• Os Três Pontinhos…


    Três Pontos; triângulo; são símbolo com várias interpretações, aliás, conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade.

    Muitos não iniciados (que se convencionou chamar de profanos) ficam intrigados com as abreviaturas encontradas nos escritos da Maçonaria, as quais consistem em substituir parte das palavras nos textos por três pontos. Ao contrário do que muitos imaginam os Três Pontos dispostos em triângulo, usados pelos Maçons em seus documentos e impressos, não são um símbolo.

    São um sinal gráfico adotado em abreviaturas e no final do “ne varietur”;  no primeiro caso identificam as abreviaturas de termos Maçônicos, e, no segundo, servem como forma de identificação do maçom.

    Embora, no início, os três pontos fossem apenas sinais de abreviaturas, não demorou muito a se transformar em símbolo, ao qual foram dadas as mais variadas interpretações.

    Não somente para os não maçons, mas também, para muitos iniciados na Sublime Ordem, os Três Pontos indiciam a idéia subjetiva de segredo, expressa através do número três, algarismo muitíssimo ligado à simbologia e hermenêutica maçônicas. Sua origem, na verdade, está nas abreviaturas, tradição antiqüíssima que a Arte Real trouxe para o seu seio e que se mantém até os dias de hoje.

    Não obstante, os Três Pontos foram relacionados com os inúmeros símbolos Maçônicos e que acabaram tendo interpretações esotéricas e simbólicas, culminado com o uso nas assinaturas dos Maçons.

    Entretanto, essa prática de apor os três pontos na assinatura não é de uso universal, como por exemplo, a Maçonaria inglesa que não adotou. Seu uso, porém, estendeu-se, gradativamente, nos Estados Unidos. À medida que entrava em uso geral nas Potências Latinas.  Como todas as coisas ligadas à Maçonaria, não faltaram aos Três Pontos exegetas e hermeneutas para dar os mais variados significados.

    De acordo com várias citações que foram feitas através dos tempos podemos observar as mais variadas colocações, onde os três pontos se tornaram ainda mais importantes dentro do conceito maçônico. Os três pontos, na posição de vértices de um triângulo eqüilátero, podem constituir o símbolo da divisa maçônica, que é a Liberdade, Igualdade e Fraternidade e para muitos outros simbolizam o Passado, o Presente e o Futuro.

    O exemplo do triângulo, uma das mais simples figuras geométrica que tornou a sua representação gráfica uma idéia ternária à qual foram ligados, os Três pontos, igualmente, tem a sua figura assimilada á várias significados: Liberdade, Igualdade e Fraternidade; Vontade, Amor e Sabedoria; Fé Esperança e Caridade; Espírito, Alma e Corpo; Passado, Presente e Futuro;  e outros.

    De acordo com indicações do Rito Escocês, os três pontos devem estar em esquadro nos ângulos, sendo um no ângulo oriente meio-dia, outro no ângulo ocidente meio-dia e o terceiro no ângulo ocidente setentrião, formando assim também o simbolismo dos três pilares da loja, Sabedoria, Força e Beleza.

    Para Oswald Wirth, os três pontos representam a Tese, a Antítese e a Síntese, isto é a idéia que se defende, a oposição que lhe é feita e a harmonia das idéias opostas.

    Em nossas atividades normais, isto é, fora da maçonaria, o uso de abreviaturas está bem codificado e não prejudica em nada o seu  emprego. Ao contrário: Há certas palavras e expressões, convencionalmente representadas pelas respectivas letras iniciais, ou por essas iniciais seguidas de outras letras, cujo conhecimento oferece enorme utilidade.

    Abreviaturas não são novidades. Desde a Antigüidade, gregos e romanos já delas se utilizavam.  Elas chegaram a ser proibidas, como em Roma, no tempo de Justiniano I (483-565), por gerarem confusão. O mesmo ocorreu na França da Idade Média, e, em 1304, o Rei Felipe, o Belo, interditou o seu uso nas atas jurídicas. É visto, por exemplo, nos objetos celtas do Século IX a.C e muito antes nas cerâmicas egípcias, cretas e gregas. Os Três Pontos têm, pois, origem bem antiga. Costuma-se relacionar os Três Pontos, dispostos em triângulo, como uma das expressões comuns da luz interior e do espírito que presidiu à criação do mundo.

    Afirma-se que a abreviatura com Três Pontos foi utilizada na maçonaria, pela primeira vez, em 12 de Agosto de 1774, quando o Grande Oriente da França comunicou o novo endereço á todas as duas Lojas jurisdicionadas.
    Há, contudo, outras versões, como que o início da utilização do Triponto deu-se em 1764, na Loja Besaçon, também na França, e a de que teria surgido com o companheirismo, por representar o triângulo. E há até que declare, categoricamente, que o seu uso vem da arte hieroglífica dos egípcios.

    Naturalmente, para cada versão existem os seus contestadores. Alguns autores apontam que os Templários faziam uso dos Três pontos, e, que no calabouço, onde Jacques de Molay esteve preso durante oito anos, nas paredes havia grafitos e um deles era o Triponto.

    As abreviaturas, usualmente, empregadas na Maçonaria são do tipo “por suspensão”  ou “apócope” que consiste em suprimir letras ou sílabas no final da palavra que se quer abreviar.

    A abreviação tripontada nem sempre é disposta na forma de um triângulo que repousa sobre sua base, pode ser encontrada sob outras formas e podemos dizer com bastante certeza que a abreviação maçônica dos três pontos nos vem da arte hieroglífica egípcia, onde era praticada.

    Por regra, essas abreviaturas só deveriam ser usadas nas palavras de vocabulário Maçônico e jamais para as palavras profanas. A má aplicação das abreviaturas chega a provocar textos incompreensíveis até em rituais, o que prejudica, sobremaneira, a sua leitura e entendimento.

    Não há uma regra quanto à disposição dos Três Pontos, um em relação aos outros. As disposições encontradas são das mais variadas, tanto no formato do triângulo delata (eqüilátero), como nos formatos isósceles e retângulos em diversas posições, aparecendo, até como sinal de reticências…

    Quanto ao uso em si, é costume empregar abreviaturas nas palavras suprimindo-lhes alguma ou algumas das letras finais e conservando as que forem necessárias para a leitura fácil e de boa compreensão do sentido da frase.

  • 9 Comentários

    Veja abaixo os comentários

    1. Juliano dos Santos Pinto
      Publicado em 20/02/2011

      Sou Rosacruz posso utilizar o triponto em minhas assinaturas?

    2. Robson Meireles
      Publicado em 21/10/2011

      Um Médico usou os tres pontos em sua assinatura, na receita medica, por favor o quer dizer?
      Se for possivel me dizer o significado, não entendi o porque dele colocar tres pontos, quero compreender.
      Não sou maçon.

    3. Claudio Espindola
      Publicado em 20/02/2012

      a história dos templos maçônico são exuberantes e riquísimos!Irei começar os estudo(pergaminhos) de aprendiz ainda que no início eu me encontre na sala dos passos perdidos temporário!Mias com toda a convincção logo estarei ao lado de um Grão-Mestre e de grandes irmãos e ficarei em grande satisfação daquilo que minha alma almeja que é participar incansavelmente desta Ordem!Tr.Fr.Abr.

    4. JOSIMAR FRAGAS
      Publicado em 26/02/2012

      sou estudanti da maçonaria poso usar em meu carro os tres ponto e em minha asinatura sou postulamti do istituto paramaçonico nas nao sou inisiado en loja…

    5. josimar fragas
      Publicado em 15/08/2012

      amo a orden gostaria muito de ser maçom e gostaria muito de ter um padrinho fraternalmenti josimar frgas .

    6. celio machado
      Publicado em 16/09/2012

      Tese sobre a origem do triponto na maçonaria

      A complexidade da origem do triponto ultrapassa o nosso sistema solar, ele pode ter uma origem em nosso vizinho mais próximo; no sistema solar de Sírio. Ao longo de dez anos de pesquisa sobre a origem mais remota da maçonaria, pude chegar a uma tese que mais parece ficção cientifica, mesclada com mitologia, astronomia, filosofia, e religião. Para os mais leigos no assunto e não iniciado nos mistérios egípcios parecerá esta tese um absurdo. Mas para alguns destes, digo somente alguns, pois mesmos alguns iniciados nos graus mais altos, não percebem a verdade por trás da letra morta. Infelizmente a verdade não chega a todos iniciados; pois tem de se deixar os dogmas preestabelecidos para se chegar a uma verdade suprema e mesmo assim ela se torna um ponto de partida, como se fosse uma dizima periódica na matemática. Portanto a verdade só poderá chegar a uma pessoa humana que realmente a busque com o coração sem que o materialismo espúrio faça parte desta busca. Vou delinear resumidamente esta tese que não poderia ser explicada na integra em qualquer forma de registro humano; mas até onde nossa imaginação possa nos levar. A lenda de Osíris e Isis é o ponto de partida para a elucidação da verdade, apesar de parecer um conto de fadas; acredito que ela foi criada por sábios para tentar explicar aos primeiros egípcios ainda crianças no conhecimento a origem da vida na terra, como fazemos às vezes para explicar nossos filhos ainda crianças como eles vieram ao mundo, e em lições de bem e dos mal como contos de chapeuzinho vermelho e o lobo mal. Vou resumir a lenda para não tornar a explicação cansativa. Osíris irmão de Isis se casaram; Set também irmão dos dois por inveja matou Osíris e o desmembrou em 14 pedaços atirando-os no Nilo. Isis inconformada achou 13 pedaços de seu corpo uni-os por meio de mumificação, ressuscitando Osíris; entretanto o 14º pedaço não foi encontrado ficando “perdido” (a palavra perdida). Na realidade o 14º pedaço o Pênis não ficou perdido, mas oculto. Para entender mais claramente esta lenda temos de viajar a 8.7 anos luz do nosso sistema solar, até o nosso vizinho mais próximo. O sistema solar de Sírio na constelação de Orion. Sabe-se “hoje” que o sistema solar de Sírio é composto por três sois. Um destes sois ao que parece a 500 milhoes de anos era uma estrela gigante vermelha, já prestes a morrer, como toda estrela em seu final de vida. Em um evento fenomenal que acontece em todo o universo, esta giagante vermelha explodiu varrendo tudo a seu redor. Não vou aqui explicar a complexidade da vida de uma estrela que tem suas fases de vida, mas dar uma luz do que aconteceu próximo a nosso sistema solar e que é o cerne de toda a vida na terra. É aqui que entra minha tese em cima deste fato. Com a explosão tudo que estava a sua volta foi “varrido”; possivelmente um planeta habitado com vida em um nível de evolução muito acima do nosso com uma natureza semelhante ao nosso, fundiu-se com resto dos escombros da massa solar desta estrela. Simultaneamente a explosão essa fusão criou uma massa que com a força cinética foi atirada no grande abismo do cosmos, viajando e depois da longa viagem entra no nosso sistema solar e “cai” em planetas do nosso sistema solar inclusive na nossa terra, encontrando a distancia exata daquela em que orbitava naquele sol extinto e que a principio, era Escura, oca e vazia e não sem forma e vazia como diz o texto manipulado pelos gregos, mas o texto original de acordo com fontes rabínicas. Como um “Pênis” fecundando um “Utero” essa massa solar com o DNA do planeta morto, penetra nesta terra escura, oca e vazia, “fincado” como um marco de terra (Land Mark) trazendo primeiramente a luz, depois as reações de energia e químicas originam àgua e dai por diante “em seis dias” a vida como a conhecemos inclusive o homem. A vida daquele planeta extinto a 8.7 anos luz daqui renasce gradativamente, lentamente, como a fênix das cinzas da grande destruição, até atingir o topo da criação o homem que ainda está evoluindo para se chegar ao que foi um dia aquela humanidade do sistema solar de Sírio. Quando Salomão diz no livro do Eclesiastes: “Não há nada de novo debaixo de nosso sol; se alguém diz: “isto é novo” isto já existiu em tempos passados “( ). Salomão já naquela época já sabia desta verdade e tinha o conhecimento da origem da vida no nosso planeta. O grande mistério é que este “pênis” ou “Pedra fundamental da vida no nosso planeta, ainda se encontra no meio de nos e é toda a razão de nossa existência. Guarda todo o “conhecimento do universo”. Tem 72 nomes; mas podemos resumi-los em ao menos em três: Pai, filho e espirito puro” ou santo; como sua concepção achar melhor. É o maior tesouro de todos os tempos; o pote de ouro no final do arco íris, a palavra perdida, a pedra oculta, ou o corpo do eterno mestre Hiram Abif, o alfa e o ômega, a arvore no meio do jardim ou a fonte da agua da vida. Inacessível a homens de coração mal. Albert Pike na sua obra Moral e Dogma na maçonaria, relata que Siro tem uma importância fundamental na arte maçônica, foi sírio o responsável por todo o conhecimento humano, representa a estrela famígera no centro de nossas lojas. Na realidade nas lojas de superfície esta estrela é simbólica. Mas na loja chamada planeta terra (azul) ela ainda reluz verdadeiramente com toda sua força, beleza e sabedoria, pouquíssimos homens de superfície a viram com seus olhos físicos, é aquilo que os cristãos chamam de cristo ou o filho, depois do grande “sacrifício” cósmico depois da morte naquele sistema solar e o renascimento neste. Acreditem se quiserem.

      Celio M. Amorim.

    7. osni da silva
      Publicado em 25/10/2012

      parabenizo, a sabedoria desse estudo, sempre será pra nós, operarios das oficinas, a lapidação da pedra bruta, na construção dos templos da virtude, e cavar masmora tudo em busca da verdade…

    8. anezio santana da silva
      Publicado em 25/10/2012

      gostei e gostaria de saber mais sobre as aberturas de lojas, principalmente no Distrito de União do norte-mt

    9. Publicado em 26/10/2012

      Grande sabedoria disposta pelo o ilustre irmao a qual eu quero estuadar um pouco muito impactado pelo prologo abraços nao sou um pedreiro livre que gosto de brincar com minha mente indigo uso o lado oposto do celebro sou um indigo comprovado

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