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	<title>Obreiros de Irajá &#187; Antigo</title>
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	<description>Augusta Respeitável Loja Maçônica Obreiros de Irajá</description>
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		<title>Huzzé</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 14:19:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Origem e Significado da palavra Huzzé
A palavra Huzzé é utilizada como exclamação, ou aclamação. Sua origem dentro da estrutura do Rito Escocês Antigo e Aceito é incerta; nos primeiros rituais dos graus simbólicos, editados pelo Grande Oriente de França em 1804, não consta nenhuma interjeição ou aclamação quando da abertura e encerramento dos trabalhos maçônicos.
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Origem e Significado da palavra Huzzé</strong></p>
<p>A palavra Huzzé é utilizada como exclamação, ou aclamação. Sua origem dentro da estrutura do Rito Escocês Antigo e Aceito é incerta; nos primeiros rituais dos graus simbólicos, editados pelo Grande Oriente de França em 1804, não consta nenhuma interjeição ou aclamação quando da abertura e encerramento dos trabalhos maçônicos.</p>
<p>A primeira menção que ocorre a essa exclamação aparece no ritual do Rito Escocês Antigo e Aceito publicado pelo Grande Oriente de Bélgica em 1820 e aparece com a grafia Houzzai, que nada mais é que a transcrição fonética francesa para a palavra inglesa Huzzah.</p>
<p>Nos rituais editados pelo Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito para a Jurisdição Meridional dos EUA em 1872 revisados por Albert Pike surge a palavra Huzza, sem o “H”, e Albert Mackey em sua Enciclopédia da Maçonaria, publicada em 1873, apenas consta no verbete Huzza, como sendo a saudação do Rito Escocês Antigo e Aceito, sem maiores explicações.</p>
<p>Segundo o Oxford English Dictionary a definição para a palavra Huzzah é a seguinte:</p>
<p>HUZ•ZAH ou também HUZ•ZA</p>
<p><strong>Interjeição </strong><br />
<strong>1.</strong> Expressão de alegria ou encorajamento;<br />
<strong>2.</strong> Expressão de triunfo ou aprovação.</p>
<p><strong>Substantivo</strong><br />
<strong>1. </strong> Um grito de huzzah; ou um grito de hurrá<br />
<strong>2.</strong> Uma saudação.</p>
<p><strong>Etimologia</strong><br />
Variação do inglês arcaico medieval derivado da palavra franco-normanda, HISSER: hastear</p>
<p>O dicionário não menciona qualquer forma específica de derivação. Consideram-se duas origens para a expressão, uma literária e outra militar.</p>
<p>Os primeiros registros literários aparecem em 1573 e constam de algumas peças de<strong> William Shakespeare</strong>, entre elas <strong>“A Tragédia de Macbeth”</strong> e <strong>“Othelo, o Mouro de Veneza”</strong>. De acordo com um grande número de escritores dos séculos XVII e XVIII, Huzzah era originalmente utilizada como uma saudação dos marinheiros ingleses como forma de saudação e quando em brindes por alguma vitória, ou mesmo quando grandes oficiais embarcavam ou desembarcavam das naus capitanias.</p>
<p>O escritor e cronista inglês <strong>John Dunton</strong> (1659-1733), em sua obra <strong>“Cartas da Nova Inglaterra”</strong>, publicado em 1686, registra o costume militar de se saudar as autoridades com gritos de Huzzah:</p>
<p>“Nosso Capitão, ordenou uma salva de tiros completa com todos os canhões de nossa embarcação; a cada disparo, os céus se encheram de gritos de júbilos e saudações e ouvíamos por todos os lados Huzzahs e Hurrahs”.</p>
<p>O poeta <strong>Alexandre Pope</strong>, em sua obra <strong>“Um Ensaio sobre o Homem”</strong>, publicado em 1734, também apresenta Huzzah como uma interjeição de saudação. As últimas menções a Huzzah na literatura inglesa aparecem no século XIX.</p>
<p><strong>Charles Dickens</strong>, na obra<strong> “Oliver Twist”,</strong> publicado entre 1837-39, mostra:<br />
“Fortes batidas, grossas e pesadas, sacudiram as portas e as janelas inferiores, bem como as persianas de toda a construção; e assim que ele deixou de falar surgiu uma explosão de huzzahs do meio da multidão”.</p>
<p><strong>Mark Twain</strong> a apresentou na obra<strong> “Tom Sawyer”,</strong> publicada em 1876:<br />
&#8220;&#8230; a população se reuniu em torno de si&#8230; e varreu magnificamente as ruas principais com gritos de huzzahs após huzzahs!”</p>
<p>Huzzah pode ser categorizada no mesmo patamar de outras interjeições inglesas, como hoorah ou hooray. De acordo com os Dicionários Ingleses, sobretudo o Oxford English Dictionary, Huzzah seria uma forma mais literária e dignificante, enquanto que horray seria uma aclamação mais popular, sendo encontra nos dialetos das periferias de Londres. A prova disto pode ser encontrada nos gritos de saudação das equipes de remo do Magdalene College, da Universidade de Cambridge, que celebram suas vitórias com três saudações de Huzzah.</p>
<p>De qualquer forma, a origem da palavra não está de toda clara, mas pode estar associada aos gritos de guerra dos pelotões militares, sendo encontrada entre as tropas inglesas, escocesas, suecas, dinamarquesas, alemãs, russas e prussianas. Há até uma palavra muito semelhante, de origem mongol, remontando aos primeiros anos do século XIII, com a mesma significação de saudação e júbilo.</p>
<p>O fato é que, ao longo dos séculos XVII e XVIII, Huzzah foi identificada como um grito de guerra das tropas avançadas da marinha inglesa, bem como do exército e do corpo de Granadeiros Britânicos. Durante o século XVII, três huzzahs eram dados pela infantaria britânica antes do toque de carga, como meio de reforçar a moral das tropas e intimidar os inimigos. O livro “CASACAS-VERMELHAS: OS SOLDADOS BRITÂNICOS NA ERA DA CAVALARIA E DOS MOSQUETES”, de autoria do Brigadeiro Edward Richard Holmes (1946), historiador militar inglês, indica que eram dados dois gritos curtos de huzzah, seguidos de um terceiro mais longo, antes do toque dado pelos clarins. A mesma palavra foi incorporada à “Canção dos Granadeiros”, de 1745, cuja tradução livre segue abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>“E quando o cerco se levanta,<br />
Para a cidade nos dirigimos,<br />
Para nos unirmos aos citadinos<br />
Com gritos de ‘Huzzah, meus bons rapazes,<br />
Já chegam os Granadeiros!’<br />
Toda cidade os recebe.<br />
‘Huzzah, meus bons rapazes,<br />
Já chegam os Granadeiros!’<br />
Quem os conhece não dúvida de sua coragem<br />
Cantemos, cantemos, e exultemos<br />
Huzzah para os Granadeiros!”</strong></em></p>
<p>De qualquer forma, a vinculação da palavra à Maçonaria é evidente: A pretensa origem do Rito de Heredom, do qual o Rito Escocês Antigo e Aceito derivou posteriormente, vinculado às tropas escocesas que acompanharam o exílio da família Stuart em França poderia ser uma indicação de sua adoção como grito de aclamação ou de júbilo dado no início e término dos trabalhos. Outro fator é a vinculação do Rito de Heredom e do Rito Escocês Antigo e Aceito às tropas prussianas de Frederico II, segundo consta a lenda, o organizador do Rito na Europa.</p>
<p>Argumentos tais como que esta exclamação prepararia no início dos trabalhos o ambiente espiritual, afastando os resquícios de vibrações negativas trazidas para dentro do templo por Irmãos, e que ao término dos mesmos aliviaria as tensões surgidas, levando-se em conta aspectos místicos, físicos e psíquicos, não cabe em qualquer trabalho mais sério que pretenda investigar histórica e fundamentalmente a Maçonaria.</p>
<p>O importante é a consciência de que a palavra Huzzah e suas corruptelas afrancesadas e aportuguesadas, Huzzai e Huzzé, respectivamente, apenas significam um grito de saudação, um grito de aclamação, não possuindo nenhum outro significado maior ou esotérico. É apenas um grito de exaltação como os constantes dos demais Ritos, como “Vivat, vivat, vivat”, do Rito Adonhiramita, e “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, do Rito Moderno.</p>
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		<title>As Sete Ciências e Artes Liberais do Mundo Antigo</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 18:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>daniellucio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
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		<description><![CDATA[As Sete Ciências e Artes Liberais do Mundo Antigo



São elas:
DIALÉTICA, 
RETÓRICA, 
MÚSICA e 
ARITMÉTICA 
que formavam o QUADRIVIUM;
GEOMETRIA era a QUINTA CIÊNCIA, que, por muito tempo, simbolizou a Maçonaria, Deus, o Grande Geômetra e a Letra &#8220;G&#8221; o grande Símbolo da Maçonaria, pois era a inicial da palavra
GEOMETRIA, 
GRAMÁTICA, 
ASTRONOMIA. 
Existe uma gravura, muito conhecida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>As Sete Ciências e Artes Liberais do Mundo Antigo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/JPEG-Image-10971201.jpg"><img class="size-full wp-image-6366    aligncenter" title="JPEG Image (10971201)" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/JPEG-Image-10971201.jpg" alt="" width="118" height="121" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/JPEG-Image-10959081.jpg"><img class="size-full wp-image-6367    aligncenter" title="JPEG Image (10959081)" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/JPEG-Image-10959081.jpg" alt="" width="171" height="159" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/JPEG-Image-14388651.jpg"><img class="size-full wp-image-6371    aligncenter" title="JPEG Image (14388651)" src="http://www.obreirosdeiraja.com.br/wp-content/uploads/JPEG-Image-14388651.jpg" alt="" width="178" height="207" /></a></p>
<p>São elas:</p>
<p><strong>DIALÉTICA, </strong><br />
<strong>RETÓRICA, </strong><br />
<strong>MÚSICA e </strong><br />
<strong>ARITMÉTICA </strong><br />
que formavam o<strong> QUADRIVIUM</strong>;</p>
<p><strong>GEOMETRIA </strong>era a QUINTA CIÊNCIA, que, por muito tempo, simbolizou a Maçonaria, Deus, o Grande Geômetra e a Letra &#8220;G&#8221; o grande Símbolo da Maçonaria, pois era a inicial da palavra</p>
<p><strong>GEOMETRIA, </strong><br />
<strong>GRAMÁTICA, </strong><br />
<strong>ASTRONOMIA. </strong></p>
<p>Existe uma gravura, muito conhecida, datada de 1563 que mostra as Sete Ciências e Artes por meio de medalhas representando cada tópico tratado.<br />
A Medalha da Geometria recebe um cuidado todo especial, destacando-se das demais, num Medalhão Central, com a deusa da Geometria, segurando um Caduceu, vendo-se ao seu redor Maçons construindo.<br />
Em virtude dessa particularidade atribuem sua autoria a algum Maçom Operativo</p>
<p>Obs:- A QUINTA ESSÊNCIA, dos Alquimistas e Ocultistas, só foi introduzida na Maçonaria, depois de 1740, com o advento do Rito da Estrita Observância, do Barão de Von Hundt.</p>
<p><strong>As sete Artes Liberais</strong></p>
<p>Foi durante o reinado de Carlos Magno que as Sete Artes Liberais tornaram-se um currículo disciplinar, para fins de ensino. Organizadas por Alcuino, capelão – mor daquele rei, as disciplinas foram divididas em duas partes: o trivium (retórica, gramática e lógica) e o quadrivium (aritmética, música, geometria e astronomia). Essa divisão já vinha sendo aplicada desde os tempos de Aristóteles, e durante o Império Romano, esse era o currículo  que  orientava  o   aprendizado dos cidadãos bem educados de Roma.</p>
<p>As Sete Artes Liberais estão vinculadas a outros conhecimentos tradicionais e apresenta grandes simetrias com outras disciplinas, especialmente a astronomia. Nesse sentido, é possível fazer uma analogia com o simbolismo dos planetas, relacionando a retórica com Vênus; a gramática com a Lua; a lógica com Mercúrio; a aritmética com o Sol; a música com Marte; a geometria com Júpiter e a astronomia com Saturno.</p>
<p>Nos tempos de Roma, e mais tarde, durante a época de Carlos Magno, o estudante das Artes  começava  a sua vida escolar aos catorze anos, estudando, em primeiro os chamados “três caminhos” do trivium, que o monge Pedro Abelardo (1079-1142) chamava de os três componentes da  ciência  da linguagem. Essa tríplice disciplina era composta pela gramática (a ciência de falar sem erro), a dialética, (a aprendizagem que consiste  em saber distinguir o verdadeiro do falso), e a retórica, que é a disciplina que nos ensina a arte da persuasão</p>
<p>O trivium era o que poderíamos chamar, numa analogia com a educação moderna, o primeiro grau do aprendizado. De fato, para o aluno poder aprender outras coisas era preciso primeiro aprender a falar, a escrever e a pensar. Por isso tinha que aprender gramática, retórica e dialética. Sem esses conhecimentos, dificilmente o estudante conseguiria acompanhar o difícil e rigoroso método escolástico de ensino, que se fundamentava principalmente na lógica de Aristóteles. Depois vinha o quadrivium, como uma espécie de segundo grau, para complementar o aprendizado do estudante.</p>
<p>Em algumas escolas americanas, especialmente aquelas que seguem o modelo clássico, ainda se trabalha com um currículo semelhante, para os alunos que desejam tornar-se Master-of-Arts.</p>
<p>No Brasil,  até algumas décadas atrás, o chamado ensino clássico também guardava alguma<br />
semelhança com esse modelo.</p>
<p>- As Lojas maçônicas dos Estados Unidos, em sua grande maioria, praticam o chamado Rito do Real Arco. Esse rito tem uma profunda ligação com motivos astrológicos e é um dos mais ricos em conhecimentos arcanos.</p>
<p>O próprio termo Arco Real está conectado com a simbologia do Zodíaco e sua liturgia (palavras de passe, sinais, toques e posturas em Loja) guardam uma estreita analogia com esses motivos.</p>
<p>A importância do trivium é que cada elemento contém potencialmente as habilidades filosóficas exigidas para a vida intelectual madura. É uma pena que esse sistema tenha sido banido das escolas brasileiras, substituído por um currículo que só sobrecarrega a mente do aluno com<br />
informações, (muitas vezes inúteis para a careira que ele escolheu, ou mesmo para os seus projetos de vida) sem ensiná-lo a usá-las adequamente.</p>
<p>Dessa forma, a Maçonaria, ao recuperar a importância das Sete Artes Liberais e incluí-la no programa de aprendizado maçônico, presta um grande serviço à educação. Que o Irmão possa realmente se valer disso.</p>
<p>- No Rito Escocês Antigo e Aceito, as Sete Artes Liberais são objeto de estudo no Grau 31. Também estão conectadas com a simbologia da Escada Mística do Kadosh.</p>
<p><strong>- A LENDA DA ARTE  &#8211; MANUSCRITO DE DOWLAND &#8211; </strong></p>
<p>Em 1719 na segunda edição do Livro das Constituições, Anderson declara: “Dentro de certas Lojas Maçônicas, certos documentos valiosos referentes à Maçonaria, tais como regulamentações, legislação, segredos e costumes foram queimados por irmãos escrupulosos para, desta maneira, não caírem nas mãos profanas”.</p>
<p>Felizmente, não foi feita uma destruição completa. Alguns manuscritos remanesceram e logo após foram encontrados nos arquivos de várias lojas Maçônicas ou até mesmo no Museu Britânico. Mais tarde eles foram publicados por aqueles que os descobriram e, juntamente, podemos acrescentar o irmão William James Hughan, um real mestre de antiquários da maçonaria. Em 1872, ele publicou The Old Charges of British Freemasons (As Antigas Obrigações dos Maçons Livres Britânicos), uma extremamente valiosa coleção de manuscritos, que, até então, era considerada como perdida.</p>
<p>Falando de uma maneira geral, todos os documentos publicados por qualquer outro irmão daquela época foram genericamente intitulados “As Antigas Constituições”. O mais antigo desse tipo de manuscrito é um poema chamado Constituciones artis geometriae secundum Eucleydem, preservado no Museu Britânico e publicado em 1840 por Mr. Halliwell em seu trabalho “Early History of Freemasonary in England” (Antiga história dos Maçons Livres na Inglaterra). Foi suposto que esse poema tenha sido concebido por volta de 1390.</p>
<p>Um segundo manuscrito inglês foi publicado em 1861 pelo irmão Matthew Cooke. Sua data de concepção foi assumida como sendo por volta de 1490.</p>
<p>Todos os antiquários maçônicos concordam que isso é cronologicamente o manuscrito seguinte, depois do poema de Halliwell, mesmo tendo uma distância de 100 anos entre eles. Mas, novamente, isso é mais uma suposição, suportada principalmente pela idéia que nenhum outro documento intermediário foi encontrado. O Manuscrito de Cooke é mais elaborado que o de Halliwell e contém maiores detalhes sobre a Lenda da Corporação.</p>
<p>Em 1825, James Dowland publica na revista Gentleman, a cópia de um antigo manuscrito, em pergaminho, aparentemente no início do século 17, muito provavelmente uma cópia de um documento  anterior. Mesmo não sendo tão antigo como os manuscritos Halliwell ou Cooke, é valioso, sendo o primeiro de uma longa série posteriormente descoberta.</p>
<p>Levando-se em conta o fato de que os manuscritos seguintes assemelham-se largamente, pode-se facilmente presumir que eles não são nada mais nada menos, que cópias fiéis destes. O original, publicado por Dowland na revista Gentleman, não pôde ser encontrado, mas supõe-se que teria sido escrito por volta de 1550.</p>
<p>Todos esses manuscritos, exceto o manuscrito de Halliwell, começam chamando publicamente pela ajuda à Sagrada Trindade, seguida pela descrição das Sete Artes e Ciências liberais, dentre as quais a quinta, Geometria, é considerada A Maçonaria. Em seguida, existe a tradicional história dos Maçons da época de Lameh até os dias atuais, e os manuscritos encerram com uma série de regulamentos operacionais e legislações.</p>
<p>A história tradicional contém suficientes anacronismos e absurdos óbvios, e, ainda assim, seu valor não pode ser contestado, pela contribuição ao desenvolvimento da História da Maçonaria, seguida posteriormente por escritores, tais como Anderson, Preston e Oliver.</p>
<p>Eles fizeram tentativas de ajustes aos erros históricos e, conseqüentemente, a Instituição Maçônica vem tentando permanentemente aperfeiçoar-se racional e metodicamente. A história tradicional pode ser, encontrada à parte pequenas diferenças de linguagem, em todos os  manuscritos baseados em uma fonte comum, oral dos velhos maçons ou escritos ainda na descoberta.</p>
<p>Fora dos motivos que levaram á destruição dos diversos manuscritos que contêm a Lenda da Corporação em 1719, podemos concluir que essa lenda foi parte de instruções esotéricas contidas na The Guild of Operative Massons. Se for dessa maneira, seu caráter de segredo foi perdido em 1772, quando a Constituição foi publicada na edição Roberts.</p>
<p>Não há menção sobre a Lenda da Corporação nas publicações maçônicas (tais como ordenung  der Steinmetzen, in Straussburg 1462, ou Régiments sur Arts ET Métiers, em Paris no século 12), mas isso não significa que a Lenda não existiu entre os maçons na Alemanha ou França. Mais do que isso há certas indicações que alemães e franceses serviram de fontes para manuscritos ingleses. De qualquer maneira, a referência para a “Lenda de Charles Matel” conecta essa lenda ao século 12 dos maçons franceses.</p>
<p>A importância e influência da Lenda sobre Arte, como autoriza a história da Instituição, promove-a como um trabalho essencial para qualquer um que estuda o passado da Maçonaria. O manuscrito de Dowland permanecerá como essencial ponto de referência, por ser o primeiro de uma longa série de manuscritos que moldaram a tradicional história da Maçonaria.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A Lenda da Arte</strong></p>
<p style="text-align: center;">Porque existem Sete Ciências liberais, das quais sete somente uma é única.</p>
<p style="text-align: center;">E os nomes das Sete Ciências são estes:</p>
<p><strong>- Gramática </strong>é<strong> </strong>a primeira ciência, que ensina o homem a falar e escrever verdadeiramente.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>- Retórica</strong> é a segunda ciência, que ensina o homem a justiça da fala.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>- Dialética </strong>é a terceira ciência, que ensina o homem a discernir entre o verdadeiro e o falso.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>- Aritmética</strong> é a quarta ciência, que essa ensina o homem a ver e a fazer cálculos com os números.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>- Geometria</strong> é a quinta ciência, que ensina a medir a terra e todas as coisas restantes. <strong>Essa ciência é chamada Maçonaria.</strong><br />
<strong></strong></p>
<p><strong>- Música</strong> é a sexta ciência, que essa ensina o homem sobre o som e a voz, do canto e dos instrumentos musicais.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>- Astronomia</strong> é a sétima ciência, que ensina o homem o curso do Sol, da Lua e das Estrelas.<br />
Estas são as Sete Ciências Liberais que foram todas fundadas através da ciência, chamada Geometria</p>
<p>E isso o homem pode provar, que a ciência do trabalho é fundada pela Geometria, a Geometria ensina o homem a medir, a ponderação e o peso de todas as coisas na terra, porque não há nenhum homem que trabalhou alguma ciência sem medir, ou nenhum homem que compre ou venda por alguma medida ou por algum peso, e tudo isso é Geometria.</p>
<p>E isso é utilizado por comerciantes e todos os artesãos, e todos os outros das Sete Ciências, e especialmente o homem do campo e o cultivador de toda a maneira das terras, da vinícola, flores, grãos, árvores; nem Gramática ou Retórica, nem Astronomia ou nenhuma das outras ciências podem ter medidas sem a Geometria.</p>
<p>Por isso se pensa que a ciência da Geometria é a mais digna, e que é a base de todas as outras.</p>
<p><strong>Como essas dignas ciências se iniciaram.</strong></p>
<p>Antes da inundação de Noé, havia um homem chamado Lameque, como escrito na Bíblia no capítulo quarto do Gênesis; e esse Lameque  teve duas esposas, uma Ada, e a outra Sella; com sua primeira esposa Ada ele teve dois filhos, e esses eram Jabell e Tuball, e com a outra esposa Sella ele teve um filho e uma filha.</p>
<p>E essas quatro crianças criaram o começo de todas as ciências no mundo.<br />
O filho mais velho, Jabell, começou a ciência da Geometria, e partiu rebanhos dos carneiros e dos cordeiros no campo, e a primeira casa feita de pedra e da árvore.</p>
<p>Seus irmãos, Tball, Cain, começaram o trabalho do ouro, da prata, do cobre, do ferro e do aço; e a filha começou o ofício de tecelagem.</p>
<p>Esses filhos souberam bem que Deus faria exame da vingança, pelo fogo ou pela água; porque eles escreveram as ciências começadas em dois pilares de pedra para serem achados depois da inundação de Noé.</p>
<p>O grande Hermarynes, filho de Cuby, que era o filho de Sem, que era filho de Noé.</p>
<p>Hermarynes foi chamado mais tarde de Hardes, pai dos homens sábios; encontrou uma das duas colunas de pedra, e encontrou a ciência, á escrita, e ensinou-a a outros homens.</p>
<p>E na construção da torre de Babel foi feita pela primeira vez a Maçonaria.<br />
E o Rei de Babel que se chamava Nemrothe, era ele mesmo um maçom; e amou bem a ciência, e é dito como mestre dos maçons.</p>
<p>E quando a cidade de Nínive e outras cidades do leste deviam ser feita, Nemrothe, rei de Babel, enviou naquela direção três equipes maçons pela súplica do rei de Nínive, seu primo.</p>
<p>E quando os encaminhou adiante, deu-lhes desta maneira uma tarefa.</p>
<p>Que eles deveriam ser verdadeiros uns com os outros, e que deveriam amar verdadeiramente juntos, e  que deveriam servir a seu senhor verdadeiramente para seu pagamento; e assim o mestre pode ser sempre reconhecido.</p>
<p>E outras tarefas lhes deram.</p>
<p>E esta era a primeira vez que os maçons tiveram tarefas das ciências deles.</p>
<p>Além disso, quando Abraão e Sara, sua esposa, entraram no Egito, lá ensinou as Sete Ciências aos egípcios; e teve um discípulo digno que se chamava Euclides, e ele aprendeu muito bem para que fosse um mestre de todas as Sete Ciências liberais.</p>
<p>Tiveram muitos filhos, alguns com suas esposas e alguns com outras senhoras do reino; pois essa era uma terra quente e plena de geração.</p>
<p>E não tiveram regras para educar os filhos, o rei fez um grande conselho e parlamento para ver os filhos dignos, porém esse conselho e parlamento não chegaram a nenhum resultado.</p>
<p>E então fizeram uma chamada através de todo o reino, se houvesse qualquer homem para aconselhar, então ele deveria ir a eles, e deveria ser recompensado pela sua viagem, o que deveria mantê-lo satisfeito.</p>
<p>Após essa chamada ter sido feita, a seguir veio este digno Euclides e disse ao rei e a todos seus grandes senhores, se os senhores me dessem suas crianças para governar e ensinasse uma das Sete Ciências, eles viveriam honestamente dignos, sob uma circunstância, que o senhor me concederia e a eles o poder para governar pela ciência da arte.</p>
<p>E que o Rei e todo seu Conselho permitiram isso e selou a lei.</p>
<p>E então este digno doutor levou a ele estes filhos do senhor, e ensinou-lhes a Ciência da Geometria na prática, para trabalhar nas pedras toda a maneira de trabalho digno que pertence á construção de igrejas, dos templos, dos castelos, das torres, e a toda maneira restante de construções; dando-lhes desta maneira uma tarefa.</p>
<p>A primeira é que deveriam ser fiéis ao Rei, e ao senhor a quem devem.<br />
E que deveriam chamar-se uns aos outros, companheiro ou irmão e não empregado ou servo, nem outro nome sujo.</p>
<p>E deveriam  merecer o pagamento do senhor ou do mestre a quem servir.</p>
<p>E deveriam honrar o mais sábio deles ser mestre do trabalho e não do amor nem por obediência nem por riqueza e nem por pavor, deixar o outro que tem menos conhecimento a ser o mestre do trabalho, pois o senhor seria mal servido e eles desonrados.</p>
<p>E também deveriam chamar seus dirigentes do trabalho, mestres, no tempo em que estivessem trabalhando com eles.</p>
<p>E outras muitas tarefas para serem contadas.</p>
<p>E a todas essas tarefas fez um juramento pelos costumes da época; e ordenou salários justos, dos quais poderiam viver honestamente.<br />
E também deveriam vir e juntar-se uma vez por ano, para discutirem como trabalhar melhor, atender ao senhor para agradá-lo; e para corrigi-los a eles mesmos aonde erraram na Arte na ciência.</p>
<p>E era assim a ciência lá começada; e esse digno Euclides deu-lhe o nome de Geometria.</p>
<p>Muito tempo depois, quando os filhos de Israel estavam, vindo na terra prometida, como é conhecido entre nós Jerusalém.</p>
<p>Rei Davi começou o templo que chamaram Templum D’ni, e é nomeado por nós o Templo de Jerusalém.</p>
<p>E o mesmo Rei Davi, amou maçons e estimou-os muito, e deu-lhes boa recompensa. E deu as tarefas e as maneiras como  tinha aprendido no Egito de Euclides, e outros encargos.</p>
<p>E após a morte do Rei Davi, Salomão, que era filho de Davi, fez o templo começado pelo seu pai; e chamou maçons de diversos países e diversos territórios e juntou todos, e tinha 4 mil trabalhadores em pedra e todos chamados de maçons.</p>
<p>E escolheu fora deles 3 mil que eram ordenados para ser mestres e dirigentes de seu trabalho.</p>
<p>E, além disso, havia um Rei de outra região que os homens chamavam Iram que amava o bom Rei Salomão.</p>
<p>E teve um filho Ayron, um mestre da Geometria, e grande mestre de todos os maçons e dos outros que trabalhavam no templo; e isso foi testemunhado na Bíblia, no livro por Regum, o terceiro capítulo.</p>
<p>E este Salomão confirmou tanto os cargos quanto as leis que o pai deu aos maçons.</p>
<p>E era assim que a ciência digna da Maçonaria confirmada em Jerusalém, e em muitos outros reinos.</p>
<p>Os artesãos começaram a andar em todos os sentidos para aprender mais da Arte e outros para ensinar aqueles que eram menos qualificados.</p>
<p>E assim o maçom Maymus Grecus, que trabalhou no Templo de Salomão, e veio à França, é lá ensinou a ciência de Maçonaria aos homens da França.</p>
<p>E tinha um homem chamado Matel da família real; e este homem amava a ciência, atraiu a Maymus Grecus e aprendeu com ele a ciência da Arte e levou sobre si todos os encargos e leis. E depois com a graça de Deus foi eleito rei da França.</p>
<p>E como rei pediu aos maçons para fazer novos maçons onde não tinham e ordenou a fazerem construções pelos quais pagaria boa recompensa. Eles deveriam ensinar outros e deram a ordem para se reunirem quando quiserem e assim deu boas vinda a esta ciência na França.</p>
<p>A Inglaterra neste período não tinha maçom até a época do Santo Albones.<br />
E nesses dias o rei da Inglaterra que era um pagano, cercou a cidade dele com o nome de Sainct Albones.</p>
<p>E Sainct Albones era um verdadeiro cavalheiro e ajudante do rei, zelava pelo castelo e tinha em conta levantamento de muros; e amava os maçons e os apreciava.</p>
<p>E pagou o trabalho deles dois Silingi por semana e três Pence para comer.</p>
<p>Antes disso o maçom recebia um Penny por semana e a comida do almoço, até o Sainct Albones deu a carta real e o conselho dos maçons se reuniu numa convenção, e ele veio nesta convenção para ajudar a fazer maçom e deu encargos.</p>
<p>Após a morte de Sainct Albones teve várias guerras na Inglaterra entre diversos povos, assim que a boa ordem da Maçonaria foi destruída até a ascensão do rei Athelstone, que colocou o rei em paz e ordem e construiu muitas igrejas e torres e outros trabalhos, e amava os maçons.</p>
<p>E revê um filho Edwinne, que amava os maçons mais do que seu pai.</p>
<p>E era um grande praticante da Geometria; e gostava muito de falar e se agrupar com os maçons para aprender das ciências deles; e depois disso pela consideração que tinha para com os maçons e pela ciência foi feito e recebeu do rei, pai dele, a carta autorizando em cada ano fazer uma convenção onde quisesse no regato da Inglaterra, para corrigir entre eles os erros e as contravenções às leis da ciência.</p>
<p>E teve a convenção de La Yorke, e aqui fizeram maçom e lhe deram encargos, ensinaram-lhe as leis e decidiram que a lei deveria ser respeitada daquele momento para o fim dos tempos, e levou em guarda a carta e tomou a decisão que esta seja renovada de rei para rei.</p>
<p>E quando a convenção pediu que todos os maçons antigos e novos que tinham inscrições sobre a Arte deveriam mostrá-los imediatamente.</p>
<p>E quando foram mostrados acharam-se uns em francês, uns em grego, uns em inglês e muitas outras línguas e todas foram juntadas.</p>
<p>E foi feito um livro e agora começou a ciência.</p>
<p>E ele mesmo comandou e pediu que esse livro devesses ser lido ou falado quando fosse feito um maçom ou fosse dado um encargo.</p>
<p>E daquele tempo em diante, as leis dos maçons vêm sendo mantidas da forma em que os homens possam ser governados.</p>
<p>E depois diversas convenções fizeram modificações atendendo propostas de mestres e irmãos.</p>
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