu-se para a porta oeste e foi atingido por um esquadro no peito. Finalmente, ele foi cambaleando até a porta leste, e caiu morto golpeado pelo terceiro trabalhador, armado de um malho. Os assassinos enterraram Abiff em uma cova feita às pressas e os que mais tarde encontraram o corpo plantaram uma acácia no local. Na tradição maçônica, Abiff é considerado o maior mártir da seita, e seu destino trágico costuma ser relatado para que ninguém esqueça, a seriedade dos votos maçônicos de segredo.</p>
<p>Entre os muitos maçons que homenagearam Abiff esteve Rudyard Kipling, que também propôs um modo alternativo de se escrever o nome do construtor, em seu poema &#8220;Noite de Banquete&#8221;: &#8220;Leve este recado a Hiram Abif; Mestre excelente da mina e da forja: Eu e os Irmãos gostaríamos; Que ele e os Irmãos viessem jantar”.</p>
<p>Os maçons desenvolveram uma afeição &#8211; e uma afinidade &#8211; semelhante por Pitágoras, o filósofo e matemático grego do século VI a.C., que ensinava que os números refletiam a harmonia do universo. Seus discípulos viviam juntos, desenvolvendo uma sociedade baseada no estudo de geometria, astronomia, aritmética e música. Após cinco anos de aprendizado, os membros do chamado círculo externo eram iniciados no círculo interno, onde descobriam as doutrinas místicas baseadas nas relações entre os números.</p>
<p>Pitágoras fez mais do que procurar por uma base numérica para o universo. Ele e seus discípulos ascenderam a posições de poder em várias cidades gregas, e tentaram aplicar suas crenças idealistas no governo. No entanto, os cidadãos acabaram rebelando-se e matando os reis-filósofos.</p>
<p>Com o tempo, começou a parecer que qualquer figura ou movimento da história que demonstrasse ter pretensão à virtude estava de algum modo ligado aos maçons. Em 1738 &#8211; no momento em que a ameaça papal contra os maçons estava sendo anunciado &#8211; o homem designado orador da grande loja da França, Andrew Michael Ramsay, fez um discurso notável, que foi imediatamente traduzido para o inglês como &#8220;Apologia dos Maçons Livres e Aceitos&#8221;. Para dizer a verdade, Ramsay começou meio na defensiva, observando que o propósito da organização era &#8220;tornar os homens amáveis, bons cidadãos, bons súditos, invioláveis em suas promessas, fiéis adoradores do amor de Deus, amantes da virtude antes da recompensa&#8221;.</p>
<p>Tendo feito esse esclarecimento tranqüilizador, Ramsay prosseguiu dizendo que os maçons não eram nada menos que os descendentes espirituais dos Cavaleiros Templários, o bando de cavaleiros franceses da Idade Média que protegia os peregrinos que viajavam para a Terra Santa ou dela voltavam, durante as Cruzadas. A idéia de Ramsay era que os cruzados eram maçons, além de templários, e que as palavras secretas da maçonaria tinham origem nas senhas dos acampamentos militares. Afirmou que, no final das Cruzadas, diversas lojas maçônicas haviam sido abertas no continente europeu. O príncipe Eduardo, filho do rei inglês Henrique IIII, supostamente apiedou-se dos exércitos cristãos vencidos na Palestina após a última Cruzada e trouxe-os de volta à Inglaterra no século XIII. Segundo Ramsay o príncipe, que mais tarde reinou como Eduardo I, fundou em seu país natal uma colônia de irmãos que se rebatizaram como maçons livres.</p>
<p>Tal genealogia tinha por força que ser atraente para os franceses e, em menor medida, para os ingleses. Alguns, porém, consideraram-na um tanto bizarra demais e conceberam roteiro ligeiramente diferente. Propuseram que, embora os maçons já existissem de fato no tempo das Cruzadas, haviam entrado em contato com os Cavaleiros Templários ao construir suas fortalezas, hospitais, monastérios e igrejas. Desse modo, as qualidades caridosas e galantes dos templários foram transmitidas aos maçons.</p>
<p>Outros ramos e variações maçônicas cresceram luxuriantemente no solo fértil do Iluminismo. Um dos desvios mais fascinantes da corrente principal foi o rito egípcio, fundado por certo conde Cagliostro. Visto por muitos historiadores como um charlatão &#8211; Thomas Carlyle ridicularizou-o como o &#8220;Príncipe dos Curandeiros&#8221; &#8211; o conde é tratado por outros como uma figura importante na história do hipnotismo, das curas paranormais, da precognição, do espiritismo e da alquimia. Apareceu em Londres, em 1776, um jovem de 28 anos e passado misterioso, desfrutando a vida nababesca de um nobre. Sua esposa, a bela Lorenza Feliciani, mostrava-se invariavelmente vestida com as melhores roupas e jóia; o próprio Cagliostro, embora fosse um tanto robusto e tivesse nariz de batata, era tremendamente carismático. Instalou-se com Lorenza em um elegante apartamento, declarou-­se alquimista consumado e imediatamente conquistou um círculo de admiradores.</p>
<p>Um ano depois de chegar a Londres, Cagliostro foi iniciado na ordem maçônica. Logo depois, após ter absorvido muitas das tradições maçônicas e ter vislumbrado seu potencial, foi para o continente e começou a promover uma loja egípcia na qual ele próprio assumiu o trono como grande Copta. Os detratores gostavam de parodiar esse título como &#8220;grande cofre&#8221;, refletindo a reputação de Cagliostro em alguns círculos como vigarista. Apesar disso, a variedade particularmente mágica de maçonaria do conde tinha seus atrativos. Ele abriu lojas na Holanda, na Alemanha e até na distante S. Petersburgo. Em Varsóvia, demonstrou suas técnicas de alquimia para o rei da Polônia. Em Estrasburgo, ouviu-se contar que o grande Cagliostro havia curado 15 mil pessoas em três anos.</p>
<p>A história pessoal do conde foi objeto de algumas discussões. Alguns achavam que ele era italiano, outros espanhol, polaco, árabe. Uns poucos cínicos diziam que ele era um escroque pé-de-chinelo siciliano chamado Giuseppe Salsamo. Quando lhe perguntavam de onde era, Cagliostro simplesmente ria e dizia que nascera no mar Vermelho e fora criado à sombra das pirâmides. A fonte de sua riqueza tampouco era clara. Tinha se casado com uma rica herdeira mexicana, diziam alguns; outros afirmavam que ele assassinara um príncipe asiático pelo dinheiro. Sua própria explicação, dada diante do Parlamento francês, foi esta: &#8220;Que diferença faz se sou filho de um mendigo ou de um rei, ou por quais meios obtenho o dinheiro que quero, enquanto eu respeitar a religião e as leis e pagar a todos o que lhes cabe? Para mim foi sempre um prazer negar-me a satisfazer a curiosidade pública a esse respeito. Mesmo assim, condescenderei em dizer-vos o que nunca revelei a ninguém antes. O principal recurso de que me posso vangloriar é que, assim que ponho os pés em qualquer país, encontro nele um banqueiro que me fornece tudo o que quero&#8221;. Cagliostro deu uma resposta completa, mas não explicou nada.</p>
<p>Da maneira que era professado, o rito egípcio tinha fortes influências da cabala judaica, que acreditava que Moisés ensinara um saber especial a uma antiga elite, na mesma época em que o Antigo Testamento estava sendo escrito para as massas. Os cabalistas sustentavam que a Palavra de Deus gerara o cosmo, e que os dez algarismos e as 22 letras do alfabeto hebraico eram os elementos de que o mundo é feito. De fato, certas palavras &#8211; tais como Jeová &#8211; eram tão poderosas que não poderiam jamais ser pronunciadas. Cagliostro, promovendo a idéia de que certas palavras tinham significados e poderes ocultos, dizia a seus seguidores que o rito egípcio podia regenerá-los física e moralmente, até guiá-los, finalmente, para a perfeição.</p>
<p>Tanto homens como mulheres eram admitidos nas lojas do conde, prática altamente irregular na maçonaria. Certas cerimônias eram ligeiramente diferentes para cada sexo. Ao receber as mulheres, por exemplo, o grande Copta respirava no rosto delas e anunciava: &#8220;Respiro sobre ti este alento para fazer com que germine em ti e cresça em teu coração a verdade que possuímos”. Relatos de outras cerimônias de Cagliostro dão conta de que ele atirava uma espada para os céus e suplicava aos arcanjos que intercedessem por ele junto a Deus. Também se dizia que, após certos ritos de purificação, ele hipnotizava uma criança que então tinha visões e anunciava profecias. Com freqüência, Cagliostro dizia aos que o ouviam que possuía uma pedra filosofal curativa e que concordaria em vender pedacinhos dela. O desaparecimento do conde é mais uma charada, mas muitos historiadores acreditam que ele tenha morrido em uma prisão italiana, para onde fora enviado ao tentar abrir uma loja do rito egípcio em Roma.</p>
<p>Outro grupo secreto com algumas aproximações com a Maçonaria é a Ordem dos Illuminati. Fundada por Adam Weishaupt foi associada a inúmeras conspirações de cunho político e religioso. Como Weishaupt muitas vezes recrutava os membros de sua ordem entre os maçons, foi comum a associação entre as duas organizações secretas, como por exemplo, na reação à queda da monarquia francesa. Em solo americano a teoria de uma conspiração mundial de illuminati e maçons repercutem até a atualidade.</p>
<p>O que praticamente desapareceu foi o tipo de fervor antimaçônico que infestou a república americana em seus primórdios. Recentemente, o número de afiliados diminuiu um pouco, e as autoridades maçônicas manifestaram inquietação com a possibilidade de que a organização decaia se não for capaz de satisfazer as necessidades dos jovens, que em geral parecem menos interessados em juntar-se a organizações fraternais. No entanto, os tempos de maior perigo para a irmandade parecem estar distantes no passado. A maçonaria de hoje conserva sua aura instigante de exoti­cismo, e há muito se livrou da bagagem de blasfêmia e subversão que seus membros precisavam carregar. Os maçons maus e sedentos de poder continuaram existindo apenas nos setores mais recônditos da imaginação dos teóricos da conspiração. Para a maioria das pessoas, a maçonaria é uma ordem benigna ­tão sóbria quanto os Rotarianos, o Lions Club, ou inúmeros grupos cívicos ou de assistência social semelhantes.</p>
<p>É claro que os maçons, fiéis a sua veneranda herança de ligações com o oculto, são mais inclinados a toda a panóplia de mistérios e títulos altissonantes do que a maior parte dos grupos cívicos ou sociais comuns. O velho modelo inglês da maçonaria, com seus três graus de associação, existe ainda, e muitos maçons param no terceiro grau, o de mestre. Outros, porém, passam por uma cerimônia chamada de arco real, que os introduz a todo um espectro de graus mais elevados. O Rito Antigo e Aceito da Maçonaria é um sistema de 33 graus que oferece título como mestre perfeito, príncipe de Jerusalém, grão-pontífice, chefe do tabernáculo, comandante do templo, grão-cavaleiro kadosh eleito, grão-inspetor inquisidor comandante e sublime príncipe do segredo real. E o Rito Antigo e Aceito é apenas um de uma cadeia escalonada de ordens e ritos.</p>
<p>Há também inúmeras organizações sociais que encontram seus membros entre os maçons sem serem de fato ligadas a eles. Nos Estados Unidos, a mais conhecida dessas organizações é a Antiga Ordem Árabe dos Nobres do Santuário Místico &#8211; mais conhecidos como shriners, do inglês shrine, &#8220;santuário&#8221; &#8211; que admite apenas maçons que tenham alcançado o 32º grau. Memoráveis para muitos por desfilarem em vestimentas exóticas em suas convenções, os shriners têm também um propósito sério: ao longo dos anos, levantaram milhões de dólares para a caridade. Grupos semelhantes relacionados aos maçons, que se dedicam às boas obras, incluem a ordem Mística dos Profetas Velados do Reino Encantado e os Altos Cedros do Líbano. Parentes do sexo feminino dos mestres maçons podem ingressar na Ordem da Estrela do Oriente; os rapazes, na ordem de DeMolay e na Ordem dos Construtores; e as moças na ordem das Filhas de Jô e na Ordem do Arco-íris. Em sua maioria, porém, esses clubes desfrutam do favor maçônico apenas nos Estados Unidos. Os maçons ingleses, que aparentemente desconfiam da frivolidade dos clubes sociais, podem suspender seus membros por juntar-se a tais sociedades.</p>
<p>Seja meramente pelos contatos sociais, ou pela gratificante iluminação da alma, há séculos a maçonaria vem atraindo figuras legendárias da história, tanto heróis como vilões. Com efeito, um livro de 1967, intitulado Dez Mil Maçons Famosos, ocupa quatro volumes com biografias resumidas. Assim como Mozart, os grandes compositores Franz Liszt e Franz Joseph Haydn eram maçons. Entre os maçons que se destacaram nas letras estão Johann Wolfgang Goethe, Alexander Pope, Sir Walter Scott, Robert Burns, Rudyard Kipling, Oscar Wilde e Mark Twain. Uma legião de presidentes americanos além de reis e príncipes ingleses pertenceu à irmandade. O primeiro-ministro inglês Winston Churchill era afiliado à ordem. Também o eram, diz-se, o mentor da Revolução Russa, Lênin, e Mohammad Reza Pahlevi, Xá do Irã. Benedict Ar­nold também foi bem como proeminentes militares americanos: Sam Houston, John J. Pershing e Douglas Mac Arthur estavam entre eles. Os maçons na aviação vão de Charles Lindbergh a inúmeros astronautas americanos. Os empresários da irmandade têm em sua fileiras John Jacob Astor e Henry Ford. Joseph Smith, fundador dos mórmons, era maçom, e dizem que alguns dos rituais secretos do mormonismo mostram influência dos ritos maçônicos. Ao longo dos anos, as figuras de proeminência que pertencem à maçonaria vêm sem dúvida servindo de amortecedor para a intolerância dirigida contra ela.</p>
<p>Uma espécie de marco da aceitação da maçonaria aconteceu em 1965, quando o Vaticano revelou discretamente que os católicos romanos não mais seriam excomungados por juntar-se à organização nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Assim foi posta de lado uma proibição que começara 230 anos antes, e fora reafirmada por sete papas em dezesseis pronunciamentos. Foi durante a histórica reunião do Segundo Concílio Vaticano, em meados da década de 60 &#8211; o mesmo conclave que decidiu permitir a celebração da missa em outras línguas além do latim &#8211; que a Igreja começou a mover-se no sentido de reavaliar sua posição acerca da maçonaria. O Vaticano continuou proibindo a associação à ordem na Itália, na França e em outros países que aderiram à forma de loja européia chamada de Grande Oriente. Esse sistema, dizem, continua sendo anticatólico e ateu. Mas o significado da mudança da Igreja foi claro &#8211; na verdade, foi notícia de primeira página. O mais antigo mais feroz e mais implacável opositor da maçonaria havia finalmente abrandado sua posição.</p>
<p>Apesar disso, um legado corroído de má vontade subsiste um pouco por toda parte e pode não desaparecer jamais. Na Espanha de hoje, por exemplo, há os que se lembram bem da perseguição contra os maçons depois que o ditador Francisco Franco tomou o poder em meados da década de 30. Franco dirigiu suas iras contra os muitos legisladores, intelectuais e militares destacados que haviam sido iniciados nas lojas durante a república liberal que o precedeu porque foi negada sua iniciação. Uma lei para a repressão da maçonaria e do comunismo foi posta em ação com rapidez, e um tribunal foi formado especialmente para julgar maçons. &#8220;Houve centenas de execuções de maçons e os que podiam fugiram para o exterior e tiveram suas propriedades aqui confiscadas&#8221;, recorda o advogado madrilenho Francisco Epinar Lafuente. “Franco de fato acreditava na conspiração maçônica e os franquistas atacam-nos até hoje como nos velhos tempos”. Só no final dos anos 70 caiu a proibição de afiliação à ordem, e mesmo então o grão-mestre da irmandade, Jaime Fernández Gil de Terradillos, se sentiu compelido a declarar que &#8220;Não somos uma sociedade secreta, mas discreta”.</p>
<p>Na Itália, a descoberta em 1981 de uma loja maçônica espúria chamada P-2 provocou o colapso do governo &#8211; o que não foi lá uma ocorrência muito fora do comum na Itália do pós-guerra. Magistrados e uma comissão parlamentar especial descobriram que a P-2, chefiada por um misterioso financista chamado Licio Gelli, era o centro disfarçado de um quadro de influentes políticos, homens de negócio, religiosos e militares que conspiravam sobre tudo, desde trapaças financeiras até golpes de estado. Na loja, Licio Gelli tinha o título de Il Venerabile, o venerável.</p>
<p>O escândalo forçou uma reorganização dos serviços secretos italianos e arruinou as carreiras de dezenas de servidores públicos e políticos. Gelli fugiu do país, mas foi apreendido na Suíça e extraditado para Roma em fevereiro de 1988. Entre as muitas perguntas urgentes que as autoridades italianas queriam colocar para o ex-maçom estava a que indagava do destino dado a um bilhão de dólares pilhados de um banco Ambrosiano do Vaticano em 1982. &#8220;A P-2 era mais do que uma organização política subversiva&#8221;, disse o sociólogo Pino Arlacchi, da Universidade de Florença. “Os documentos recolhidos pela comissão parlamentar demonstram que se tratava de uma espécie de organização internacional de múltiplos propósitos que influenciava tudo, desde a venda de armas até as compras de petróleo cru”.</p>
<p>Episódios eventuais como esse da loja P-2 fornecem o combustível necessário para manter em fogo baixo a campanha contra os maçons, em particular nos países católicos e entre as pessoas que abraçam as correntes políticas reacionárias. Durante a campanha presidencial francesa de 1988, o candidato da Frente Nacional, de extrema direita, Jean Marie Le Pen, não teve problemas para encher um centro de convenções de 1.200 lugares em Amiens. Entre os que o ouviam havia um senhor de 69 anos, vestido com um alinhado terno de tweed, que declarou estar ali para protestar contra o fato de a França ser &#8220;governada pelos maçons&#8221;.</p>
<p>Tais resmungos, contudo, é o preço que os maçons têm que pagar pelo privilégio da exclusividade. Este caráter secreto e sigiloso tanto reforça a lealdade de seus membros como provoca reações às mais diversas daqueles não incluídos em suas fileiras. Entre os maçons, o interesse de grande parte dos de fora possivelmente sempre irá assumir a forma de uma desconfiança irada, de uma curiosidade grosseira acerca do que, exatamente, está acontecendo entre os muros silenciosos da misteriosa loja.</p>
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		<title>Maçonaria recusa convite do Senado</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 14:13:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maçonaria recusa convite do Senado
Ofício encaminhado pelo Sereníssimo Grão Mestre do Grande Oriente Paulista ao Senador Mozarildo Cavalcanti quando do convite para participação em Sessão de Homenagem à Maçonaria Brasileira no Senado Federal.
São Paulo, 17 de agosto de 2009.
Ofício GM – 041/2009
Ao Exmo Senador Mozarildo Cavalcanti
Senado Federal – Anexo II – Ala Senador Ruy Carneiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maçonaria recusa convite do Senado</strong></p>
<p>Ofício encaminhado pelo Sereníssimo Grão Mestre do Grande Oriente Paulista ao Senador Mozarildo Cavalcanti quando do convite para participação em Sessão de Homenagem à Maçonaria Brasileira no Senado Federal.</p>
<p>São Paulo, 17 de agosto de 2009.</p>
<p>Ofício GM – 041/2009<br />
Ao Exmo Senador Mozarildo Cavalcanti<br />
Senado Federal – Anexo II – Ala Senador Ruy Carneiro – Gabinete 3.<br />
CEP: 70.165-900<br />
Brasília – DF</p>
<p>Assunto: Sessão Homenagem à Maçonaria Brasileira</p>
<p>“Prezado Irmão Senador Mozarildo Cavalcanti”:<br />
Agradecemos o honroso convite para participação na Sessão do próximo dia 20, “em homenagem à Maçonaria Brasileira”&#8230;</p>
<p>Decidimos<em><strong> NÃO </strong></em>comparecer, não obstante o convite tenha partido de um querido e valoroso irmão, que merece, de nossa parte todo respeito e admiração, registrando que nos últimos 6 anos, sempre, estivemos presente, sempre.</p>
<p>Parece-nos que a “melhor” homenagem que o Senado poderia, neste momento, prestar à “Maçonaria”, seria POR UM FIM URGENTE a todos os “Escândalos” que chegam ao conhecimento do sofrido povo brasileiro. –</p>
<p>Não acreditamos nos “denunciantes” e muito menos nos “denuciados”. O “denunciante” de hoje, é o “denunciado” de amanhã!!!</p>
<p>O povo brasileiro sofre.<br />
O eleitor brasileiro tem que ser conscientizado de que ele “é o culpado” de   ter “dado” mandato a quem não honrou o seu voto.</p>
<p>A única “arma” de que dispomos, é o nosso voto, e, como MAÇOM, passo a defender que o povo eleitor, tem que exercer o direito do voto, de forma absolutamente consciente, – lembrando, sempre, daqueles que frustaram os seus sonhos legítimos e lhes impingiram AGRURAS E SOFRIMENTOS, FOME, MISÉRIA, FALTA DE CULTURA, FALTA DE EDUCAÇÃO, FALTA DE SEGURANÇA, FALTA DE SAÚDE, e FALTA DE VERGONHA! principalmente, para NUNCA MAIS votar nessa pessoa. –</p>
<p>Agradeço, respeitosamente o Convite,<br />
MAS, NÃO PARTICIPAREI: NÃO COMPARECEREI.<br />
Atenciosamente,<br />
________________________________<br />
José Maria Dias Neto<br />
Grão Mestre do Grande Oriente Paulista</p>
<p><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/G.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6856" title="G" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/G.jpg" alt="" width="644" height="655" /></a></p>
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		<title>Impeachment na maçonaria</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 18:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Revista Isto É
CAPA  COMPORTAMENTO
&#124;  N° Edição:  2132 &#124;  17.Set.10 &#8211; 21:00 &#124;  Atualizado em 19.Set.10 &#8211; 23:25
http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar
/101488_IMPEACHMENT+NA+MACONARIA/1



Impeachment na maçonaria
O líder máximo dos maçons entrega à biblioteca livros com os segredos da organização e pode ser afastado, algo inédito.
Wilson Aquino

SEGREDOS REVELADOS
Marcos José da Silva, o grãomestre:
traição ao juramento
O sigilo que cerca os rituais, códigos e tradições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Revista Isto É</strong></p>
<p>CAPA  COMPORTAMENTO<br />
<strong>|  N° Edição:  2132 |  17.Set.10 &#8211; 21:00 |  Atualizado em 19.Set.10 &#8211; 23:25</strong></p>
<p><strong><em>http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar</em></strong></p>
<p><strong><em>/101488_IMPEACHMENT+NA+MACONARIA/1<br />
</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em><strong>Impeachment na maçonaria</strong></em></p>
<p style="text-align: left;">O líder máximo dos maçons entrega à biblioteca livros com os segredos da organização e pode ser afastado, algo inédito.<br />
Wilson Aquino</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/GM.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-6844" title="GM" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/GM-684x1024.jpg" alt="" width="276" height="412" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>SEGREDOS REVELADOS</strong><br />
<strong>Marcos José da Silva</strong>, o <strong>grãomestre</strong>:<br />
traição ao juramento</p>
<p style="text-align: left;">O sigilo que cerca os rituais, códigos e tradições são a marca da maçonaria que, ao longo dos séculos, protegeu com um manto de silêncio as particularidades do seu universo. Recentemente, uma pessoa resolveu quebrar essa regra, justamente a autoridade máxima do Grande Oriente do Brasil (GOB) – a maior associação maçônica e mais antiga no País –, o soberano grão-mestre-geral da Ordem, Marcos José da Silva. Ele, simplesmente, registrou na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, 21 livros secretos que explicam os ritos misteriosos da irmandade. A iniciativa acarretou uma reação à altura: pela primeira vez, um presidente da instituição poderá sofrer impeachment. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, o GOB foi fundado no Brasil em 1822, tem 60 mil membros e nunca antes na história da maçonaria algo similar havia acontecido.</p>
<p>A assembleia que decide o destino e possível punição de Silva está marcada para o sábado 18, no Templo Nobre do GOB, em Brasília. Mas a briga já começou. O grão-mestre-geral recorreu ao Supremo Tribunal Federal Maçônico (STFM) – as instituições maçônicas reproduzem em quase tudo a sociedade civil – e conseguiu liminar para retirar o assunto da pauta. Porém, os 600 maçons que estiverem presentes à assembleia podem deliberar o contrário e manter a votação para abertura do processo de impeachment. O delito cometido por Silva está previsto em dois artigos do código penal maçônico: o 73, inciso XIV, condena quem “facilitar ao profano (não maçom) o conhecimento de símbolo, ritual, cerimônia ou de qualquer ato reservado a Maçom” e o artigo 74, inciso I, pune a traição ao juramento maçônico no qual figura o sigilo.</p>
<p>Mas por que justamente o grão-mestre teria ferido um dos princípios básicos da organização? Há algumas versões. Os defensores de Silva sustentam que ele registrou os livros secretos para evitar que outra pessoa com interesses escusos o fizesse. Seria uma iniciativa para proteger a associação de oportunistas no futuro. Os maçons favoráveis ao afastamento de Silva, por sua vez, veem má-fé e cobiça, pois agora ele figura como organizador das obras que revelam os segredos maçônicos. Isso, na prática, lhe confere os direitos autorais sobre a mesma. Ou seja, ele passou a ter direito a comissão de 5% sobre o preço de capa de eventuais livros baseados no conteúdo registrado por ele. Essa tese é reforçada pelo raciocínio de que Silva poderia ter feito o registro em nome do GOB e não no dele próprio. Os livros secretos não estão disponíveis para qualquer um manuseá-los. Mas, além de alguém poder reivindicar na Justiça o direito de vê-los, os funcionários da Biblioteca Nacional já têm acesso ao material. Não há mais sigilo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/GM.1.jpg"><img class="size-full wp-image-6845  aligncenter" title="GM.1" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/GM.1.jpg" alt="" width="376" height="430" /></a></p>
<p>Fiel ao estilo da maçonaria, o registro das obras foi feito na moita, assim como a denúncia efetivada por uma pessoa ligada ao GOB e que trabalha na Biblioteca Nacional. “Como maçom, me sinto ultrajado e decepcionado. Se um aprendiz mostra o livro dos rituais a um profano, ele é sumariamente expulso”, esbraveja um dos deputados da Soberana Assembleia Federal Legislativa da instituição, que vai participar da sessão e por isso preferiu não se identificar. “Isso é uma aberração. O que sustenta a irmandade é o sigilo em torno dos seus ritos e a tradição. Até porque esses ritos são usados por maçonarias de outros países”, surpreende-se o professor de história da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Marco Morel, autor do livro “O Poder da Maçonaria.”</p>
<p>A conservação secreta dos conhecimentos e métodos de trabalho dos maçons é um dos mais rígidos princípios da doutrina. Tanto que ao ser iniciado na maçonaria, num ritual secular no qual o postulante permanece vendado na sessão até que seu nome seja aceito pelo grupo, o novato faz um juramento em que se compromete a “nunca revelar qualquer dos mistérios da maçonaria e nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los”. Na Idade Média, a violação dos mistérios seria punida com castigos terríveis, descritos no juramento: “Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado na areia do mar&#8230;” Mas os tempos mudaram e, hoje, o grão-mestre-geral poderá ser no máximo punido como qualquer presidente corrupto.</p>
<p style="text-align: left;">
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		<title>O Rei do Baião / Gonzagão</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 19:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Música na Maçonaria]]></category>
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		<description><![CDATA[O Rei do Baião / Gonzagão
Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o &#8220;Rei do baião&#8221;




Iniciou na Maçonaria no dia 03 de abril de 1971, na Augusta e Respeitável Loja Simbólica Paranapuan nº 1477, Oriente da Ilha do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>O Rei do Baião / Gonzagão</strong></p>
<p style="text-align: center;">Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o <strong>&#8220;Rei do baião&#8221;</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/Luiz-Gonzaga.2jpg.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6499" title="Luiz Gonzaga.2jpg" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/Luiz-Gonzaga.2jpg.jpg" alt="" width="500" height="508" /></a></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Iniciou na Maçonaria no dia 03 de abril de 1971, na Augusta e Respeitável Loja Simbólica Paranapuan nº 1477, Oriente da Ilha do Governador, do Rito Moderno ou Francês.</p>
<p style="text-align: left;">Elevado  ao Grau de Companheiro Maçom, no dia 14 de dezembro de 1971;</p>
<p style="text-align: left;">Exaltado ao Grau de Mestre, no dia 05 de dezembro de 1973.</p>
<p style="text-align: left;">Nos Graus Filosóficos iniciou no Grau 04, no dia 10 de agosto de 1984, no Sublime Capítulo Paranapuan, jurisdicionado ao Supremo Conselho do Brasil do Rito Moderno.</p>
<p style="text-align: left;">A música Acácia Amarela foi composta em 1981. O Irmão Luiz Gonzaga achou oportuno fazer uma homenagem a Maçonaria e elaborou a letra e o tema musical.</p>
<p style="text-align: left;">O Irmão Orlando Silveira deu algumas sugestões e harmonizou a melodia. Encerrado os trabalhos a música foi incluída no CD “O Eterno Cantador” do selo BMG-RCA, com arranjo de Orlando Silveira e vocal de Luiz Gonzaga.</p>
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		<title>Carta a um Convidado para ingresso na Maçonaria</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 17:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
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		<description><![CDATA[Carta a um Convidado
INGRESSO NA MAÇONARIA 
Caro Amigo: 
Imagino tua perplexidade ao convite que te fiz. Afinal, não dispor de nenhuma informação sobre o grupo a que estás convidado a ingressar deve causar um desconforto e muita curiosidade.
Pensando nisto é que me animo a te escrever algumas linhas. Elas não irão desvendar mistérios que existam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Carta a um Convidado<br />
<em>INGRESSO NA MAÇONARIA </em></strong></p>
<p><strong>Caro Amigo: </strong></p>
<p>Imagino tua perplexidade ao convite que te fiz. Afinal, não dispor de nenhuma informação sobre o grupo a que estás convidado a ingressar deve causar um desconforto e muita curiosidade.</p>
<p>Pensando nisto é que me animo a te escrever algumas linhas. Elas não irão desvendar mistérios que existam ou que imaginas, até porque em aceitando o convite é que irá, pelo teu esforço, trabalho e estudo, pessoalmente desvendá-los.</p>
<p>Para facilitar teu entendimento, abordarei em tópicos o que pretendo, e posso te anunciar.</p>
<p><em><strong>PERFIL DO GRUPO</strong></em></p>
<p>Historicamente a sociedade humana tem se organizado por grupos de interesse: religiosos, políticos, econômicos, etc&#8230; Ao mesmo tempo em que um ou mais de um determinado interesse caracteriza um grupo, origina também antagonismo entre um grupo e outro.</p>
<p>A História é densa em exemplos de conflitos deste tipo. O próprio caráter religioso protagonizou embates e incoerências cruéis &#8220;em nome de Deus&#8221;.</p>
<p>Ora, que pensas de poder reunir homens que professam as mais variadas religiões, mas que aceitam &#8220;por acordo&#8221; denominar o Ente Supremo como sendo o <em><strong>Grande Arquiteto do Universo</strong></em> e que aceitem a partir deste ponto comum praticar a tolerância e nunca tentar impor a outrem sua religião e seus ritos? Já teremos aí dirimido um fator histórico de divisão entre os homens! Concordas?</p>
<p>Outro aspecto que te apresento para análise é a própria composição de um grupo. Normalmente eles são compostos por uma característica de afinidade entre seus componentes. Este de que te falo tem a proposta de multidisciplinaridade.</p>
<p>Sem que haja predominância de um matiz sobre outros se busca médicos, dentistas, engenheiros, professores, advogados, empresários, comerciários, operários. Enfim a tônica é que a possibilidade de troca entre seus componentes sejam propulsoras do aprimoramento individual e coletivo. No entanto, cuidado não imagine que haja uma forma ou receita para este aprimoramento. Já no início desta te alertei de que dependerá de cada um estar atento às situações de aprendizado e crescimento delas maximizar seus resultados.</p>
<p>Este aprendizado deverá chegar aos limites do Livre Arbítrio, portanto de uma maturidade instalada e instrumentalizada para estar permanentemente &#8220;à disposição&#8221; de atuar em prol de avanços, de progresso, de combate ao obscurantismo, de combate ao autoritarismo, em prol de direitos universais individuais e coletivos, em busca incessante de justiça. Deves estar pensando quão difícil é compor um grupo de homens que busquem estes princípios e que não estejam diferenciados e divididos na forma de buscá-los.</p>
<p>Pois bem, é necessário aí novo acordo! Já ouviste alguma citação do tipo “&#8230; sou totalmente contrário ao que pensas, mas defenderei com minha própria vida o direito que tens de pensar assim&#8221;? Pois este é o acordo! Independente da concepção política, econômica ou filosófica de um membro do grupo este respeita o direito do outro pensar diferente.</p>
<p>Este respeito é originado pela convicção do outro. Posso imaginar que meu irmão esteja enganado, mas parto sempre do pressuposto de que ele está convicto e ao defender o que pensa o faz honestamente. Portanto só posso pretender uma mudança pelo convencimento e para tanto deverei buscar a forma e os argumentos adequados.</p>
<p>Vês, assim é possível funcionar com harmonia um grupo formado de homens que pertençam: a partidos políticos diferentes, a times de futebol diferentes, a igrejas diferentes, a escolas de samba diferentes, etc&#8230;</p>
<p>Outra característica que deves conhecer é a de que estes homens se tratam com fraternidade e buscam apoiarem-se mutuamente para atingirem seus objetivos. Nada mais natural já que a luta de um é a luta de todos e em prol da sociedade.</p>
<p>Cuidado novamente é preciso deixar claro que este auxílio mútuo não se aplica a outros objetivos que não sejam comuns. Está aí uma diferenciação transparente e definitiva de grupos escusos e corporativos.</p>
<p>Através de caracteres próprios estes homens identificam-se em qualquer parte do mundo, reconhecem-se como irmãos e se tratam como tal.</p>
<p><em><strong>IMAGEM EXTERNA DO GRUPO</strong></em></p>
<p>Pelo que já conversamos até aqui podes imaginar quanto de superstição, de incorreções, de invencionices e de distorções são propagadas a respeito deste grupo.</p>
<p>Imagina quantos interesses foram desestabilizados pela ação de homens livres. Libertação de nações, lutas libertárias, movimentos abolicionistas, campanhas, etc&#8230;</p>
<p>A ação de homens livres carreou a ira e a reação de monarcas, governantes, igrejas e outros&#8230;</p>
<p>Portanto, a partir da ótica dos ameaçados de perder o poder discricionário era preciso combater, difamar e expor ao ridículo com informações que, incorretas, mas assustadoras, pudessem convencer a opinião pública mantendo-a atrelada ao discurso dos difamadores.</p>
<p>Convenhamos aos que dominam por crendice e engodo um grupo de homens livres, corajosos, libertários e coesos representava, realmente, um sério risco.</p>
<p><em><strong>CARÁTER SECRETO DO GRUPO</strong></em></p>
<p>Penso que quase seria desnecessário comentar que por tudo o que já conversamos é evidente que este grupo de homens não poderia andar circulando com crachá no peito em meio a tantos obstáculos que hoje ainda perduram e que em outros tempos foram muito mais perigosos.</p>
<p>Portanto, o grupo é fechado e não secreto. Suas ações e a identificação pública de alguns de seus componentes acontecem, quando acontece, vários anos ou décadas após os fatos. Até porque o anonimato é cultuado mais como uma virtude que uma omissão ou fuga.</p>
<p>Assim a entrada de um novo membro é por decisão dos demais que observando alguém e suas ações na sociedade convidam-no. Nunca alguém bate a porta e pede entrada. Isto funciona como um mecanismo de manutenção da qualidade de recrutamento e, portanto manutenção da homogeneidade do grupo.</p>
<p><em><strong>FATOS ATRIBUÍDOS AO GRUPO E PERSONAGENS PÚBLICOS</strong></em></p>
<p>Para que analises as parcerias a que estarás submetido e conheças algumas ações que nos são atribuídos posso citar: Revolução Francesa, Inconfidência, Independência do Brasil, República, Movimento Abolicionista no Brasil e no Mundo.</p>
<p>Entre personagens públicos posso citar:</p>
<p>SIMON BOLÍVAR, BENJAMIN FRANKLIN, GARIBALDI, GOETHE, THOMAS JEFFERSON, FRANZ LISZT, MOZART, SAN MARTIM, MARK TWAIN, GEORGE WASHINGTON, SALVADOR ALLENDE, NEILL ARMSTRONG, LORD BADEN POWELL, WISTON CHURCHILL, ALEXANDRE FLEMING, FRANKLIN D. ROOSEVELT, JOSÉPHINE BAKER, PROUDHON, JEAN MOULIN, FREDZELLER, MARIA DERAISMES, ESQUIROL, MARAT, MONTESQUIEU, VOLTAIRE, JOSÉ BONIFÁCIO, JOAQUIM GONÇALVES LEDO, TIRADENTES, BENTO GONÇALVES, RUY BARBOSA,&#8230;</p>
<p>Estes são apenas alguns, dos quais me recordo sem lançar mão de bibliografia.</p>
<p><em><strong>AÇÃO PÚBLICA DO GRUPO</strong></em></p>
<p>Diferentemente do que pensam muitos os grupos não age institucionalmente na sociedade. Com exceção de ações filantrópicas e educativas, sempre anônimas, todas as demais ações são individuais e reflexos da postura consciente e cidadã de cada membro, mesmo que outros membros do grupo estejam a apoiá-lo.</p>
<p>Lê-se que a independência do Brasil foi anunciada entre o grupo antes mesmo de D. Pedro I, dar o grito. Isto não significa, no entanto, que fosse uma ação institucional do grupo. Significa apenas que muitos de seus membros defendiam esta causa, tinham muitos outros a apoiá-los e estavam em posições estratégicas para levar adiante sua consecução.</p>
<p><em><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></em></p>
<p>Bem, após toda caracterização, possível, é preciso que tenhas claro uma condição definitiva e importante. Este grupo é uma sociedade de <em><strong>HOMENS</strong></em>, especiais, mas <em><strong>HOMENS</strong></em>. Não é uma sociedade de <strong>SEMIDEUSES</strong> como muitos se imaginam e outros acreditam.</p>
<p>A condição humana, por mais que haja seleção, carrega contradições, imperfeições e isto se refletem nas ações individuais dentro do grupo. A humildade está em reconhecer estas deficiências e buscar um constante aprimoramento capaz de superá-las e atingir os objetivos a que o grupo se propõe.</p>
<p>Então? Estás mais seguro para tomar tua decisão? Espero que sim, pois até onde me é possível te explicitei minha visão a respeito e minhas convicções.</p>
<p>Deves ter entendido porque te faço o convite e o quanto espero ter-te como parceiro nesta proposta.</p>
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		<title>17 de Junho de 1822 &#8211; Origens da Maçonaria no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 15:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[17 de junho de 1822 
Origens da Maçonaria no Brasil
17 DE JUNHO &#8211; 188 ANOS DA FUNDAÇÃO DO GOB


Embora tenha a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União.
Origens da Maçonaria no Brasil
No ano de 1815 estudantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>17 de junho de 1822 </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Origens da Maçonaria no Brasil<br />
17 DE JUNHO &#8211; 188 ANOS DA FUNDAÇÃO DO GOB</strong></p>
<p><a href="../wp-content/uploads/Gob.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="../wp-content/uploads/Gob.jpg"><img title="Gob" src="../wp-content/uploads/Gob.jpg" alt="" width="175" height="175" /></a></p>
<p>Embora tenha a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União.</p>
<p><strong>Origens da Maçonaria no Brasil</strong></p>
<p>No ano de 1815 estudantes brasileiros retornados da Universidade de Coimbra (Portugal), onde haviam sido iniciados maçons, engajavam-se decididamente na luta política pela independência das províncias ultramarinas de Portugal na América do Sul, que constituíam àquela altura o Reino do Brasil, com Capital na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<p>Desde 1808 achava-se abrigada nessa cidade a família real de Portugal, fugida da Europa face à invasão de Napoleão Bonaparte.</p>
<p>Algumas Lojas Maçônicas haviam sido criadas em território brasileiro pelo menos desde 1797, mas para nós interessa o registro da fundação, em novembro de 1815, da Loja “Comércio e Artes”, fundada por maçons decididamente engajados no propósito de promover a independência política das províncias brasileiras.</p>
<p>Tendo em vista o Alvará Régio de 30 de março de 1818, que proibia o funcionamento no Brasil de sociedades secretas, esta Loja foi fechada e todos os seus livros queimados, conforme ficou registrado na “ata da sessão de reinstalação”. Esta reinstalação ou reerguimento de colunas foi realizada em 24 de junho de 1821, constando da ata que a Loja passaria a adotar o título distintivo de “Comércio e Artes na Idade do Ouro”.</p>
<p>Esta Loja “Comércio e Artes na Idade do Ouro” é a origem do Grande Oriente do Brasil, pois em sessão de 17 de junho de 1822 resolveu criar mais duas Lojas — a “Esperança de Niterói” e a “União e Tranqüilidade”—, pelo desdobramento de seu quadro (por sorteio), e a partir dessas três Lojas Metropolitanas formarem o Grande Oriente.</p>
<p>Dentre os componentes da Loja destacam-se as figuras de Joaquim Gonçalves Ledo e o padre-mestre Januário da Cunha Barbosa, dois ativistas do processo de independência política do Brasil.</p>
<p>José Bonifácio de Andrada e Silva, “O Patriarca da Independência”, foi aclamado primeiro Grão-Mestre do Grande Oriente, tendo Joaquim Gonçalves Ledo como 1º Grande Vigilante e Januário da Cunha Barbosa como Grande Orador.</p>
<p>O objetivo primordial da criação do Grande Oriente foi engajar a Maçonaria, como Instituição, na luta pela independência política do Brasil e tal determinação consta de forma explícita nas atas das primeiras reuniões da Obediência então criada, que só admitia a iniciação ou filiação em suas Lojas de pessoas que se comprometessem com o ideal de independência do Brasil.</p>
<p>Em junho de 1822 a família real portuguesa já havia voltado a Lisboa (Portugal), por exigência das Cortes (Parlamento português), deixando aqui como Príncipe Regente Dom Pedro de Alcântara, filho de Dom João VI, rei de Portugal.</p>
<p>O príncipe Dom Pedro, jovem e voluntarioso, viu-se envolvido de todos os lados por maçons, que constituíam a elite pensante e econômica da época. Por proposta do Grão-Mestre José Bonifácio foi o príncipe iniciado em assembléia geral do Grande Oriente no dia 2 de agosto de 1822, adotando o “nome heróico” de “Guatimozim” (nome do último imperador azteca morto por Cortez, no México, em 1522).</p>
<p>Dom Pedro ficou fazendo parte do quadro da Loja “Comércio e Artes” e na sessão seguinte do Grande Oriente, realizada em 5 de agosto, por proposta de Joaquim Gonçalves Ledo que ocupava a presidência, foi o príncipe proposto e aprovado para o grau de Mestre Maçom.</p>
<p>Numa jogada política, Gonçalves Ledo fez com que Dom Pedro fosse “eleito” Grão-Mestre do Grande Oriente o lugar de José Bonifácio, sendo empossado em 4 de outubro de 1822.</p>
<p>Embora quase todas as pessoas influentes junto a Dom Pedro fossem maçons e membros do Grande Oriente, única Obediência Maçônica então existente, a rivalidade política entre eles era bastante grande e a disputa pelo poder provocou sérias lutas.</p>
<p>A independência do Brasil foi proclamada por Dom Pedro a 7 de setembro de 1822, assumido ele a condição de imperador, com o título de Dom Pedro I. Um mês e meio depois, exatamente no dia 21 de outubro, determinava ele &#8211; “primo como Imperador, secundo como G. M.” — o fechamento “temporário” do Grande Oriente, que acabou se mantendo em vigor durante todo seu reinado (que terminou com a abdicação ao trono em 7 de abril de 1831 e sua ida a Portugal para retomar o trono português em poder de seu irmão dom Miguel, o que ele conseguiu, sendo coroado Dom Pedro IV de Portugal).</p>
<p>Já em 1830 os maçons do Rio de Janeiro procuravam reencetar os trabalhos que estavam praticamente parados, tendo fundado um novo Grande Oriente, que viria a ser instalado em 24 de junho de 1831, com o nome de Grande Oriente Brasileiro, e que viria a ficar conhecido sob o nome de Grande Oriente do Passeio (nome da rua onde tinha sede).</p>
<p>Em outubro de 1831 um grupo de maçons remanescentes do primitivo Grande Oriente reinstalou os quadros das três Lojas Metropolitanas primitivas e escolheu o primeiro Grão-Mestre, José Bonifácio, para assumir o comando, sendo o Grande Oriente reinstalado em 23 de novembro de 1831. Em conseqüência, durante 30 anos funcionaram no Rio de Janeiro dois Grandes Orientes, até que em 1861 o Grande Oriente do Passeio deixou de existir, sendo suas Lojas absorvidas pelo Grande Oriente do Brasil.</p>
<p>O Grande Oriente do Brasil sofreu diversas cisões durante sua vida, a maioria delas conseqüência de disputas nas eleições para o Grão-Mestrado Geral. Todas as dissidências havidas até 1927 acabaram sendo reabsorvidas ao longo do tempo, com a reincorporação das Lojas e Obreiros à Obediência do Grande Oriente do Brasil.</p>
<p><strong>O Surgimento das Grandes Lojas Estaduais</strong></p>
<p>Em 1927 aconteceu uma cisão no Grande Oriente do Brasil que teria conseqüências históricas importantes.</p>
<p>O Grande Oriente do Brasil desde 1854 (e até 1951) era uma “Potência Mista”, adotando o nome de “Supremo Conselho e Grande Oriente do Brasil”, exercendo o seu Grão-Mestre a chefia da Maçonaria Simbólica e também o comando dos “altos graus”, como “Soberano Grande Comendador” do Supremo Conselho do Rito Escocês.</p>
<p>Mário Marinho de Carvalho Behring (Mário Behring), Grão-Mestre e Soberano Grande Comendador para o período 1922-1925, (o cargo de Soberano Grande Comendador era exercido automaticamente pelo Grão-Mestre, sem eleição específica para o cargo) renunciou ao final de seu mandato, mas declarou que se mantinha como Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho.</p>
<p>Vicente Neiva foi eleito Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, tendo como adjunto Fonseca Hermes; antes que pudesse resolver a pendência criada por Mário Behring, Vicente Neiva morreu (18 de fevereiro de 1926) e assumiu o Grão-Mestrado seu Adjunto, Fonseca Hermes, amigo de Behring, que com este assinou um tratado em 22 de outubro de 1926, reconhecendo a independência do Supremo Conselho.</p>
<p>A 21 de março de 1927 Octávio Kelly era empossado como Grão-Mestre Adjunto e a 6 de junho desse ano, pressionado, Fonseca Hermes licenciava-se do Grão-Mestrado, entregando o Grão-Mestrado a Octávio Kelly.</p>
<p>Sabendo que Octávio Kelly não dividiria com ele o poder, a 17 de junho de 1927, Mário Behring promoveu uma reunião com apenas treze dos trinta e três membros do Supremo Conselho e declarou-o rompido com o Grande Oriente do Brasil.</p>
<p>Para dar suporte ao seu Supremo Conselho do Rito Escocês, Mário Behring estimulou a criação das Grandes Lojas estaduais — que já vinham sendo montadas sigilosamente —, outorgando-lhes Cartas Constitutivas emitidas pelo seu Supremo Conselho.</p>
<p>Foram assim criadas as Grandes Lojas da Bahia (que havia sido fundada em 22 de maio de 1927), do Rio de Janeiro (fundada em 18 de junho de 1927) e de São Paulo (fundada oficialmente em 2 de julho de 1927), a que se seguiram outras.</p>
<p>Essas Grandes Lojas Estaduais e as Lojas que as compõem existem até hoje, como Obediência estaduais independentes umas das outras. Para dar um cunho nacional à sua existência elas criaram uma entidade denominada “Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil &#8211; CMSB”, que é presidida em rodízio anual pelos Grão-Mestres das diversas Grandes Loja estaduais.</p>
<p><strong>Os Grandes Orientes Independentes</strong></p>
<p>Em 1973, também por questões eleitorais, houve a última cisão registrada no Grande Oriente do Brasil, com o surgimento dos Grandes Orientes estaduais independentes, congregando Lojas que discordaram do resultado das eleições para o Grão-Mestrado Geral.</p>
<p>A cisão a princípio foi bastante volumosa, mas ao longo destes anos muitas das Lojas que haviam se rebelado voltaram à Obediência do Grande Oriente do Brasil.</p>
<p>Muitas das reclamações das Lojas quanto à estrutura de poder no Grande Oriente do Brasil ficaram superadas com as alterações havidas posteriormente, principalmente a mudança da sede, em 1978, da cidade do Rio de Janeiro para a nova Capital Federal do Brasil (Brasília, DF).</p>
<p>De qualquer forma ainda existem hoje algumas centenas de Lojas agrupadas nesses Grandes Orientes independentes na maior parte dos Estados brasileiros. Cada um desses Grandes Orientes é independente uns dos outros, pois sua posição inicial era contra a Federação Maçônica Nacional.</p>
<p>Mas com a necessidade de ter um caráter nacional, também eles acabaram constituindo uma entidade denominada “Colégio de Grão-Mestres” que hoje se chama “Confederação Maçônica Brasileira &#8211; Comab”, presidida em rodízio anual pelos Grãos-Mestres dos diversos Grandes Orientes independentes.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Obediência mais recente: Grandes Lojas Unidas do Brasil</strong></p>
<p>Mais recentemente, a cerca de 10 anos surgiram as GRANDES LOJAS UNIDAS, que estão em processo de formação, e pelo que consta, elas estão em 9 estados brasileiros.</p>
<p>Elas funcionam, nos mesmos moldes das Grandes Lojas Estaduais e dos Grandes Orientes Independentes, e através da COMUB (Confederação da Maçonaria Universal Unida no Brasil), fundada a partir das Grandes Lojas Unidas do Brasil em 28 de Julho de 2002 na Cidade de Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul, no Templo Palácio da união Maçônica (sede magistral da GLUSA) estão se filiando a esta Confederação, Obediências que até então não eram conhecidas, e que somando a elas, já ocupam 17 estados do Brasil e contam com algumas Obediências filiadas vindas de fora do país, como Bolívia, Portugal e Itália entre outras.</p>
<p><strong>O Grande Oriente do Brasil Hoje</strong></p>
<p><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/Gob.jpg"><br />
</a></p>
<p>Em 23 de maio de 1951 entrou em vigor uma nova Constituição do Grande Oriente do Brasil, a partir da qual este passou a ser exclusivamente uma Potência Maçônica Simbólica, separado física e administrativamente do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito e das demais Oficinas Chefes de Ritos.</p>
<p>O Grande Oriente do Brasil é, assim, uma federação nacional de Lojas Simbólicas e Grandes Orientes estaduais e desde 1978 tem sua sede na Capital Federal, Brasília (DF).</p>
<p>Em cada unidade da República Federativa do Brasil as suas Lojas se agrupam em um Grande Oriente estadual, organizado nos mesmos moldes do Poder Central.</p>
<p>O Grão-Mestre estadual representa o Poder Executivo do Grande Oriente do Brasil em seu Estado, exercendo funções delegadas pelo Grão-Mestre Geral. Estes Grandes Orientes estaduais não são “Obediências Maçônicas”, mas simples representações administrativas da Obediência Nacional, o Grande Oriente do Brasil, visando a facilitar o andamento dos processos burocráticos num país de grande extensão territorial (8,5 milhões de quilômetros quadrados, ou 3,28 milhões de milhas quadradas).</p>
<p>Por uma questão de comodismo de que hoje se penitencia o Grande Oriente do Brasil nunca se preocupou muito com o formalismo das relações internacionais, baseando-se no fato de que, tendo o reconhecimento da Loja Mãe da Maçonaria Universal, deveria automaticamente ter o reconhecimento de todas as obediências do mundo, o que a prática tem mostrado não acontecer.</p>
<p>Em função desse descaso, principalmente após o término da II Guerra Mundial, diversas Obediências que mantinham relações formais com o Grande Oriente do Brasil, principalmente no Continente Americano, estabeleceram relações com as Grandes Lojas estaduais brasileiras, gerando uma situação às vezes constrangedora, pois recebemos em nossas Lojas maçons de qualquer Obediência regular reconhecida pela GLUI, mas nossos obreiros nem sempre são recebidos nas Lojas de algumas dessas Obediências.</p>
<p>Para reverter essa situação o Grande Oriente do Brasil passou a dar uma atenção mais efetiva ao seu relacionamento internacional, cuidando de manter correspondência com as Obediências amigas e procurando estabelecer a troca de Garantes de Amizade com elas. Graças a essa atenção restabelecerão nestes últimos dois anos relações formais com nove Grandes Lojas dos Estados Unidos da América e esta cuidando de regularizar os tratados com as Obediências da América Latina, algumas das quais foram criadas pelo próprio Grande Oriente do Brasil.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>O Relacionamento do GOB com outras Obediências </strong></p>
<p>O Grande Oriente do Brasil encara pragmaticamente as outras Obediências Maçônicas em funcionamento no País. Admite que elas existam como conseqüência de dissidências havidas dentro de sua própria Obediência, e que a maioria de seus atuais membros ingressou nessas Lojas sem ter idéia de que no Brasil houvesse mais de uma Maçonaria (mais que uma Obediência).</p>
<p>A grande maioria das Lojas filiadas às Grandes Lojas estaduais e aos Grandes Orientes Independentes trabalha regularmente segundo os preceitos universais da Ordem, seguindo os ditames da Constituição de Anderson.</p>
<p>Em face dos princípios de soberania territorial não poderia haver intervisitação de maçons dessas Obediências, mas a realidade nos mostra que as Lojas dos três sistemas recebem com maior ou menor freqüência visitas de obreiros das outras Obediências, desde que pertencentes a uma Loja considerada “regular”. Não se consideram “regulares” agrupamentos auto-intitulados de “Lojas livres”, ou ainda vinculados a organizações que se dizem “maçonaria mista”, “maçonaria feminina”.</p>
<p>As administrações do Grande Oriente do Brasil e seus Grandes Orientes estaduais federados mantêm no geral relações cordiais com as administrações das Grandes Lojas estaduais e dos Grandes Orientes Independentes, sem que isso implique um “reconhecimento” formal.</p>
<p>No caso dos Grandes Orientes Independentes não existe interesse em estabelecer-se o reconhecimento, por se tratar de uma dissidência relativamente recente e motivada por razões que acabaram superadas, como o sistema federalizado, a representação das Lojas junto ao Poder Central e a sede deste na Capital Federal.</p>
<p>O sentimento generalizado é que sendo estruturas semelhantes e baseadas nos mesmos princípios administrativos, o lógico em benefício da Sublime Instituição seria a fusão de todos na Federação Maçônica Nacional, como já aconteceu anteriormente com outras dissidências havidas ao longo da história.</p>
<p><strong>Outras facetas das Grandes Lojas Estaduai</strong>s</p>
<p>A estrutura delas é dentro do sistema tradicional de uma Grande Loja e cada uma é independente em seu Estado, à semelhança do sistema norte-americano. Não existe uma Grande Loja nacional, o que dificulta as conversações, pois o Grande Oriente do Brasil é de caráter nacional e seu Grão-Mestre fala e decide por toda a Obediência, enquanto da parte das Grandes Lojas cada um dos 26 Grão-Mestres estaduais tem autoridade própria e, também, peculiaridades locais a serem consideradas.</p>
<p>Além da questão da territorialidade e soberania, existe outra dificuldade ainda sem solução para um possível tratado de reconhecimento entre o Grande Oriente do Brasil e as Grandes Lojas estaduais brasileiras. Segundo definição do R. W. M. Michael Higham, Grande Secretário da Grande Loja Unida da Inglaterra, as Grandes Lojas estaduais brasileiras são consideradas por aquela Potência como “espúrias pela origem”, por terem sido criadas por um Supremo Conselho e não por outra Grande Loja, o que as tornaria impossíveis de reconhecimento segundo os “oito princípios de regularidade” de 1929.</p>
<p>A posição do Grande Oriente do Brasil é de expectativa, aguardando a evolução dos acontecimentos para verificar o que pode ser feito no sentido de unificação da Maçonaria Brasileira sob um único comando, que nos daria muito mais força junto à sociedade profana.</p>
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		<title>A Maçonaria é&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 17:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[Lions]]></category>
		<category><![CDATA[Rotary]]></category>

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		<description><![CDATA[Informação básica para candidatos


A Maçonaria é&#8230; 

Embora a Maçonaria é uma instituição respeitável da antiguidade, e que tratou extensivamente com historiadores, filósofos e escritores, há agora uma quase completa confusão e ignorância do que realmente é essa organização que tem ramificações em quase todos os lados mundo e que seus objetivos e quais os meios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Informação básica para candidatos<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/calar.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6195" title="calar" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/calar.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Maçonaria é&#8230; </strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/boca-fechada-maconaria.11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6196" title="boca fechada maconaria.1" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/boca-fechada-maconaria.11.jpg" alt="" width="220" height="165" /></a></p>
<p>Embora a Maçonaria é uma instituição respeitável da antiguidade, e que tratou extensivamente com historiadores, filósofos e escritores, há agora uma quase completa confusão e ignorância do que realmente é essa organização que tem ramificações em quase todos os lados mundo e que seus objetivos e quais os meios utilizados para alcançá-los.</p>
<p>A maioria das pessoas nunca ouviu referências vagas a Instituição Maçônica, que é representado como uma espécie de máfia escura que é dedicado à introdução em suas fileiras os oportunistas, os cismáticos, os homens sem credo ou religião, sem políticos sem escrúpulos e crédulo para suas conspirações secretas.</p>
<p>Supõe-se que o principal objetivo da atividade maçônica é atacar a religião, e o secundário está ficando posições lucrativas do governo, indústria, comércio, ou os seus apoiantes, onde quer que possa inserir suas manobras secretas.</p>
<p>Diz-se que a intimidação e o terror são as armas que são geridas de forma eficaz juramentos dessa sociedade secreta, e mesmo fábulas brotando aqui e ali, que falam de terrível e chocante &#8220;a vingança de Maçom”.</p>
<p>Muito diferente é a idéia de que a forma da maçonaria que tenham tido quaisquer contatos com membros da instituição.</p>
<p>Em muitos casos, acredita-se descobrir que são as pessoas inofensivas, incapazes de &#8220;matar uma mosca&#8221;, idealista e até ingênuo, que se reúnem semanalmente em suas &#8220;lojas&#8221;, como os outros fazem no café ou bar, para &#8220;dar-lhe arranjou o mundo.&#8221;</p>
<p>Como se vê que, para essas pessoas de alguma forma mudar a sua situação econômica, muitas vezes precária, ou que sejam feitos projetos louváveis nunca trair nas negociações, é claro que a Maçonaria é um clube que é despejado em saudável &#8220;catarse&#8221;, de frustração e impotência de não ideais e metas inatingíveis, e procurou no livre debate de vários temas, uma saída para as preocupações e algum conforto na troca de conceitos filosóficos.</p>
<p>Para aqueles que assistiram cerimônias maçônicas, ou ler artigos ilustrados atos magníficos que são realizados, os maçons são classificados como pessoas ociosas, vivendo em um mundo artificial de fantasia e drama, que relembram a pompa e circunstância das ordens de cavalaria medieval e da nobreza, sem nenhuma razão que pertencem uns aos outros ridículos e pomposos títulos que lisonjear sua vaidade e dar variedade à mediocridade incolor da vida real.</p>
<p>Por fim, alguns vêem na Maçonaria um pouco mais de um clube social, como Rotary e Lions, mas sabor levemente arcaico de misticismo, que só serve para dar uma estrutura e meio ambiente com a finalidade altruísta de ajuda mútua e solidariedade fraterna é suposto existir entre seus membros.</p>
<p>Na verdade, temos de admitir que, mesmo para muitos dos maçons que fazem parte da instituição, o conceito não é muito clara e, portanto, deve ser precisamente ter sido transportados para o campo indivíduos maçônicos e suas aspirações voltaram a apresentar-nos uma reflexão de quem esperava encontrar na Maçonaria.</p>
<p>Na aplicação para a admissão de um candidato em ordem, perguntou se ele faz sua própria vontade, mas como pode haver livre e espontânea vontade de fazer alguma coisa, se você ignorar o que é?</p>
<p>Como posso jurar o desempenho de uma constituição e os estatutos se totalmente inconsciente?</p>
<p>O que você pode pensar de um homem que vai comprometer a sua palavra de honra e bom nome, sem ter se preocupou em investigar mais profundamente as conseqüências de tal ato?</p>
<p>A verdade é que, infelizmente, escassas fontes confiáveis de informação sobre o que é e o que não é a Maçonaria, e esta deficiência nem sempre podem ser superados através de questionamento direto, porque é mais provável para receber contraditórias e vagas para o medo de muitos maçons dizerem mais do projeto de lei, violando a opção recomendada pela Ordem.</p>
<p>Também os rituais de problemas de leitura de obras de referência da filosofia maçônica, ou mesmo (se obtidos), uma vez que toda a literatura é publicada é assumido que o leitor é um maçom e, por conseguinte, é omitida qualquer coisa que tenha sendo bem conhecida, mas é precisamente isso que o mais interessado tenha o desejo de investigar a oportunidade de iniciação na maçonaria.</p>
<p>Para tentar preencher esta lacuna desta publicação foi escrita, isto é, não muito longe de ser um livro de consulta da Maçonaria.</p>
<p>Há boas obras de seu tipo para ajudar aqueles que desejam obter informações específicas sobre um determinado aspecto do tema.</p>
<p>O que propomos é apresentar um panorama geral, como você faria diante de quem nunca tinha ouvido falar da Maçonaria.</p>
<p>Não é propaganda a favor ou contra, mas simplesmente uma afirmação careca de fatos e informações de fácil verificação, mas, até agora, não foram coletados em um livro.</p>
<p>Ainda haverá muito a dizer e algumas coisas terão de ler entre as linhas, mas há uma convicção sincera de que eles são os mais importantes em falta e as informações condensadas nesta publicação serão mais que suficientes para o objetivo pretendido, que é o guia adequado para aqueles que querem realmente saber o que esta instituição global.</p>
<p>&#8220;Os anos nem sempre dão sabedoria, o esforço deixa sempre uma experiência.&#8221;</p>
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