• Filatelia Maçônica
– Parte II -
Brasil

BENJAMIN CONSTANT Botelho de Magalhães, um dos grandes personagens da Proclamação da República (1836 – 1891)
Num discurso pronunciado em 1891, Quintino Bocaiúva, falando de Benjamin Constant, disse textualmente: “… Em relação ao POSITIVISMO pensou sempre como em 1882, quando se RETIROU DO APOSTOLADO. (???)”.
Dizia-se que o Gr.’. Or.’. Unido era o “APOSTOLADO” de Saldanha Marinho, e tendo esse entregue o cargo de Gr.’. M.’. em 1882, para em 18.1.1883 ser o seu grêmio incorporado pelo GOB, é bem possível que esta observação quis indicar, que foi nesta altura que Benjamin Constant preferiu abandonar a Maçonaria, para se dedicar ao positivismo e aos seus MENINOS CEGOS, a quem passou a dedicar todos os seus momento ociosos. Portanto, até prova em contrário, vamos admitir que Benjamin Constant tenha de fato sido maçom.
Personagem marcante da história de nosso país, Benjamin Constant Botelho de Magalhães nasceu em 18 de outubro de 1836, no Porto do Meyer, freguesia de São Lourenço, Niterói/RJ. Abolicionista, líder da insurreição republicana e “fundador da República Brasileira”, influenciou grandes alterações políticas e sociais no Brasil do final do século XIX.
Militar, professor e estadista brasileiro.
Em 1852 ingressou no Exército; matriculou-se na Escola Militar em 1853, foi aluno do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro e apresentava também vocação acentuada pela matemática. Foi professor, astrônomo, doutor em matemática e ciências físicas, militar e seguidor do pensamento positivista de Augusto Comte.
Em 1854 iniciou sua carreira no magistério como explicador de matemática elementar para os alunos da Escola Militar. Enquanto lecionava nesta Escola, levou à jovem oficialidade o pensamento republicano e os ideais positivistas, tendo sido transformado em mito no meio militar da época.
Em plena efervescência do final do Segundo Império, funda o Clube Militar, vindo posteriormente a presidi-lo. Foi também professor da Escola Normal do Rio de Janeiro, do Colégio Pedro II e da Escola Superior de Guerra. Na carreira militar, após a proclamação da República, chegou ao posto de General de Brigada.
Esteve na Guerra do Paraguai onde se distinguiu pelo otimismo e bravura. Sendo obrigado a afastar-se devido à febre palustre, que o atacara, retornou ao Brasil. Fundou a Escola Normal Superior, foi promovido a Major em 1855 e a Tenente em 1888; nesse mesmo ano recebeu a patente de Coronel. Em 15 de Novembro de 1889 colocou-se diante das tropas que participaram da derrubada do lmpério. Proclamada a República, passa a integrar seu primeiro governo como Ministro da Guerra, ocupando também, interinamente, a pasta da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.
Em 1890, criada a Pasta da Instrução Pública, foi nomeado Diretor.
Foi ele quem criou na Bandeira Brasileira a divisa “Ordem e Progresso”. Havendo desentendimento entre Deodoro e o Ministro, Benjamin acabou por deixar a política. Suas principais obras: Memórias sobre a Teoria das Quantidades Negativas e Relatório sobre a Organização do Ensino dos Cegos. Exemplo de grande idealista, não conseguiu adaptar-se à política. Manteve-se firme nas suas opiniões e jamais deixou de defender seus ideais.
Benjamin Constant Botelho de Magalhães morreu em extrema pobreza, na data de 22 de janeiro de 1891, em Jurujuba, Niterói. Seu féretro foi colocado sobre a mesa onde foram lavrados os primeiros atos do governo provisório. Serviram-lhe de manto fúnebre as bandeiras que suas filhas haviam bordado para as escolas militares, as primeiras bandeiras da república, onde já se lia as palavras “Ordem e Progresso”.

BENTO GONÇALVES DA SILVA (23.9.1788 – 18.7.1847)
…o Ir.’. Sucre, profanamente Bento Gonçalves da Silva, natural da Província do R. G. do Sul do Império do Brasil, Coronel de Cavallaria e Proprietário, de idade 42 anos, o temos elevado ao Sub.’. G.’. Cav.’. R.’. Cruz no rito Azul, que é o Nº: 7 e ao S.’. P.’. R.’. Cruz Nº: 18, e recommendamos a todas as Loja e Cap.’. o recebam no seio de seus trabalhos…
Texto- Ipsis Literis- do Diploma do Ir. SUCRE do G.’. de Rosacruz exposto numa vitrina do Museu Júlio de Castilhos em Porto Alegre (RS).
Nasce em Triunfo em 23 de setembro de 1788, filho de um rico estancieiro.
Militar, político e revolucionário gaúcho um dos líderes da Revolução Farroupilha, que buscava a independência da província do Rio Grande do Sul do Império do Brasil.
Foi o principal dirigente da Revolta dos Farrapos, movimento liberal e federativo que proclama a República no Rio Grande do Sul. Participa da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (1825-1828). Pelos serviços prestados, D. Pedro I lhe concede o posto de coronel das milícias e o nomeia comandante da fronteira sul do país. Sua destituição desse cargo, durante a regência do Padre Diogo Feijó, é o estopim da Revolução Farroupilha, em 1835. Bento Gonçalves entra em Porto Alegre e derruba o presidente da província, Antônio Fernandes Braga.
Com o apoio da população, resiste às primeiras reações legalistas. No mês seguinte enfrenta as tropas regenciais, é derrotado e preso. Mandado para a Bahia é encarcerado no Forte do Mar.
Durante sua prisão, os farroupilhas proclamam a República Rio-Grandense, em 11 de setembro de 1836. No ano seguinte, com a ajuda de liberais baianos, Bento Gonçalves foge do cárcere e volta para o Rio Grande do Sul. É aclamado presidente da República Rio-Grandense, posto no qual se mantém até a derrota final dos revoltosos, em fevereiro de 1845. Morre em 18 de julho de 1847.
BERNARDINO José DE CAMPOS Junior (06.9.1841 – 18.1.1915)
A primeira notícia de sua atividade maçônica que temos pela Ata de Fundação da Loja “TRABALHO”, de Amparo (SP), de 18.8.1872, quando o seu nome, com o Gr.’. 3, figura entre os 18 fundadores daquela loja, fundada em 6.4.1872 conforme “Livro de Presença”, encontrado em 18.9.1972, ao ser aberta uma urna centenária daquela oficina…

Bernardino José de Campos Júnior (Pouso Alegre, 6 de setembro de 1841 — 18 de janeiro de 1915) foi um político brasileiro. Foi o segundo e sexto presidente do governo do estado de São Paulo, de 23 de agosto de 1892 a 15 de abril de 1896 e de julho de 1902 a maio de 1904.
Formou-se em direito em 1863, pela Faculdade do Largo de São Francisco. Foi jornalista e lutou pelo abolicionismo. Fundador do Partido Republicano Paulista (PRP), foi deputado provincial (1888 — 1889), chefe de polícia (1889 — 1890), deputado constituinte e deputado federal (1891 — 1892), presidindo a Câmara dos Deputados. Dentre as cidades em que se estabeleceu, destaca-se o município paulista de Amparo, importante produtor de café, no qual Bernardino de Campos contou com apoio de poderosos fazendeiros e políticos do Oeste Paulista.
Em 1892 iniciou seu primeiro mandato como presidente do estado de São Paulo, enfrentando a Revolução federalista, enviando socorros para a cidade paranaense da Lapa, que se encontrava sitiada, e destacando forças para vários pontos do litoral.
Entre o primeiro e o segundo governo de São Paulo foi ministro da Fazenda (1896 — 1898) e senador da República.
No segundo mandato como presidente do estado, iniciado em 1902, desenvolveu um novo plano de saneamento do porto de Santos, pois novamente ocorria um surto de febre amarela. Inaugurou o Museu do Ipiranga e melhorou o abastecimento de água na capital, a cidade de São Paulo.
Prosseguiu sua carreira política como senador estadual entre 1903 e 1915. Apoiou a campanha civilista pró Rui Barbosa para as eleições à Presidência da República. Recebeu o título de General Honorário do Exército Brasileiro. Faleceu em São Paulo no ano de 1915. Alguns anos depois, em 1924, seu filho, Carlos de Campos, também chefiou o executivo paulista.
É homenageado dando seu nome ao município de Bernardino de Campos.

Francisco Antonio Vieira CALDAS JUNIOR (13.12.1867 – 9.4.1913)
Iniciado Maçom na Loja “Orientação”, de Porto Alegre (RS) no ano de 1893… Elevado ao Gr.’. 33, e já com este grau foi ele um dos organizadores do Congresso de Veneráveis de 1902, de Porto Alegre,… cercado de uma plêiade de jornalistas, conseguiu construir o que ainda hoje permanece sólido sobre as bases por ele lançadas. É o CORREIO DO POVO que ainda hoje…
Fundador do jornal Correio do Povo, em 1º de outubro de 1895. O slogan do jornal era “O jornal de maior circulação e tiragem do Rio Grande do Sul”. Seu sogro Achilles Porto-Alegre também era jornalista. Foi também um dos fundadores da Academia Rio-Grandense de Letras.
Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior (Neópolis, 13 de dezembro de 1868 — Porto Alegre, 9 de abril de 1913) foi um jornalista e empresário brasileiro.
Filho do magistrado Francisco Antônio Vieira Caldas e de Maria Emília Wanderley, veio com seus pais de Sergipe para Santo Antônio da Patrulha, com quatro anos.
Transferiu-se mais tarde para Porto Alegre, onde colaborou como jornalista, com A Reforma e o Jornal do Commercio. Ao sair deste último, fundou o jornal Correio do Povo, em 1 de outubro de 1895, um jornal independente politicamente. O slogan do jornal era “O jornal de maior circulação e tiragem do Rio Grande do Sul”.
Seu sogro Aquiles Porto Alegre também era jornalista.
Poeta foi também um dos fundadores da Academia Rio-Grandense de Letras.

Francisco Manoel Ferraz de CAMPOS SALLES – 4º Presidente Maçom (15.2.1841 – 26.8.1913)
Campos Salles, um Maçom Ilustre.
Campos Salles, Rangel Pestana, Prudente de Moraes e outros republicanos históricos, provavelmente foram Iniciados durante a vida acadêmica, já que são um pouco contraditórias e imprecisas as informações que possuímos sobre Loja, local e data da Iniciação.
Em um estudo de probabilidades de se conhecer a Loja onde Campos Salles foi Iniciado, partimos das chamadas hipóteses de trabalho, que, como a análise de texto, são métodos científicos reconhecidos e adotados pela historiografia internacional.
A primeira hipótese que surge é de que Campos Salles tenha sido Iniciado na antiga Loja “Independência” de Campinas, instalada em 7 de junho de 1859. Essa Loja seria a precursora da atual Loja “Independência”, fundada em 23 de novembro de 1867.
Ao ser fundada a atual Loja “Independência” de Campinas, consta de sua Ata de Instalação que a antiga Loja “Independência”, que, inclusive, trabalhava no Rito Moderno e estava jurisdicionada ao Grande Oriente do Passeio, havia abatido suas colunas 7 anos antes. Portanto, é pouco provável que Campos Salles tivesse sido Iniciado nessa Loja, já que em 1859 ele contava 18 anos de idade e cursava o 1º ano de Direito na cidade de São Paulo.
A segunda hipótese, e considerada a mais provável, é que Campos Salles tenha sido Iniciado na antiga Loja “Fraternidade Campineira”, que já existia em Campinas antes da fundação da atual Loja “Independência”. Mas, infelizmente, não restou qualquer vestígio documental sobre essa Loja relacionada a Campos Salles e nem da antiga Loja “Independência” fundada em 1859.
Entretanto, ainda pelo processo da hipótese de trabalho, os historiadores insistem que Campos Salles tenha sido Iniciado na Loja “Fraternidade Campineira” especialmente por 3 razões:
Em 1863, portanto 4 anos antes da fundação da atual Loja “Independência”, Campos Salles surge como um dos fundadores da Loja “7 de Setembro” em São Paulo, cujo Venerável era Vicente Mamede de Freitas que, inclusive, fora seu professor nos cursos pré-acadêmicos na cidade de São Paulo. Afinal, para participar como fundador, em 1863, ele deveria ser, no mínimo, Grau 3 naquela época, já que essa é uma exigência constitucional.
A atual Loja “Independência”, considerada por alguns historiadores como reerguimento da antiga Loja “Independência”, foi fundada em 23.11.1867. No mês seguinte, na Sessão do dia 28 de dezembro, consta a filiação de Jorge Miranda (Irmão de Francisco Glicério) e Manoel Ferraz de Campos Salles, dentre outros no Quadro da Loja. Na Sessão seguinte ele adota o nome histórico de Kourferrail. Isso prova que ele também não foi Iniciado na atual Loja “Independência”, foi apenas filiado.
No ano seguinte, em 6.6.1868, foi realizada a Cerimônia de regularização da Loja “Independência”, onde encontramos a assinatura de Campos Salles como Grau 3. Isto significa que ele já estava no Grau de Mestre há mais de cinco anos, época que coincide com a fundação da “Fraternidade Campineira”, cuja data não se conhece, mas foi Regularizada em 1.9.1859.
A maioria das informações que temos da vida maçônica de Campos Salles aconteceu na cidade de Campinas, já que as fontes primárias dessas informações estão registradas no Livro de Atas da atual Loja “Independência”.
Em meados de 1869, houve eleição para a nova administração da Loja “Independência” e, após a Sessão de Posse da nova diretoria, Campos Salles, que ainda era Grau 3, é Elevado, na mesma Sessão, ao Grau 18, Cavaleiro Rosa-Cruz.
Em 28/08/1870, Saldanha Marinho, que era Grão-Mestre do Grande Oriente dos Beneditinos, depois transformado em Grande Oriente Unido, foi recepcionado na Loja “Independência” por brilhante peça de arquitetura do então Orador, Irmão Manoel Ferraz de Campos Salles.
Campinas tinha um carinho especial por Saldanha Marinho; afinal, foi ele quem, quando governador de São Paulo, construiu a Estrada de Ferro Jundiaí/Campinas, que mais tarde viria a ser a Companhia Paulista de Estrada de Ferro, tão importante para o desenvolvimento de Campinas, da região e de toda a Província.
Campo Salles, permaneceu como membro da Loja “Independência” por um período de quatro anos, tendo solicitado seu desligamento da Loja, juntamente com Jorge Miranda, na Sessão do dia 15/12/1871, que lhes foi concedido sem maiores comentários ou justificativas.
Decorridos 5 anos, em outubro de 1876, foi fundada em Campinas, a importante Loja “Regeneração III”, da qual Campos Salles participou como fundador. No ano seguinte, em 20/08/1877, em Sessão do Supremo Conselho do Grande Oriente Unido, Campos Salles, foi Elevado (investido) ao Grau 33, Grande Inspetor Geral, na qualidade de membro efetivo dessa mesma Loja.
Depois da fusão do Grande Oriente Unido com o Grande Oriente do Brasil (18/01/1883), Campo Salles, foi nomeado, no mês de julho de 1883, interventor da Loja “Regeneração III”.
Em 4 de outubro daquele mesmo ano ele recebe o título de Membro Honorário do Supremo Conselho, pelos relevantes serviços prestados como Interventor, cuja atuação foi citada até no Relatório do Grão-Mestre relativo ao período 1882/1883.
Este acontecimento prova que Campos Salles foi um Maçom atuante, ativo e assíduo por pelo menos durante 25 anos de sua vida.
Considerando que em 1863 (já como Grau 3) foi fundador da Loja “7 de Setembro” em São Paulo e, em julho de 1883, após a fusão do Grande Oriente Unido com o Grande Oriente do Brasil ele estava em plena atividade, inclusive recebendo o título de Membro Honorário, torna-se fácil deduzir pelo processo da Análise de Textos.
A vida deste estadista ilustre e republicano histórico na Maçonaria, tem algo em comum ou se confunde um pouco com a história de um outro Irmão, não menos ilustre, Wolfgang Amadeus Mozart: ambos morreram na miséria e, após a morte, a Maçonaria não lhes prestou nenhuma homenagem.
Como disse Kurt Prober, não fosse o general Thomas Cavalcanti de Albuquerque ter feito referências aos relevantes serviços prestados por esse Irmão à nossa Pátria e à Ordem, em Sessão do Supremo Conselho de 01/07/1913, certamente seu falecimento teria passado despercebido pela Maçonaria brasileira.
Faleceu de trombose cerebral, tendo em seu leito de morte a esposa Ana Gabriela, seus 5 filhos e um sacerdote.
Sepultado hoje com sua mulher, repousa no Cemitério da Consolação, em suntuoso túmulo mandado construir pela Câmara Municipal de São Paulo em 1921.
Em Campinas, foi homenageado com um grande monumento de granito com colunas simbólicas e figura em bronze que representam algumas características do seu governo, qual seja a harmonia, o crédito e a abundância, bem como alegorias que representam a lei, o trabalho e a vitória do ideal republicano.
Campinas tem muito orgulho de seus filhos ilustres: Campos Salles, Francisco Glicério, Guilherme de Almeida, Francisco Quirino dos Santos, Antonio Carlos Gomes…
Advogado e político brasileiro, presidente da República entre 1898 e 1902.
Campos Sales:
Nome completo: Manuel Ferraz de Campos Sales
Data de Nascimento: 15 de fevereiro de 1841
Local de Nascimento: Campinas (SP)
Data da Morte: 28 de junho de 1913
Local da Morte: Santos (SP)
Primeira-dama: Ana Gabriela de Campos Sales
Partido: Político: PRP
Profissão: Advogado
Mandato de Campos Sales:
Início do mandato: 15 de novembro de 1898
Fim do mandato: 15 de novembro de 1902
Tempo de Mandato: 4 anos
Precedido por: Prudente de Morais
Sucedido por: Rodrigues Alves
Votos recebidos: 420.286 (quatrocentos e vinte mil duzentos e oitenta e seis)
Idade ao assumir: 57 anos
Tipo de eleição: Direta
Posse: em 15.11.1898, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Manoel de Queirós Matoso Ribeiro.
Afastamento: em 17.10.1900 a 08.11.1900, por viagem à Argentina, período em que assumiu o Vice-Presidente.
Vice-Presidente: Francisco de Assis Rosa e Silva
Votos recebidos do vice-presidente: 412.074 (quatrocentos e doze mil e setenta e quatro)
Posse do vice-presidente: em 15.11.1898, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Manoel de Queirós Matoso Ribeiro
Observação: Exerceu a presidência por viagem do titular à Argentina no período de 17.10 a 08.11.1900.
Ministros de Estado de Campos Sales:
Ministério da Justiça e Negócios Interiores:
• Epitácio da Silva Pessoa – 15.11.1898 a 06.08.1901
• Sabino Alves Barrozo Júnior – 06.08.1901 a 15.11.1902
Ministério da Marinha:
• Carlos Baltazar da Silveira, Almirante – 15.11.1898 a 19.08.1899
• José Pinto da Luz, Contra-Almirante – 19.08.1899 a 15.11.1902
Ministério da Guerra:
• João Nepomuceno de Medeiros Mallet, Marechal – 15.11.1898 a 15.11.1902
• João Thomaz de Cantuária, Marechal (Interino)
Ministério das Relações Exteriores:
• Olyntho Máximo de Magalhães – 15.11.1898 a 15.11.1902
• Joaquim Thomaz do Amaral (Visconde de Cabo Frio) – Interino
Ministério da Fazenda:
• Joaquim Duarte Murtinho – 15.11.1898 a 02.09.1902
• Sabino Alves Barrozo Júnior – 02.09.1902 a 15.11.1902
Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas:
• Severino dos Santos Vieira – 15.11.1898 a 27.01.1900
• Alfredo Eugênio de Almeida Maya – 27.01.1900 a 08.03.1902
• Epitácio da Silva Pessoa (Interino)
• Antônio Augusto da Silva – 08.03.1902 a 15.11.1902

Antonio CARLOS GOMES (11.7.1836 – 16.09.1896)
“… Em sessão magna do 24º Dia 5º Mês 5859 (24.7.1859), dirigida pelo 1º. Vig.’. Ir.’. A. O. Monteiro de Barros, servindo como Ven.’. AD HOC, no impedimento do Ven.’. Monsenhor Fortunato Gonçalves Pereira de Andrade… e estando presente o Delegado do Supr.’. Cons.’. Dr. Pinto Junior, foi iniciado o profano ANTONIO CARLOS GOMES. Esteve presente á sessão o Ir.’. mais velho de Carlos Gomes, José Pedro de Sant’Anna Gomes.
O mais importante operista brasileiro, com carreira de destaque principalmente na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala.
Antônio Carlos Gomes nasceu no dia 11 de julho de 1836 na vila de São Carlos (atual cidade de Campinas), província de São Paulo. Seu pai, Manuel José Gomes, era músico e regente de uma banda, sendo conhecido entre os conterrâneos pelo apelido de Maneco Músico.
Estudando música desde cedo, Antônio Carlos (ou Tonico, como o chamavam todos os amigos) tinha apenas oito anos de idade quando passou a fazer parte da banda de seu pai. Dentro de pouco tempo, o garoto já estava em condições de tocar qualquer instrumento da banda. Ao mesmo tempo, começava a produzir pequenas composições, algumas das quais se tornaram bastantes conhecidas em sua cidade.
Pouco depois de completar 23 anos, Carlos Gomes viajou para o Rio de Janeiro, onde conseguiu ser apresentado a D. Pedro II. Este que sempre se interessou pela carreira dos artistas e intelectuais brasileiros fiz se matricular no Conservatório Nacional de Música, cujo diretor era o compositor Francisco Manuel da Silva. Iniciou seus estudos com o professor Gioacchino Giannini, um italiano radicado no Rio de Janeiro desde 1846.
Carlos diplomou-se com louvor. Logo após a formatura, apresentou a primeira ópera de sua autoria, A Noite do Castelo (setembro de 1861). O sucesso da estréia foi tão grande que D. Pedro II, presente ao espetáculo, condecorou o compositor no próprio teatro, com a Ordem da Rosa.
Dois anos depois, Carlos Gomes repetiu o êxito anterior com a ópera Joana de Flandres, que foi considerada superior à primeira.
Em 1864, com uma bolsa de estudos concedida pelo Imperador, o compositor paulista viajou para a Itália, a fim de aperfeiçoar-se na cidade de Milão. Ali completou em três anos um curso que normalmente se fazia em quatro, obtendo o diploma de Maestro Compositor.
Interessado em compor uma ópera que tratasse de assunto verdadeiramente brasileiro, Carlos Gomes escolheu como tema de sua próxima ópera o romance O Guarani, de José de Alencar. A ópera, que recebeu o mesmo nome, estreou a 19 de maio de 1870 no Teatro Scala de Milão.
O sucesso foi enorme. Os mais exigentes críticos musicais compararam o músico brasileiro aos grandes mestres europeus, como Rossini e Verdi. O Rei da Itália, Vítor Manuel II, concedeu uma condecoração ao criador de tão bela ópera. Carlos Gomes, porém, apressou-se em retornar ao Brasil, para apresentar O Guarani a seu patrono, o Imperador. Lançada no Rio ainda em 1870, a obra alcançou o mesmo sucesso que obtivera na Itália.
Regressando à Milão, Carlos Gomes casou-se com uma pianista italiana chamada Adriana Peri, que ele conhecera quando lá estivera pela primeira vez. Enquanto isso continuava a trabalhar incansavelmente, produzindo novas e magníficas óperas: Fosca (1873), Salvador Rosa (1874), e Maria Tudor (1879). Em 1876, atendendo a um pedido pessoal de D. Pedro II, Carlos Gomes compôs uma peça que foi executada pela primeira vez na cidade Filadélfia, durante uma visita do Imperador aos Estados Unidos.
Mas, apesar de seus sucessos, o compositor continuava a ser um homem pobre. Demasiado confiante e de boa fé, foi muitas vezes prejudicado por maus empresários, que não lhe pagavam o que ele realmente merecia.
Em 1880, o maestro fez uma nova viagem ao Brasil, recebendo grandes homenagens em todas as cidades por onde passou. Quando voltou à Itália, dedicou-se à composição de uma ópera contra a escravidão, a qual recebeu o título de O Escravo. Todavia, essa composição (que havia sido sugerida a Carlos Gomes por um grande amigo, o engenheiro mulato André Rebouças) somente foi estreada em 1889.
Quando a República foi proclamada, Carlos Gomes, que na ocasião se encontrava em Campinas, embarcou mais uma vez para a Itália. Fiel à monarquia, recusou-se a atender aos pedidos do Marechal Deodoro, para que compusesse o Hino da República. Nos anos seguintes, compôs a ópera O Condor e o poema sinfônico Colombo, comemorativo do quarto centenário do Descobrimento da América.
Convidado pelo presidente (equivalente ao atual cargo de governador) do Pará para dirigir o Conservatório Musical daquele estado, o compositor viajou para Belém, a fim de assumir o cargo.
Entretanto, o grave estado de sua saúde impediu-o de introduzir no ensino musical as reformas que pretendia. Muito doente Carlos Gomes faleceu em 16 de setembro de 1896, no Pará. Sua morte, profundamente sentida, foi uma verdadeira perda nacional.

MANOEL DEODORO DA FONSECA – 1º PRESIDENTE MAÇOM (5.8.1827 – 23.8.1892)
Em 29.9.1873 foi Deodoro da Fonseca iniciado maçom na Loja “Rocha Negra – Nº: 249 do Grande Oriente do Brasil, em São Gabriel (RS), cujos trabalhos então, freqüentou 17 vezes no ano de sua iniciação, e 41 vezes em 1874. Já no posto de General, teve de despedir-se de sua loja-mãe em 11.12.1874, quando já tinha galgado o Gr.’. 18.’., mas sempre que as suas obrigações o permitiam, visitava os trabalhos da “Rocha Negra”, de São Gabriel.
Militar e político brasileiro, proclamador da República e primeiro presidente do Brasil.
Deodoro da Fonseca:
Nome completo: Manuel Deodoro da Fonseca
Data de Nascimento: 5 de agosto de 1827
Local de Nascimento: Alagoas (atual Marechal Deodoro) – AL
Data da Morte: 23 de agosto de 1892
Local da Morte: Rio de Janeiro (RJ)
Primeira-dama: Mariana Cecília de Sousa Meireles
Partido: Político: -
Profissão: Militar (Marechal)
Mandato de Deodoro da Fonseca (governo provisório):
Início do mandato: 15 de novembro de 1889
Fim do mandato: 25 de fevereiro de 1891
Tempo de Mandato: 1 ano, 3 meses e 10 dias
Vice-Presidente: -
Precedido por: nenhum presidente (Dom Pedro II foi o Imperador do Brasil entre 1841 e 1889)
Sucedido por: Deodoro da Fonseca
Idade ao assumir: 62 anos
Tipo de eleição: Indireta
Posse: em 15.11.1889 na Câmara Municipal
Observação: O Livro de Posse só se inaugura em 1891 porque o primeiro governo republicano publicou uma ata da proclamação e o Decreto nº 1, onde se estabelecem as normas governamentais que passariam a vigorar, ao invés de assinar um termo de posse nos moldes que se tornariam padrão na República.
Ministros de Estado de Deodoro da Fonseca no governo provisório:
Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça:
• Ruy Barbosa (Interinamente) – 15.11.1889 a 18.11.1889
• Manoel Ferraz de Campos Salles – 18.11.1889 a 22.01.1891
• Francisco Glycério de Cerqueira Leite (Interino)
• Henrique Pereira de Lucena, Barão de Lucena – 22.01.1891 a 25.02.1891
Ministério da Marinha:
• Eduardo Wandenkolk, Vice-Almirante – 15.11.1889 a 22.01.1891
• Fortunato Fóster Vidal, Contra-Almirante – 22.01.1891 a 25.02.1891
Ministério da Guerra:
• Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Tenente-Coronel – 15.11.1889 a 12.03.1890
• Eduardo Wandenkolk , Vice-Almirante (Interinamente) – 12.03.1890 a 19.04.1890
• Floriano Vieira Peixoto, Marechal – 19.04.1890 a 22.01.1891
• Antônio Nicoláo Falcão da Frota, General-de-Divisão – 22.01.1891 a 25.02.1891
Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros:
• Quintino Antônio Ferreira de Sousa (Quintino Bocayuva) – 15.11.1889 a 23.01.1891
• Joaquim Thomaz do Amaral, Visconde de Cabo Frio – Interino
• Eduardo Wandenkolk , Vice-Almirante (Interino)
• Tristão De Alencar Araripe (Interino)
Ministério da Fazenda:
• Ruy Barbosa – 15.11.1889 a 21.01.1891
• Tristão de Alencar Araripe – 22.01.1891 a 25.02.1891
Secretaria de Estado dos Negócios do Interior:
• Aristides da Silveira Lobo – 15.11.1889 a 10.02.1890
• José Cesário de Faria Alvim – 10.02.1890 a 22.01.1891
• Tristão De Alencar Araripe (Cumulativamente) – 22.01.1891 a 25.02.1891
Secretaria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
• Quintino Antônio Ferreira De Sousa (Quintino Bocayuva) – 15.11.1889 a 07.12.1891
• Demétrio Nunes Ribeiro – 07.12.1889 a 31.01.1890
• Francisco Glycério de Cerqueira Leite – 31.01.1890 a 22.01.1891
• Henrique Pereira de Lucena, Barão de Lucena (Cumulativamente) – 22.01.1891 A 25.02.1891
Secretaria de Estado da Instrução Pública, Correios e Telégrafos:
• Benjamin Constant Botelho De Magalhães, Tenente-Coronel – 19.04.1890 A 21.01.1891
• João Barbalho Uchôa Cavalcânti (Interinamente) – 21.01.1891 a 25.02.1891
Mandato de Deodoro da Fonseca :
Início do mandato: 25 de fevereiro de 1891
Fim do mandato: 23 de novembro de 1891
Tempo de Mandato: 8 meses e 28 dias
Precedido por: nenhum presidente (Dom Pedro II foi o Imperador do Brasil entre 1841 e 1889)
Sucedido por: Floriano Peixoto
Idade ao assumir: 63 anos
Tipo de eleição: Indireta
Votos recebidos: 129 (cento e vinte e nove)
Posse: em 26.02.1891, na Sessão de Assembléia Geral do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Prudente José de Moraes Barros.
Observação: Renuncia ao cargo de Presidente da República em 23.11.1891
Vice-Presidente: Floriano Peixoto
Votos recebidos do vice-presidente: 153 (cento e cinquenta e três)
Posse do vice-presidente: em 26.02.1891 em sessão de Assembléia Geral do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Prudente José de Moraes Barros
Observação: Floriano Peixoto assumiu a Presidência da República no dia 23 de novembro de 1891 em virtude da renúncia de Deodoro da Fonseca.
Ministros de Estado de Deodoro da Fonseca:
Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça:
• Henrique Pereira de Lucena, Barão de Lucena – 26.02.1891 a 22.05.1891
• Antônio Luiz Affonso de Carvalho – 22.05.1891 A 23.11.1891
Ministério da Marinha:
• Fortunato Fóster Vidal, Contra-Almirante – 26.02.1891 a 23.11.1891
Ministério da Guerra:
• Antônio Nicoláo Falcão da Frota, General-de-Divisão – 26.02.1891 a 23.11.1891
Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros:
• Justo Leite Chermont – 26.02.1891 a 23.11.1891
Ministério da Fazenda:
• Tristão de Alencar Araripe – 26.02.1891 a 04.07.1891
• Américo Brasiliense de Almeida e Melo (Interino)
• Henrique Pereira de Lucena, Barão de Lucena – 04.07.1891 a 23.11.1891
Secretaria de Estado dos Negócios do Interior:
• Tristão de Alencar Araripe – 26.02.1891 a 23.11.1891
• João Barbalho Uchôa Cavalcânti (Interino)
Secrataria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
• Henrique Pereira de Lucena, Barão de Lucena – 26.02.1891 a 04.07.1891
• João Barbalho Uchôa Cavalcânti – 04.07.1891 a 23.11.1891
Secretaria de Estado da Instrução Pública, Correios e Telégrafos:
• João Barbalho Uchôa Cavalcânti (Interinamente) – 26.02.1891 a 04.07.1891
• Antônio Luiz Affonso de Carvalho (Interinamente) – 04.07.1891 a 23.11.1891

Padre DIOGO Antonio FEIJÓ (Batizado a 17.8.1784 – 10.11.1843)
Loja “Amizade” – FEIJÓ foi iniciado em 1833, aonde chegou a alcançar o Gr.’. 18, e não até 33 como erroneamente em São Paulo se costuma divulgar. Só chegou a “Rosa Cruz” e ao cargo de 2º. Vigilante de sua loja-mãe, porque os seus constantes afazeres políticos não lhe deram tempo para dedicar-se á maçonaria.
Sacerdote católico e estadista brasileiro. Considerado um dos fundadores do Partido Liberal.
A história do nascimento do padre Antônio Diogo Feijó não é exata. Ele teria nascido ou sido deixado na casa do padre Fernando Lopes de Camargo, em São Paulo. Batizado como “filho de pais incógnitos”, ele era tido como filho do padre Félix Antônio Feijó e de Maria Joaquina de Carvalho, que viviam em Cotia, São Paulo. Feijó era um padre secular e não um membro do clero regular. Suas relações com a Igreja Católica foram tensas, especialmente porque ele moveu uma campanha contra o celibato dos padres.
Na juventude, ele iniciou uma carreira de professor de história, geografia e francês nas vilas vizinhas de São Paulo, como Parnaíba, Guaratinguetá e Campinas. Mais tarde, estabeleceu-se em Itu, na comunidade dos “Padres do Patrocínio”, liderada pelo padre Jesuíno do Monte Carmelo. Ali ensinou filosofia, com grande influência do pensamento racionalista de Kant. Escreveu um compêndio de filosofia, o primeiro a tratar do pensamento kantiano no Brasil, o que o liga também à história da filosofia em nosso país.
Em 1821, foi eleito deputado por São Paulo nas Cortes de Lisboa, onde fez um corajoso discurso em favor da independência do Brasil. Ameaçado pela agitação contra os brasileiros separatistas que tomava conta das ruas, fugiu para a Inglaterra com ajuda de diplomatas britânicos. Regressou ao Brasil depois da proclamação da Independência, em 1822.
Como membro da Câmara Municipal de Itu, aprovou uma moção contra a Constituição de 1824, imposta pelo imperador com a intenção de estabelecer uma Monarquia absolutista. A crise política instalou-se e se estendeu até 1831, quando Dom Pedro I abdicou em favor de seu filho, Dom Pedro II, com cinco anos de idade.
Até a maioridade do novo imperador, o Brasil seria governado por regentes. Feijó foi ministro da Justiça da segunda regência trina. Ao criar a Guarda Nacional angariou o apoio da maioria da aristocracia rural. Deixou o ministério, mas foi feito presidente do Senado em 1833, pelo Rio de Janeiro. Sua posição contra José Bonifácio, conservador, o colocou como um dos líderes dos Liberais. Isso o fortaleceu para se tornar regente do Império, em outubro de 1835.
Feijó fundou o Partido Progressista, que deu origem ao Partido Liberal. Seus opositores formaram o grupo Regressista, que gerou o Partido Conservador. Feijó atraiu a ira da aristocracia ao apoiar o fim da escravidão e enviar uma missão a Londres para tratar medidas de repressão ao tráfico negreiro. Ao mesmo tempo, enfrentou movimentos separatistas e populares como a Cabanagem, no Pará, a Revolta dos (escravos) Malês, na Bahia, e a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul. Acuado, renunciou em 19 de setembro de 1837.
Mas voltou a presidir o Senado, em 1839. Participou da Revolta Liberal de 1842, de Sorocaba (SP). Foi preso, levado para Santos, depois para o Espírito Santo. Defendeu-se da acusação em 15 de maio de 1843, conseguindo ser absolvido, mas morreria no mesmo ano, meses depois.

Luiz Alves de Lima e Silva “Duque de Caxias” – (25.8.1803 -7.5.1880)
Não sabemos quando “Caxias” foi iniciado maçom, mas em virtude de ter sido maçom atuante, somente poderá ter acontecido entre 30.6.1841 até 17.5.1842, ou pouco depois de 1845,… Já em 1846 era Gr.’. 33 a ponto de em 20.3.1847, abandonar a sede do Gr.’. Oriente Brasileiro (do Passeio), então na Rua do Conde, para “declarar-se “INDEPENDENTE”, com o Supremo Conselho de Montezuma, que recebera das mãos do Conde de Lajes…
Um dos mais importantes militares da história do Brasil.
“Canhões, baionetas e muito sangue. A Guerra do Paraguai já durava quatro anos. As tropas não estavam conseguindo passar a ponte do Ribeirão Itororó, para tomar a estrada para Assunção. No meio do campo de batalha surgiu um homem de 65 anos, mas em pleno vigor, montado a cavalo. “Sigam-me os que forem brasileiros.”
Era o brado de comando de Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Os brasileiros ultrapassaram não só a ponte, mas o caminho para a tomada da capital inimiga. Finalmente, em 1° de janeiro de 1869, a bandeira do Império brasileiro tremulou vitoriosa, quando o exército brasileiro chegou a Assunção, capital do Paraguai.
A carreira militar de Caxias começou cedo, aos cinco anos de idade, quando foi nomeado cadete, seguindo uma tradição familiar de várias gerações. Aos quinze anos, matriculou-se na Real Academia Militar, de onde saiu como tenente para ingressar numa unidade de elite do Exército do Rei.
Veio a Independência e, em 10 de novembro de 1822, coube ao então tenente Luiz Alves de Lima e Silva receber, na capela imperial, das mãos do imperador dom Pedro I, a bandeira do Império, recém-criada.
No ano seguinte, Caxias participou de sua primeira campanha, para pacificar os revoltosos na Bahia, no movimento contra a independência comandado pelo general Madeira de Melo. Em 1825, o então capitão Luiz Alves deslocou-se para a campanha da Cisplatina, nos pampas gaúchos, revelando mais uma vez sua competência excepcional e bravura.
Em 1833 casou-se com Ana Luiza de Loreto Carneiro Vianna, na época com dezesseis anos de idade. Com ela teria duas filhas, Luisa de Loreto e Ana de Loreto, e um filho, Luís Alves Jr.
Já promovido a tenente-coronel, Caxias rumou à Província do Maranhão para combater os revoltosos do movimento da Balaiada. Tornou-se presidente da Província do Maranhão e comandante geral das forças em operação, num esforço de união civil e militar.
Pelas vitórias, recebeu seu primeiro título de nobreza, o de Barão de Caxias, outorgado em 1841. O título faz referência à cidade maranhense de Caxias, palco de batalhas decisivas para a vitória das forças imperiais. Neste mesmo ano, Caxias foi eleito deputado à Assembléia Legislativa pela Província do Maranhão.
Em 1842, explodiu a revolução liberal em São Paulo e, a seguir, em Minas Gerais, reprimidas com êxito por Caxias. O imperador Dom Pedro II, temeroso de que essa revolta viesse se unir à Farroupilha, em curso no Rio Grande do Sul, nomeou Caxias comandante-chefe do Exército em operações e presidente da Província do Rio Grande do Sul. Em 1º. de março de 1845 foi assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à revolta farroupilha ou guerra dos Farrapos.
Em 1847, o então Conde de Caxias tornou-se senador do Império pela Província do Rio Grande do Sul. No plenário do Senado, tornou-se colega de seu pai, o Senador Francisco de Lima e Silva, representante do Rio de Janeiro.
Após um período de relativa calmaria política, Caxias foi nomeado comandante em chefe das forças no Sul, em 1852, por causa das tensões na fronteira do Rio Grande do Sul. Desempenhou com sucesso uma campanha militar contra os ditadores, Rosas da Argentina, e Oribe do Uruguai. Nesse mesmo ano, tornou-se Marquês de Caxias.
Acometido de uma moléstia hepática, Caxias passou uma temporada cuidando da saúde, mas logo voltou a ocupar posições políticas, primeiro como ministro da Guerra, chefe do Gabinete conservador e depois, já com os liberais no poder, como conselheiro de guerra.
Finalmente, em 1866, o chefe militar reconhecido por sua bravura, seus dotes de estrategista e suas virtudes de pacificador, encarou mais uma vez um grande desafio. A posição brasileira na guerra do Paraguai vivia um momento de crise. Caxias, que já havia atuado como conselheiro no começo da guerra assumiu o treinamento e a reorganização das tropas. Instituiu o avanço de flancos gerais, o contorno de trincheiras e o uso de balões cativos para espionagem.
Sucedeu-se uma série de batalhas vitoriosas. Finalmente, depois da célebre batalha de Itororó seguiu-se a campanha final, a Dezembrada. Foi sua última vitória. Retornando ao Rio de Janeiro, Caxias recebeu o título de Duque, tornando-se o único brasileiro a merecer esta honraria.
Voltou a participar ativamente da vida política como, conselheiro de Estado, presidente do conselho e ministro de Guerra, até retirar-se, por motivos de saúde, para a fazenda de Santa Mônica, em 1878, onde morreu. O Duque de Caxias tornou-se patrono do Exército Brasileiro, por decreto federal de 1962.

EUZEBIO DE QUIEIROZ Coutinho Mattoso Câmara – (1812 – 1868)
O seu nome surge pela primeira vez no Primeiro Quadro dos componentes do Supremo Conselho de MONTEZUMA, depois de sua incorporação ao Grande Oriente do Brasil em 1854, impresso em 1855, na 4ª coluna sob a rubrica “Membros Honorários”.
Magistrado e político brasileiro.
Períodos Legislativos do Império – 1867-1868
Senador Eusébio de Queiroz Coutinho Mattoso Câmara
Eusébio de Queiroz Coutinho Mattoso Câmara
Nascimento: 27/12/1812
Natural de: São Paulo de Luanda -
Filiação: Eusébio de Queiroz Coutinho da Silva
e Catarina Matoso de Queiroz
Falecimento: 7/5/1868
Histórico Acadêmico
Primário
Direito: Faculdade de Direito de Olinda
Cargos Públicos
Juiz do Crime Bairro do Sacramento
Juiz de Fora Bairro do Sacramento
Juiz de Direito
11Ministro da Justiça
Chefe de Polícia
Desembargador Geral da Educação Primária e Secundária da Corte
Profissões
Advogado
Mandatos
Deputado Provincial - 1838 a 1841
Deputado Geral - 1843 a 1844
Deputado Geral - 1848 a 1848
Deputado Geral - 1850 a 1852
Deputado Geral - 1853 a 1854
Senador - 1854 a 1868
Homenagens Recebidas
- Cavaleiro da Ordem de Cristo;
- Comendador da Ordem da Rosa;
- Comendador da Ordem de Medsidie, Turquia.

Antonio Ernesto GOMES CARNEIRO (24.11.1846 – 9.2.1894)
Nunca se conseguiu saber aonde o Ir.’. Gomes Carneiro viu a Luz Maçônica, constando que tenha sido depois de 1887, e neste caso somente poderia ter sido na loja “Estrela do Ocidente” de Cuiabá (MT), adormecendo esta loja por volta de 1895, naturalmente desapareceu todo o seu arquivo, de modo que nada pode ser confirmado
Antônio Ernesto Gomes Carneiro (Serro, 28 de novembro de 1846 — Lapa, 9 de fevereiro de 1894) foi um militar brasileiro.
Iniciou seus estudos na sua cidade natal, continuou no Seminário de Diamantina e depois em Curvelo. Fazia o curso de Humanidades no mosteiro dos Beneditinos, no Rio de Janeiro, quando se alistou como soldado no primeiro Corpo de Voluntários da Pátria, para combater na Guerra do Paraguai.
Na guerra conquistou os postos de primeiro-sargento e alferes, por bravura, sendo ferido, três vezes em combate (Estero Belaco, Piquirici e Lomas Valentinas). Mal se restabelecia e já se apresentava para nova missão. Finda a guerra, voltou ao Brasil, matriculando-se na Escola Militar, em 1872.
Foi promovido sucessivamente a tenente (1875), capitão (1877), major (1887), tenente-coronel (1890) e coronel (1892). Acompanhou D. Pedro II em sua viagem a Minas Gerais, em 1881.
Chefiou a Comissão Construtora de Linhas Telegráficas na “marcha para oeste”, de 1890 a 1892, se tornando o responsável pelo recrutamento do então tenente Cândido Rondon, a quem transmitiu as primeiras lições de respeito aos índios.
Convocado a partir para o sul, durante a Revolução Federalista, suas tropas foram cercadas na cidade da Lapa, Paraná, em um dos mais célebres episódios da vida militar brasileira, conhecido como “Cerco da Lapa”. Foram 24 dias de resistência, com uma tropa oito vezes menor que a dos adversários, comandados pelo rio-grandense Gumercindo Saraiva. Apesar da derrota de Carneiro, o período de combates definiu o lado vencedor, pois atrasou o avanço de Gumercindo e permitiu que as tropas legalistas se organizassem e derrotassem posteriormente os federalistas.
O coronel Gomes Carneiro foi ferido, morrendo dois dias depois, em 9 de fevereiro de 1894, “ainda dando ordens”. Um dia antes, sem saber, fora promovido a general de brigada, por bravura.
Na obra “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, o autor Lima Barreto abandona momentaneamente a ficção e lhe faz um insuspeito elogio: “… só a Lapa resistia tenazmente, uma das poucas páginas dignas e limpas de todo aquele enxurro de paixões. A pequena cidade tinha dentro de suas trincheiras o Coronel Gomes Carneiro, uma energia, uma vontade, verdadeiramente isso, porque era sereno, confiante e justo. Não se desmanchou em violências de apavorado e soube tornar verdade a gasta frase grandiloqüente: resistir até a morte”.

HERMANN Brunno Otto BLUMENAU – (26.12.1819 – 31.101899)
Iniciado em 1845 na Loja “Carlz zur gekroenten Saeule” de Brunsviga (Alemanha), da jurisdição da Gr.’. Loja de Hamburgo.
A sua exaltação a mestre em 1865, explica o seu entusiasmo, peculiar, nos maçons “novos”, que ao voltar a sua “Colônia”, tenha fundado em 24.6.1870 a Loja “Zur Friednspalmer” (À Palmeira da Paz), sob jurisdição da Gr.’. Loja de Hamburgo. Em 4.4.1974 os maçons de Blumenau fundaram a Loja “Hermann Blumenau”, sob a jurisdição do Gr.’. Or.’. do Brasil – Cadastro Nº: 1.896
Hermann Bruno Otto von Blumenau (Hasselfelde no Harz, 26 de Dezembro de 1819 — Braunschweig, 30 de Outubro de 1899), foi um filósofo, administrador e químico alemão e o fundador da cidade brasileira de Blumenau, situada no vale do Rio Itajaí-Açu no estado de Santa Catarina.
Ele foi o sexto filho de um inspetor florestal. Entre 1836 (tinha 15 anos) e 1840 fez os estudos secundários na área da farmacêutica, com a perspectiva de estudar química na universidade.
Em 1840 e 1841 trabalhou numa farmácia em Hasselfelde. Trabalhou depois em uma farmácia em Erfurt. Conheceu ali Alexander von Humboldt e Justus von Liebig, por intermédio de conhecidos. Neste intermédio viajou a Londres, onde conheceu o Cônsul-Geral do Brasil, o Sr. Sturz. Hermann Blumenau vislumbrou então a perspectiva da emigração para o Brasil.
Voltou, no entanto à Alemanha, onde se inscreveu em 1844 na Universidade de Erlangen-Nürnberg, onde cursaria Química. Concluiu o doutorado em 1846.
Viajou então para o Brasil, onde ficou inicialmente apenas dois anos. Em 1850 fundou a colônia São Paulo de Blumenau.
Entre 1850 e 1859 trabalhou na colônia cuja licença de exploração ele obtivera.
Em 1860, o regime brasileiro tomou conta do município. Hermann Blumenau tornou-se o primeiro diretor oficial da colônia, pago pelo estado. A população de Blumenau em 1860 seria de 947 habitantes. Blumenau cresceu, escolas e hospitais foram criados.
Em 1880, seriam já 15 000, na maioria de origem alemã.
A cultura alemã foi preservada. Escolas alemãs, igrejas – católicas e luteranas – e mesmo festividades típicas da Alemanha (festa da cerveja, por exemplo, a Oktoberfest) prevalecem ainda hoje.
Em 1884, Hermann Blumenau regressou para a Alemanha, sem levar grandes posses.
Hoje Blumenau tem cerca de 300 000 habitantes. É uma cidade com um dos melhores níveis de vida no Brasil, possuindo uma forte indústria têxtil e mecânica. Aproximadamente metade dos seus habitantes possui um automóvel.
Após o seu regresso à Alemanha, viveu em Braunschweig, no atual estado alemão da Baixa Saxônia, com a mulher com quem casara em 1867 e os seus três filhos, que estudaram na Alemanha. Ele morreu em Braunschweig, em 30 de Outubro de 1899. Sua sepultura está no cemitério central (Hauptfriedhof) de Braunschweig, Helmstedter Straße 38.
Seus restos mortais, bem como os de sua esposa, foram transladados para Blumenau, onde repousam no mausoléu construído especialmente para esta finalidade.

HERMES Rodrigues DA FONSECA – 8º Pres. – (12.5.1855) – (9.9.1923)
Em 6.10.1876 foi ele iniciado na Loja Ganganelli do Rio, então ainda sob a jurisdição do Grande Oriente Unido, de Saldanha Marinho.
Em junho de 1909 foi elevado ao Gr.’. 30, em setembro do mesmo ano aos GGr.: 31 e 32 e finalmente em outubro de 1909 recebeu o título de S.’. G.’. I.’. G.’. Gr.’. 33 do Supr.’. Cons.’.
Militar e político brasileiro. Foi Presidente do Brasil entre 1910 e 1914.
Hermes Rodrigues da Fonseca nasceu no dia 9 de maio de 1855 na cidade de São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Sobrinho do primeiro presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca, Hermes também era militar e estudou na Escola Militar, onde teve aulas com Benjamim Constant. Quando seu tio proclamou a República brasileira, era capitão ajudante-de-ordem e participou da causa desde 1878, como um dos fundadores do Clube Republicano do Circuito Militar, responsável pela articulação do movimento que derrubou a monarquia.
De 1899 a 1904, comandou a Brigada Policial do Rio de Janeiro. Foi comandante da Escola Preparatória e Tática do Realengo quando chegou a Marechal, em 1906, nomeado pelo presidente Rodrigues Alves. Indicado para o cargo de ministro da Guerra do governo Affonso Penna, reorganizou o Exército e introduziu o serviço militar obrigatório em 1908.
Foi eleito presidente em 1910, com o apoio dos conservadores. No governo, praticou uma política chamada por ele de salvacionista, que tinha como objetivo recuperar para os militares a influência já exercida anteriormente na esfera pública brasileira. Em 1913, aos 58 anos e ainda na presidência, casou-se com Nair de Teffé, de 27 anos e filha do almirante Antônio Luís Hoonholtz, o Barão de Teffé.
Quando deixou o poder, em 1914, Hermes da Fonseca envolveu-se em diversos incidentes políticos, entre eles a Revolta do Forte de Copacabana (1922), que o levou à prisão por seis meses. Libertado, retirou-se para Petrópolis, onde morreu poucos meses depois, em setembro de 1923.

HYPPOLITO José da COSTA PEREIRA FURTADO DE MENDONÇA
(25.4.1774 – 11.9.1823)
Em 12.3.1799 foi iniciado maçom na “Washington Lodge Nº: 59″, em Filadélfia, na Pensilvânia. No ano de 1808 Hyppolito foi filiado à Loja “ANTIQUITY Nº: 2″, em Londres, e no mesmo ano, em 1 de junho fundou o seu periódico mensal, CORREIO BRASILIENSE.
Em 12.6.1812, conseguiu fundar a Loja Maçônica LUZITANIA, época em que ele já ocupava o cargo de 1º Experto na Grande Loja da Inglaterra, e portanto foi ele um dos colaboradores da UNIÃO, de 27.12.1813, de que resultou a atual Grande Loja UNIDA da Inglaterra. Pouco depois, tornou-se Grão Mestre Provincial do Condado de Ruthland, em 13.10.1819, recebeu do Gr.’. Oriente da França, o Gr.’. 33 de S.’. G.’. I.’. G.’.
Um dos FUNDADORES do Supremo Conselho da Inglaterra, fundado com uma Carta Patente do Gr.’. Or.’. de França. Neste Supr.’. Cons.’. passou a ocupar o cargo de Gr.’. Secr.’. Geral, e em 2.12.1819 recebia a distinção de Membro Honorário do Supremo Conselho de França, e finalmente em 1822, o cargo de Representante na Inglaterra, do recém-fundado Grande Oriente do Brasil.
Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, nascido na Colônia do Sacramento, então domínio da Coroa portuguesa, hoje pertencente ao Uruguai, em 13 de agosto de 1774 — Londres, 11 de setembro de 1823 foi um jornalista, maçom e diplomata brasileiro, patrono da cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras.
Hipólito era filho de família abastada do Rio de Janeiro. Seu pai era Félix da Costa Furtado de Mendonça, alferes de ordenanças da Capitania do Rio de Janeiro e sua mãe Ana Josefa Pereira, natural de Colônia do Sacramento. Após Colônia do Sacramento, ser devolvido á posse da Coroa espanhola, em 1777, sua família instalou-se em Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde passou a sua adolescência. Fez os seus primeiros estudos em Porto Alegre, concluídos em Portugal, na Universidade de Coimbra, onde se formou em Leis, Filosofia e Matemática (1798).
Recém formado, foi enviado como diplomata pela Coroa portuguesa aos Estados Unidos da América e ao México, para onde embarcou em 16 de outubro de 1798, com a tarefa de conhecer a economia desses dois países e as novas técnicas industriais aplicadas pelos norte-americanos. Viveu nos Estados Unidos por dois anos onde, na Filadélfia, veio a ingressar na maçonaria o que influenciou a sua vida daí em diante.
De volta ao reino, viajou a serviço da Coroa Portuguesa para Londres em 1802, com o objetivo declarado de adquirir obras para a Real Biblioteca e maquinário para a Imprensa Régia. Ocultamente, entretanto, os seus motivos eram o também de estabelecer contatos entre as Lojas Maçônicas Portuguesas e o Grande Oriente em Londres.
Três ou quatro dias após o seu retorno ao reino foi detido pela Inquisição por ordem de Diogo Inácio de Pina Manique, sob a acusação de disseminar as idéias maçônicas na Europa. Encaminhado às celas do Tribunal do Santo Ofício, onde permaneceu até 1805, logrou evadir-se para a Espanha sob um disfarce de criado, com o auxílio dos seus irmãos maçons. De lá passou para a Grã-Bretanha, onde se exilou sob a proteção do príncipe Augusto Frederico, duque de Sussex, o sexto filho de Jorge III do Reino Unido e grão-mestre da maçonaria inglesa.
Na Inglaterra, obtêm a nacionalidade inglesa com a ajuda do Duque de Essex, adquirindo ações do Banco da Escócia o que lhe outorgava tal direito de forma imediata. Casa em 1817 com Mary Ann Troughton da Costa com quem tem 3 filhos, além de já ter tido 1 filho com Mary Anne (Lyons ou Symons).
Obtendo a condição de estrangeiro neutralizado, um estrangeiro residente com alguns direitos políticos. De Londres passou a editar regularmente aquele que é considerado o primeiro jornal brasileiro: o Correio Braziliense ou Armazém Literário, que circulou de 1° de junho de 1808 a 1823 (29 volumes editados, no total).
Com esse veículo, passou a defender as idéias liberais, entre as quais as de emancipação colonial, dando ampla cobertura à Revolução liberal do Porto de 1820 e aos acontecimentos de 1821 e de 1822 que conduziriam à Independência do Brasil. O seu principal inimigo era Bernardo José de Abrantes e Castro, conde do Funchal, embaixador de Portugal em Londres, que chamou ao Correio: “Esta terrível invenção de um jornal português na Inglaterra”, vindo a editar um periódico contra ele, que circularia até 1819 (O Investigador Portuguez em Inglaterra).
Em 1812 fez um acordo secreto com a Coroa portuguesa, que previa a compra de um determinado número de exemplares do jornal e um subsídio para o próprio jornalista, em troca de moderação nas suas críticas contra a monarquia.
Faleceu em 1823, sem chegar, a saber, que fora nomeado cônsul do Império do Brasil em Londres. No Brasil é considerado o patrono da imprensa. Em Porto Alegre foi homenageado emprestando seu nome ao Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. Estava sepultado em St. Mary the Virgin, em Hurley, condado de Berkshire; mas em 2001 seus restos mortais foram trasladados para Brasília. Atualmente seus restos mortais estão nos Jardins do Museu da Imprensa Nacional.
Seu irmão, José Saturnino da Costa Pereira, foi Senador do Império do Brasil e Ministro da Guerra.

JOÃO CAETANO dos Santos – (27.1.1808 – 24.8.1863)
Foi João Caetano dos Santos iniciado maçom na Loja “2 de Dezembro”, Rio de Janeiro, no ano de 1845, tendo alcançado no Grande Oriente do Brasil, o Grau 30.’. A sua patente se encontra no Arquivo da Ordem…
Importante ator e encenador do Brasil.
Ator e empresário teatral carioca (27/1/1808-24/8/1863). Considerado o primeiro teórico da arte dramática brasileira, é responsável pela profissionalização do teatro no país. João Caetano dos Santos nasce no Rio de Janeiro e estréia como ator em 1831.
Especializa-se em papéis dramáticos, encenando peças de dramaturgos europeus, como William Shakespeare e Alexandre Dumas.
Em 1833 funda a própria companhia teatral em associação com a bailarina e atriz Estela Sezefreda, com quem se casa em 1845. Com a montagem de Antonio José, ou O Poeta e a Inquisição (1838), de Gonçalves de Magalhães, introduz temas brasileiros no teatro desenvolvido no país. Sua companhia rompe com a tradição então predominante, totalmente influenciada pela dramaturgia portuguesa, ao encenar autores nacionais.
Ela também revoluciona a representação dramática ao colocar no palco apenas atores brasileiros, uma prática incomum na época. Nos livros Reflexões Dramáticas (1837) e Lições Dramáticas (1861), João Caetano apresenta seu ideário estético do teatro: a substituição dos “vícios declamatórios do estilo lusitano por um estilo de representar mais simples e verdadeiro”. Morre no Rio de Janeiro.

JOAQUIM Aurélio Barreto NABUCO de Araújo – (19.8.1849 – 17.1.1910)
Em 1.12.1868, com apenas 19 anos, foi iniciado maçom pela Loja “América”, em São Paulo,… Algum tempo depois recebeu o Gr.’. 18, e sendo no ano de 1875 ainda eleito para representante da Loja
“América” perante o Gr.’. Or.’. Unido, no Rio de Janeiro.
Político, diplomata, historiador, jurista e jornalista brasileiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
Em 1883, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo estava em Londres. Vivia em Grosvenor Gardens, era o correspondente do “Jornal do Comércio” e amigo pessoal do Barão de Penedo, embaixador do Brasil na Inglaterra. Apesar do conforto de urna vida tranqüilo no bairro mais aristocrático da capital do mundo, Nabuco ainda não se recuperara da derrota eleitoral sofrida dois anos antes no Brasil. Deputado do Partido Liberal eleito em 1878 por Pernambuco, tornou-se “verdadeiro tormento na Câmara”.
Em 1880, fundou a Sociedade Brasileira contra a Escravidão e se tornou o maior porta-voz voz do abolicionismo legalista e parlamentar.
De formação conservadora, filho de urna das mais tradicionais – famílias do país, ligada à economia açucareira nordestina e á política imperial, o monarquista Nabuco (nascido em Recife em agosto de 1849) apresentou, em agosto de 1880, minucioso projeto de lei propondo a abolição da escravatura em 1890 e a indenização de seus proprietários. O projeto se chocava com a proposta dos militantes radicais, em geral republicanos, que queriam abolição imediata e sem indenização. Pego entre dois fogos, Nabuco não conseguiu se reeleger¬em 1881.
No agridoce exílio londrino; escreveria então ungia das reais densas e belas obras de combate já publicadas em português: “O Abolicionismo”, um livro fulgurante, moderno, incisivo, no qual Nabuco, livre do compromisso com as manobras políticas, defende a abolição imediata e sem indenização – mas legalista.
Em 1884, Joaquim Nabuco re¬tornou ao Brasil e à Câmara: foi reeleito com grande margem de votos. Como permaneceu monarquista e legalista, e achando que a abolição era “negócio de brancos», alguns historiadores o consideram “líder da ala direita do movimento” Nos anos seguintes, a abolição se concretizou, embora logo ficasse claro que seria apenas uma medida jurídica, e em seguida veio à República. Apesar de mais tarde ter sido ministro dos presidentes Prudente de Morais e Campos Sales, Joaquim Nabuco (que morreria como diplomata em Washington em janeiro de 1910) amargurou-se profundamente.
Em janeiro de 1893, escreveu para André Rebouças, o amigo que muito o influenciara e partira para o exílio voluntário na África: “Com que gente andamos metidos! Hoje estou convencido de que não havia uma parcela de amor ao escravo, de desinteresse e de abnegação em três quartas partes dos que se diziam abolicionistas.
Foi uma especulação a mais! A prova é que fizeram essa república e depois dela só advogam a causa dos bolsistas, dos ladrões da finança, piorando infinitamente a condição dos pobres. Onde estariam os propagandistas da nova cruzada? (…) Estávamos metidos com financeiros, e não com puritanos, com fâmulos, de banqueiros falidos, mercenários de agiotas etc.; tínhamos de tudo, menos sinceridade e amor pelo oprimido. A transformação do abolicionismo em republicanismo bolsista é tão vergonhosa pelo menos como a do escravagismo”.

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADE E SILVA – (13.6.1763 – 6.4.1838)
Era usual nos séculos 18 e 19, se nomear PROFANOS para o cargo de Grão Mestre, especialmente em situações políticas difíceis, como era o caso do Brasil Colonial, em Junho de 1822, onde a nomeação de uma raposa experiente e inteligente como José Bonifácio: e não há dúvida disto figura importante no jogo político, quase uma espécie de “Chalaça” para o Príncipe D. Pedro, evidentemente atenuava a perseguição à Nobre Arte Real.
Naturalista, estadista, poeta e brasileiro.
José Bonifácio de Andrada e Silva, cognominado o Patriarca da Independência, estadista brasileiro, nasceu em Santos, São Paulo, em 13 de junho de 1763. Foi professor de geognosia e metalurgia da Universidade de Coimbra, onde havia se graduado em Filosofia Natural e Direito Civil, e membro da Academia de Ciências de Lisboa.
Por ocasião da Invasão Francesa, em 1807, alistou-se no Corpo Voluntário Acadêmico, tendo servido como oficial e depois como comandante. Expulsos os invasores, tornou-se Chefe de Polícia do Porto.
Após retornar ao Brasil, dedicou-se ao estudo de minerais. Tornou-se figura de projeção política a partir de 1821, como vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo.
Foi o primeiro brasileiro a ocupar um ministério, o do Reino, em janeiro de 1822. Sua grande capacidade, seus dotes de inteligência e de caráter tornaram-no, junto a Dom Pedro, o principal obreiro da Independência.
No Primeiro Reinado, ocupava a Pasta do Império quando, em 1823, com seu irmão Martim Francisco, afastou-se dos Conselhos da Coroa, iniciando a oposição a D. Pedro I.
Foi eleito para a Assembléia Constituinte de 1823. Nesse ano, teve sua prisão e deportação para a Europa, ordenadas por D. Pedro I. Tendo voltado ao Brasil em 1829, foi residir na Ilha de Paquetá, de cujo retiro saiu apenas para assumir a cadeira de Deputado pela Bahia, como suplente, nas sessões legislativas de 1831 e 1832.
Reaproximou-se do Imperador que, ao abdicar à Coroa, em 1831, o indicou para tutor de seu filho – o futuro Dom Pedro II.
Foi destituído da tutoria, pela Regência, em setembro de 1833. Ficou em prisão domiciliar até 1835, quando terminou o processo-crime instaurado contra ele por conspiração e perturbação da ordem pública.
Mudou-se nos últimos dias de vida para Niterói, Rio de Janeiro, aonde veio a falecer em 1838.
Praça da Independência, Praça José Bonifácio, Panteão dos Andradas e a casa da Rua XV de Novembro, no Centro da Cidade. Estes monumentos homenageiam o mesmo homem, um cientista, filósofo, poliglota e principalmente um líder político. Nascido em 13 de junho de 1763. Sua importância para o País e Santos é tamanha que até foi proposta a mudança do nome do município para Cidade Andradina ou Bonifácia, na época da elevação da categoria de vila à cidade.
José Bonifácio formou-se em Direito Civil e Filosofia na Universidade de Coimbra, em Portugal. Viveu muito tempo na Europa, recebendo na França influências do ambiente revolucionário. A família real sabia de sua capacidade e temia que ele próprio proclamasse a independência brasileira. Por isso, pagavam seus estudos e o mantinham longe. Chefe do Ministério de D. Pedro, Bonifácio planejou a separação a separação de Portugal e influenciou o príncipe a fazê-la.
E mais: por apenas dois dias de diferença, o famoso Grito do Ipiranga (Independência ou Morte) não foi dado em Santos. Era o que pretendia o Patriarca, ao trazer D. Pedro para cá pouco antes do fato. O príncipe teve uma indisposição e apressou seu retorno a São Paulo, proclamando a independência da Pátria na Capital.
Em 13 de junho de 1999, o prefeito Beto Mansur assinou Projeto de Lei, instituindo o acréscimo no calendário oficial de Santos a ‘Semana do Patriarca da Independência’, a ser comemorada anualmente na segunda semana de junho. Além disso, a lei determinará que Santos se torne a ‘Cidade do Patriarca’.

JOSÉ Carlos DO PATROCINIO – (9.10.1854 – 30.1.1905)
… Pois somente uma única vez o nome de José Carlos do Patrocinio aparece em documentação Maçônica, e isto no Boletim do Gr.’. Or.’. do Brasil de 1897, pag. 14, por ter sido citado na “Apuração Geral da Eleição de Gr.’. M.’. Adj.’., de 12.2.1897, em que recebeu SEIS votos, sendo 3 da Loja “João Caetano”, 2 da Loja “Aurora Escosseza” e 1 da Loja “Ganganelli do Rio”, todas do Poder Central, o que deixa subentendido a sua qualidade de maçom.
José do Patrocínio, farmacêutico, jornalista, orador, poeta, romancista e ativista político brasileiro; nasceu em Campos, RJ, em 9 de outubro de 1853, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de janeiro de 1905. Compareceu às sessões preparatórias da instalação da Academia Brasileira de Letras e fundou a Cadeira nº 21, que tem como patrono Joaquim Serra.
Era filho natural do Padre João Carlos Monteiro, Vigário da paróquia e orador sacro de grande fama na capela imperial, e de “tia” Justina, quitandeira. Passou a infância na fazenda paterna da Lagoa de Cima, onde pôde observar, desde criança, a situação dos escravos e assistir a castigos que lhes eram infligidos.
Por certo nasceu ali a extraordinária vocação abolicionista. Tinha 14 anos quando, tendo recebido apenas a educação primária, foi para o Rio de Janeiro. Começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia e voltou aos estudos no Externato de João Pedro de Aquino, fazendo os preparatórios do curso de Farmácia. Ingressou na Faculdade de Medicina como aluno de Farmácia, concluindo o curso em 1874.
Sua situação, naquele momento, se tornou difícil, porque os amigos da “república” de estudantes voltavam para suas cidades de origem, e ele teria que alugar outra moradia. Foi então que seu amigo João Rodrigues Pacheco Vilanova, colega do Externato Aquino, convidou-o a morar em São Cristóvão, na casa da mãe, então casada em segundas núpcias com o Capitão Emiliano Rosa Sena.
Para que Patrocínio pudesse aceitar sem constrangimento a hospedagem que lhe era oferecida, o Capitão Sena propôs-lhe que, como pagamento, lecionaria aos seus filhos. Patrocínio aceitou a proposta e, desde então, passou também a freqüentar o “Clube Republicano” que funcionava na residência, do qual faziam parte Quintino Bocaiúva, Lopes Trovão, Pardal Mallet e outros.
Não tardou que Patrocínio se apaixonasse por Bibi, sendo também por ela correspondido. Quando informado dos amores de sua filha com Patrocínio, o Capitão Sena sentiu-se revoltado, mas, afinal, Patrocínio e Bibi se casaram.
Já nesse tempo Patrocínio iniciara a carreira de jornalista, na Gazeta de Notícias, e sua estrela começava a aparecer. Com Dermeval da Fonseca publicava Os Ferrões, quinzenário que saiu de 1º. de junho a 15 de outubro de 1875, formando um volume de dez números. Os dois colaboradores se assinavam com os pseudônimos Notus Ferrão e Eurus Ferrão.
Dois anos depois, Patrocínio estava na Gazeta de Notícias, onde tem a seu cargo a “Semana Parlamentar”, que assinava com o pseudônimo Prudhome. Em 1879 iniciou ali a campanha pela Abolição. Em torno dele formou-se um grande coro de jornalistas e de oradores, entre os quais Ferreira de Meneses, na Gazeta da Tarde, Joaquim Nabuco, Lopes Trovão, Ubaldino do Amaral, Teodoro Sampaio, Paula Nei, todos da Associação Central Emancipadora. Por sua vez, Patrocínio começou a tomar parte nos trabalhos da associação.
Em 1881, passou para a Gazeta da Tarde, substituindo Ferreira Meneses, que havia morrido. Na verdade, ele tornou-se o novo proprietário do periódico, comprado com a ajuda do sogro. Patrocínio tinha atingido a grande fase de seu talento e de sua atuação social. Fundou a Confederação Abolicionista e lhe redigiu o manifesto, assinado também por André Rebouças e Aristides Lobo.
Em 1882, foi ao Ceará, levado por Paula Ney, e ali foi cercado de todas as homenagens. Dois anos depois, o Ceará fez a emancipação completa dos escravos. Em 1885, visitou Campos, onde foi saudado como um triunfador. Regressando ao Rio, trouxe a mãe, doente e alquebrada, que veio a falecer pouco depois. Ao enterro compareceram escritores, jornalistas, políticos, todos os amigos do glorioso filho.
Em setembro de 1887, deixou a Gazeta da Tarde e passou a dirigir a Cidade do Rio, que havia fundado. Ali se fizeram os melhores nomes das letras e do periodismo brasileiro do momento, todos eles chamados, incentivados e admirados por Patrocínio. Foi de sua tribuna da Cidade do Rio que ele saudou, em 13 de maio de 1888, o advento da Abolição, pelo qual tanto lutara.
Em 1899, Patrocínio não teve parte na República e, em 1891, opôs-se abertamente a Floriano Peixoto, sendo desterrado para Cucuí. Em 93 foi suspensa a publicação da Cidade do Rio, e ele foi obrigado a refugiar-se para evitar agressões. Nos anos subseqüentes a sua participação política foi pouca. Preocupava-se, então, com a aviação. Mandou construir o balão “Santa Cruz”, com o sonho de voar.
Numa homenagem a Santos Dumont, realizada no Teatro Lírico, ele estava saudando o inventor, quando foi acometido de uma hemoptise em meio ao discurso. Faleceu pouco depois, aos 51 anos de idade, aquele que é considerado por seus biógrafos o maior de todos os jornalistas da Abolição.

JULIO MESQUITA FILHO – (18.8.1862 – 15.3.1927)
Jornalista brasileiro, proprietário do jornal O Estado de S.Paulo
Lamentavelmente o Ven.’. Ramon Espanha Sanches, da Loja Amizade, ao fazer seu discurso de abertura da Sessão Magna Aniversário da Loja, Comemorativa dos 113º, em 12.5.1945, não especificou a data e nem o ano desta iniciação, mas citando claramente o nome do “Ir.’. Julio Mesquita, paladino da República e fundador do O ESTADO DE SÃO PAULO…”
Jornalista e advogado paulista (14/2/1892-12/7/1969). Diretor do jornal O Estado de S.Paulo (Oesp), fundador da Rádio Eldorado (1958) e do Jornal da Tarde (1966). Filho do proprietário de Oesp, Julio de Mesquita Filho nasce na capital paulista e, aos 12 anos, vai estudar em Portugal e depois na Suíça.
Em 1911 ingressa na Faculdade de Direito de São Paulo, formando-se em 1916.
Em 1915 inicia carreira no jornalismo, no Estadinho, edição vespertina de Oesp, e participa da campanha pela instituição do serviço militar obrigatório, encabeçada por Olavo Bilac.
Em 1919 apóia a candidatura de Rui Barbosa à Presidência da República.
Assume a secretaria de redação de Oesp em 1920. Em 1926 coloca-se a favor da Coluna Prestes e participa da fundação do Partido Democrático.
Em 1927 assume a direção do jornal. Em 1929 apóia Getúlio Vargas para presidente e a Revolução de 1930. Rompe com Vargas e torna-se um dos líderes da Revolução Constitucionalista de 1932; é preso e depois se exila em Portugal.
Volta no fim de 1933 e preside a comissão de planejamento da Universidade de São Paulo em 1934. Durante o Estado Novo, é preso 18 vezes, se exila na França, nos Estados Unidos e na Argentina.
Em 1940, Oesp sofre uma intervenção federal que dura cinco anos.
Em 1960 dá apoio à candidatura de Jânio Quadros e, após sua renúncia, combate João Goulart. Aprova o golpe militar de 1964 e, em 1966, volta-se contra o regime autoritário. Morre em São Paulo.

Lauro Severiano MUELLER – (8.11.1863 – 30.7.1923)
Quando ainda Segundo-Tenente em 14.3.1888, o jovem Lauro Mueller foi iniciado maçom, no Rio de Janeiro. O Ir. Lauro Mueller viu com simpatia a formação da 1ª Loja Maçônica, em sua cidade natal, a “ACÁCIA ITAJAIENSE” fundada em 24.6.1911… Fato é, que na primeira Administração (1911) da Loja e na seguinte (1912), figurou o nome do Ir.’. Lauro Severiano Mueller, Gr.’. 3, como representante da oficina na Assembléia Geral do Grande Oriente do Brasil, como tal tendo sido anotado o seu nome no competente “Registro de Administração”, ainda hoje existente no “Arquivo Velho”.
Lauro Severiano Müller (Itajaí, 8 de novembro de 1863 — Rio de Janeiro, 30 de julho de 1926) foi um político e diplomata brasileiro. Responsável pela transição de Santa Catarina de província a estado.
Filho do imigrante alemão Peter Müller e Ana Maria Michels Müller, primo-irmão de Filipe Schmidt pelo lado materno.
Apaixonado discípulo do positivismo de Benjamin Constant, ingressou na carreira militar na província natal. Foi alferes em 1885, segundo-tenente em 1889, primeiro-tenente em 1890, major em 1900, tenente-coronel em 1906, coronel em 1912, general-de-brigada em 1914 e general-de-divisão em 1921.
A sua carreira pública começou em 1889, quando foi nomeado por Deodoro da Fonseca governador provisório da província transformada em estado de Santa Catarina, governando o estado de 2 de dezembro de 1889 a 24 de agosto de 1890, quando foi residir no Rio de Janeiro a fim de assumir o cargo de deputado à Assembléia Nacional Constituinte, tendo o vice-governador Raulino Horn assumido o governo. Reassumiu o governo em 29 de setembro de 1890, permanecendo até 5 de outubro, quando repassou o governo para Raulino Horn a fim de retornar ao Rio de Janeiro.
Quando ocupando a posição de Chanceler recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Harvard.
Foi deputado federal, senador e ministro de Estado.
Empreendeu grandes reformas quando na pasta do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, na presidência de Rodrigues Alves, nomeado por decreto de 15 de novembro de 1902, de 15 de novembro de 1902 a 15 de novembro de 1906.
Foi Ministro das Relações Exteriores nas presidências de Hermes da Fonseca, de 14 de fevereiro de 1912 a 15 de novembro de 1914, e de Venceslau Brás, de 15 de novembro de 1914 a 7 de maio de 1917.
Defendeu a neutralidade brasileira durante a Primeira Guerra Mundial, premido por pressões da imprensa alertando contra o perigo alemão e discursos inflamados de Rui Barbosa, foi obrigado a renunciar por causa de suas origens germânicas.
Tornou-se popular por algumas obras, como a construção da Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, e os melhoramentos do porto do Rio de Janeiro.
Foi membro da Academia Brasileira de Letras. É patrono de uma das quarenta cadeiras da Academia Catarinense de Letras.
Senador Lauro Müller
Lauro Severiano Müller
Nascimento: 8/11/1863
Natural de: Itajaí – SC
Filiação: Pedro Muller e Ana Michels
Falecimento: 30/7/1926
Histórico Acadêmico
Secundário: Colégio Cunditt Leis
Universidade de Harvard
Profissões
Diplomata
Engenheiro
Mandatos
Deputado Federal - 1890 a 1899
Presidente de Província - 1891 a 1891
Senador - 1900 a 1902
Senador - 1907 a 1911
Senador - 1917 a 1920
Senador - 1921 a 1926

LAURO Nina SODRÉ e Silva – (17.10.1858 – 16.6.1944)
Iniciado em 1 de agosto de 1888, na Loja Harmonia, de Belém, fundada em 1856, pelo famoso padre Eutíquio Ferreira da Rocha, tornou-se grão-mestre do Grande Oriente do Brasil em Maio de 1904, sendo reeleito em 1907, 1910, 1913 e 1916, não completando o último mandato, por ter sido eleito governador do Pará.
O encontramos como membro efetivo da Assembléia Geral do Grande Oriente do Brasil (pag.34), tendo na ocasião o Gr.’. 30.
Lauro Nina Sodré e Silva (Belém, 17 de outubro de 1858 — Rio de Janeiro, 16 de junho de 1944) foi militar, político e líder republicano brasileiro.
Seus primeiros estudos foram no Colégio Estadual Paes de Carvalho (Na época intitulado de “Liceu Paraense”), seguindo depois a carreira de engenheiro militar, no curso da Escola da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde ingressou em janeiro de 1877 e onde teve como mestre o ilustre republicano e maçom Benjamin Constant, o que o levou — como a tantos outros jovens oficiais e cadetes — a abraçar a causa da República e a doutrina positivista de Comte.
Foi aluno brilhante conseguiu distinção máxima em todos os anos e oficial republicano destemido; quando da campanha republicana, apesar de vigiado pelos espiões da monarquia, sempre terminava os seus discursos, com invulgar desassombro, dizendo estas palavras: “quem fez este discurso foi o tenente Lauro Sodré”.
Foi o primeiro governador do estado do Pará, eleito pelo Congresso Constituinte Paraense, a 23 de junho de 1891; foi, também, representante do Pará na Constituinte da República e eleito quatro vezes senador, sendo três pelo Pará e uma pelo Distrito Federal. Foi o único governador que se colocou contra o golpe perpetrado por Deodoro a 3 de novembro de 1891, quando foi dissolvido o Congresso; os demais governadores preferiram apoiar a arbitrariedade do que perder os seus mandatos. Por isso, foi deposto por forte expedição militar, quando houve o contragolpe de 23 de novembro, com a queda de Deodoro e a derrubada de todos os governadores, menos de Sodré.
Proclamada a República foi secretário de Benjamin, no Ministério da Guerra, ao tempo em que era nomeado lente catedrático da Escola Superior de Guerra.
Na cisão do Partido Republicano Federal, liderado por Glicério, Sodré ficou ao lado deste e contra o presidente Prudente de Morais, acabando por ser escolhido, a 5 de outubro de 1897, como candidato à presidência da República, sobretudo apoiado por parte dos republicanos históricos e positivistas. Empunhando, todavia, o governo federal, as armas do estado de sítio, da pressão e da fraude, conseguiu eleger Campos Sales. Por isso, o Grande Oriente, liderado por Quintino e por Glicério, não tomou conhecimento da eleição de Campos Salles.
Em 1904, se envolveu na Revolta da Vacina, quando aproveitou para sublevar os cadetes das escolas militares da Praia Vermelha e de Realengo. Foi preso ao final do episódio. O Senador Lauro Sodré se opunha à vacinação obrigatória, como medida cerceadora das liberdades individuais.
Ele ainda seria senador em quatro oportunidades: uma pelo Distrito Federal (1902) e três pelo Pará (1897, 1912 e 1922). Foi eleito e assumiu o cargo de grão-mestre em 21 de junho de 1904, sendo, sucessivamente, reeleito em 1907, 1910, 1913 e 1916. Ao ser eleito governador do Pará, em 1916, pediu exoneração do cargo de grão-mestre do Grande Oriente. Com o golpe de 1930, abandonaria a vida pública.
Senador Lauro Sodré
Lauro Nina Sodré e Silva
Nascimento: 17/10/1858
Natural de: Belém – PA
Filiação: Antônio Fernandes Sodré e Silva e Ana Check Nina Sodré e Silva
Falecimento: 16/6/1944
Histórico Acadêmico
Secundário: Liceu Paraense
Militar: Escola Militar
Cargos Públicos
Secretário do Ministério da Guerra e da Instrução Pública
Profissões
Professor(a)
Militar
Mandatos
Deputado Federal – 1891 a 1893
Governador - 1891 a 1897
Senador - 1897 a 1902
Senador - 1903 a 1912
Senador - 1912 a 1917
Governador - 1917 a 1921
Senador - 1921 a 1929
Senador - 1930 a 1930

LEÔNCIO CORREIA – (1.9.1865 – 19.6.1950)
Por Ato nº: 268 de 22.9.1913 foi nomeado pelo Gr.’. M.’. Lauro Sodré, para membro do Conselho Geral da Ordem do GOB. Ao ser criado o “Cadastro Geral do GOB” em 1914, foi o Dr. Leôncio Correia um dos primeiros a ser registrados em Maio de 1915, recebendo o cadastro Nº: 15.
Um dos poucos republicanos de 1889. Presidente da Liga Espírita do Brasil

LUIZ JOSÉ DE MATTOS – (3.1.1860 – 15.1.1926)
Era membro da Loja “Cinco de Abril”, Cad. Nº: 456, de Santos, da jurisdição do Grande Oriente do Brasil, loja esta fundada em 5.4.1894.
Em 1902 o Ir.’. Luiz de Mattos, já Gr.’. 30; era representante junto á Assembléia Geral do Grande Oriente do Brasil.
Luís José de Mattos Chaves Lavrador (3 de janeiro de 1860 — Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 1926) foi o fundador do racionalismo cristão.
Aos 23 anos tornou-se comerciante de café na praça de Santos. Posteriormente, dedicou-se a vários empreendimentos, como o Banco de Santos e uma estrada de ferro.
Aos cinqüenta anos, após sofrer um ataque cardíaco, foi convidado por Luís Tomás para ir a um centro espírita na cidade de Santos, em busca de restabelecimento. Foi quando iniciou os estudos que acabaram por fornecer-lhe as bases para a defesa do espiritismo como ciência e filosofia, sem conotação religiosa. Daí surgiu o Espiritismo Racional e Científico Cristão, que depois se tornaria racionalismo cristão.

NILO PROCÓPIO PEÇANHA -(2.10.1867 – 31.3.1924) – 7º Presidente Maçom.
Exemplar do Jornal O Oriente Nº: 5, de Maio de 1930, do Rio, em sua 2.a fase, e nesta existe o magnífico retrato de NILO, com facha de Gr.’. Mestre e banda Gr.’. 33… Iniciado na Loja “Ganganelli do Rio”, a data da “iniciação de Nilo Peçanha e sem possibilidade de qualquer dúvida: 11.10.1901, uma sexta-feira, que já então era o dia de sessão da Loja.
Político brasileiro. Assumiu a presidência da república após o falecimento de Afonso Pena, em 14 de junho de 1909, e governou até 15 de novembro de 1910.
Filho de agricultores, Nilo Peçanha nasceu no dia 2 de outubro de 1867 em Campos, no Rio de Janeiro. Cursou o 1° grau em sua cidade natal, completou os estudos no capital fluminense e se formou em direito pela Faculdade de Direito do Recife, em Pernambuco.
Interessado em política, engajou-se nas campanhas abolicionistas e republicanas e, em 1890, elegeu-se deputado constituinte. Em 1903, foi eleito presidente do Estado do Rio de Janeiro e, em 1906, participou como vice-presidente da chapa de Affonso Penna. Com a morte do presidente, assumiu o cargo aos 41 anos. Seu governo, que durou um ano e três meses, foi marcado por uma disputa sucessória entre São Paulo e Minas Gerais pelo poder do país.
A oligarquia paulista lançou Rui Barbosa para suceder Peçanha, em aliança com a Bahia, enquanto a oligarquia de Minas Gerais se aliou com o Rio Grande do Sul e apoiou o marechal Hermes da Fonseca.
Em seu governo, Peçanha restaurou o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio e incentivou a policultura, com o objetivo de diminuir a dependência econômica do país.Criou em 1910 o serviço de proteção ao índio, sob a direção de Cândido Rondon.
Administrou a questão sucessória com o lema Paz e Amor e concluiu o mandato em 1910, substituído por Hermes da Fonseca. Voltou a disputar as eleições para a presidência em 1921, como candidato da chapa Reação Republicana, de oposição às oligarquias estaduais, mas foi derrotado. Morreu em 1924, no Rio de Janeiro.

MANOEL LUIZ OSÓRIO - MARQUES DO HERVAL – (10.5.1808 – 4.10.1879)
… Iniciado em 1.8.1870 na loja “AMERICA”, de S. Paulo… Eleito em 10.2.1896, Grão Mestre Adjunto, na chapa do Gr.’. M.’. Macedo Soares, ao ser reeleito.
Militar e político brasileiro, herói da Guerra da Tríplice Aliança. É o patrono da Arma de Cavalaria do Exército brasileiro.
Ingressou no Exército aos 14 anos e com 17 anos incompletos já era alferes. Participou de todas as batalhas ocorridas no sul do continente, desde a batalha de Sarandi, na guerra da província Cisplatina, em 1825, na qual já se distinguiu por habilidade e bravura.
Lutou ainda em Passo do Rosário (1828), na Revolução Farroupilha (1835-1845) e na batalha de Monte Caseros (1852), contra o ditador argentino Juan Manuel Rosas.
Em 1856, tornou-se general e, nove anos depois, marechal-de-campo, depois de ter organizado, no Rio Grande do Sul, o Exército brasileiro que participou da guerra do Paraguai (1865-1870). Comandou as tropas brasileiras que invadiram esse país, em 16 de abril de 1866. Em maio, planejou a estratégia que permitiu ao Brasil vencer a batalha de Tuiuti, a maior do conflito. Foi agraciado com o título de barão e depois marquês do Erval.
De julho desse ano a julho do ano seguinte, ficou no Rio Grande do Sul, reunindo novos contingentes para o Exército. Voltou ao campo de batalha em 1868 e mais uma vez demonstrou competência, conquistando a fortaleza de Humaitá e vencendo a batalha de Avaí. Contas-e que Osório era um homem simples, nada aristocrático, que se dava bem com os soldados e, assim como eles, estava sempre pronto para entrar em ação.
Sete anos depois do fim da guerra, foi chamado pelo imperador a ocupar uma cadeira no senado e promovido ao posto de marechal-de-exército. Em 1878, foi nomeado ministro da guerra, com a ascenção do Partido Liberal ao poder. Permaneceu no cargo até a morte.
Contam os historiadores da época que, certa vez, despachando juntamente com outros ministros diante do imperador, percebeu que dom Pedro 2o cochilava, sem dar atenção ao que eles diziam.
Aborrecido, Osório deixou cair estrondosamente seu sabre ao chão. Abruptamente despertado, o imperador o admoestou: “Acredito que o senhor não deixava cair suas armas quando estava no Paraguai, marechal”. “Não, majestade”, respondeu Osório, “mesmo porque lá nós não cochilávamos em serviço…”

DOM PEDRO I - PRÍNCIPE REGENTE – (12.10.1798 – 24.9.1834)
… Na 9ª sessão, em 2.8.1822 iniciado nos augustos mistérios D. Pedro, Príncipe Regente, que adotou o nome heróico de GUATIMOSIM. … Entre 29.9. e 3.10.1822 resolveu o GOB, secretamente, conduzir D. Pedro – Príncipe Regente ao cargo de Gr.’. Mestre…
Principal responsável pela Independência do Brasil, D. Pedro foi o primeiro imperador do país e 27° rei de Portugal, com o título de Pedro 4°. Filho do então monarca D. João 6°, que na época governava Portugal, Brasil e Algarves, e da rainha Carlota Joaquina de Bourbon, Pedro viveu em Portugal até os 9 anos, quando teve que vir juntamente com a família real para o Brasil por ocasião da invasão dos franceses a Portugal, em 1807.
Educado por religiosos, gostava de praticar esportes, como a equitação, e tinha especial prazer pela música, sendo o compositor do Hino Nacional de Portugal até 1920 e do Hino à Independência do Brasil. Dois anos depois de tornar-se herdeiro da Coroa, com a ascensão de D. João a rei de Portugal, D. Pedro 1° casou-se, em 1818, com Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo, arquiduquesa da Áustria.
Independência do Brasil
Com o retorno de seu pai para assumir o trono de Portugal, após a Revolução do Porto, Pedro foi nomeado Príncipe Regente do Brasil em 22 de abril de 1821. Pouco tempo depois, ao perceber que já começava no Brasil uma insatisfação contra o regime colonial, a corte portuguesa despachou um decreto ordenando que ele retornasse para a sua terra natal. O pedido provocou uma enorme comoção nacional e D. Pedro resolveu permanecer no Brasil, criando o famoso “Dia do Fico”, ocorrido no dia 9 de janeiro de 1822. “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico”, disse o então príncipe.
A decisão enfureceu a corte portuguesa que, pouco tempo depois, enviou uma carta com uma série de retaliações caso este fato se consumasse. Assim que recebeu a mensagem, durante uma viagem entre Santos e a capital paulista, D. Pedro 1º, às margens do Riacho do Ipiranga, proferiu o famoso grito de “Independência ou Morte!”, proclamando a Independência Política do Brasil, em 7 de setembro de 1822, rompendo definitivamente as relações do Brasil com Portugal. Quando retornou ao Rio de Janeiro, foi consagrado imperador e defensor perpétuo do Brasil.
Apesar de possuir idéias liberais, seus primeiros atos como imperador foram contraditórios: demitiu um dos maiores articuladores da proclamação da independência, José Bonifácio de Andrade e Silva, e dissolveu a Assembléia Constituinte. A nova Constituição foi elaborada em 1824 por um Conselho de Estado indicado pelo novo imperador.
Abdicação do trono
Após a morte de D. João 6°, D. Pedro 1°, contrariando a Constituição que aprovara, foi para Lisboa assumir o trono de seu pai, tornando-se D. Pedro 4°, o 27° rei de Portugal. Como não podia acumular as duas coroas, em 29 de abril de 1826, abdicou do trono de Portugal em favor de sua filha, Maria da Glória, e escolheu a Infanta Isabel Maria para regente do cargo. Casou-se novamente três anos depois com Amélia Augusta Eugênia Napoleão de Leuchtemberg.
A sua popularidade entre os brasileiros começou a cair quando D. Pedro 1° demonstrou indecisão entre escolher o Brasil e Portugal para governar. Além disso, os constantes atritos com as forças políticas do Brasil fizeram com que o imperador abdicasse do trono em 7 de abril de 1831 em nome do filho, Pedro de Alcântara, que se tornou D. Pedro 2°.
Retorno para Portugal
Após a renúncia, D Pedro 1° retornou para Portugal, onde lutou para restituir sua filha ao trono, que havia sido tomado pelo irmão Miguel. Com a reconquista do trono e a decretação da maioridade de sua filha, coroada como Maria 2ª, D. Pedro 1° contraiu uma tuberculose e morreu no palácio de Queluz, com 36 anos. Apesar de comandar duas nações, seu corpo foi enterrado apenas com as honras de um general, no pavilhão de São Vicente de Fora. Somente em 1972, durante as comemorações dos 150 anos da Independência do Brasil, os seus restos mortais foram transladados para o Monumento do Ipiranga, em São Paulo.
O primeiro imperador do Brasil teve vários filhos. De seu primeiro casamento nasceram Maria da Glória, Miguel, João Carlos, Januária, Paula, Francisca e Pedro de Alcântara. Do segundo casamento teve a princesa Maria Amélia.
Já do seu relacionamento extraconjugal com Domitila de Castro Canto e Melo, a quem ele deu o título de Marquesa de Santos, nasceram cinco filhos: um menino natimorto, Isabel Maria de Alcântara Brasileira, Pedro de Alcântara Brasileiro, morto antes de completar um ano, Maria Isabel de Alcântara Brasileira, que morreu com nove meses e Maria Isabel 2ª de Alcântara Brasileira.
Seu nome completo era Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

Euclydes PINTO MARTINS - (15.4.1892 – 12.4.1924)
EUCLYDES PINTO MARTIS era maçom, e foi recebido com todas as honras em sessão extraordinária da Assembléia Geral do Grande Oriente do Brasil, de 13.3.1923… Recebeu em SÃO LUIZ (MA),… Dois títulos de MEMBRO HONORÁRIO das Lojas “BECK-MANN” e “17 DE OUTUBRO”, por ocasião de sua passagem por aquela cidade.
Aviador brasileiro
Euclides Pinto Martins (Camocim, 15 de abril de 1892 — Rio de Janeiro, 12 de abril de 1924) foi um aviador brasileiro. Ainda jovem e em fins de 1922 foi escolhido como parte da tripulação de um avião fretado pelo jornal “The New York World”, que patrocinava a tentativa de uma viagem aérea pioneira entre as Américas do Norte e do Sul.
Aquela foi uma época de grandes raides mas se hoje é ainda temerário sobrevoar a Amazônia em aeronaves pequenas, na década de 1920 isso quase beirava a loucura.
A viagem começou em Nova Iorque, em novembro de 1922, e terminou no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1923, após terem sido cobertos os 5678 quilômetros do percurso com cem horas de vôo a cada instante interrompidos pelos mais variados problemas, e primeiro pouso em águas brasileiras ocorreu no dia 17 de novembro de 1922, quando Martins e seus colegas americanos aterrissaram na foz do rio Cunani.
O episódio foi posteriormente narrado pelo próprio Pinto Martins a um repórter do Jornal “O Estado do Pará”:
“Quando levantamos vôo de Caiena encontramos forte temporal pela proa. Rompemos o mau tempo com dificuldade, mas tivemos de procurar abrigo. Tomei a direção do aparelho (ele era co-piloto) e depois de reconhecer o rio Cunani aí descemos às 3,30 horas. O tempo, lá fora, era mpetuoso e ameaçador. Não nos foi possível prosseguir e passamos a noite matando mosquitos e com bastante fome, pois não contávamos interromper a rota…”
Essa e outras aventuras tornaram a viagem New York-Rio uma terrível aventura de obstáculos, só superados pela coragem dos tripulantes. Martins foi recebido pelo presidente Artur Bernardes e recebeu um prêmio de 200 contos de réis. Viajou à Europa, voltou ao Rio e iniciou negociações para explorar petróleo. Foi quando ocorreu sua morte brutal, no dia 12 de abril de 1924. Até hoje o episódo não está bem explicado, mas Monteiro Lobato, em seu livro “Escândalo do Petróleo e do Ferro”, sustenta que Martins foi vítima dos poderosos lobbies interessados em atrasar o desenvolvimento brasileiro.
A verdade talvez nunca venha a ser conhecida. Depois de discutir com seu companeiro de viagem Walter Hinton ele sacou de uma arma e suicidou-se a vista da amante.
Em 1952, atendendo as aspirações dos seus conterrâneos, o Presidente Café Filho sancionou Lei no Congresso oficializando o nome de Pinto Martins para o aeroporto da capital cearense. Justiça, mas ainda pequena, para o homem dinâmico que na década de 1920 soube antever a importância econômica da ligação aérea regular entre os Estados Unidos e o Brasil. E que teve coragem de investir na exploração de petróleo, no Brasil, quando isso era por todos apontado como uma loucura (Sobre a relação de Pinto Martins com a exploração do petróleo, há algumas informações adicionais no livro de Monteiro Lobato “O Escândalo do Ferro e do Petróleo”, que o coloca como um dos mártires dos estudos de prospecção de petróleo no Brasil). A viagem New York-Rio de Janeiro também era considerada loucura, mas ele a concluiu.
O Aeroporto Internacional Pinto Martins, aeroporto de Fortaleza, leva seu nome.

MANOEL MARQUES DE SOUZA - CONDE DE PORTO ALEGRE -(13.6.1804- 18.7.1875)
Pertencia ao quadro da Loja “FIDELIDADE E FIRMEZA” de Porto Alegre (RS), e de cujo “Capítulo” era membro, isto no tempo em que esta oficina ainda estava na jurisdição do Grande Oriente Brasileiro, do Passeio… Seu nome aparece no “Quadro” dos SS.’. GG.’. II.’. GG.’. Gr.’. 33 do Supremo Conselho, incorporado ao GOB, em 1855, sob a rubrica “Membros EXTRANUMERÁRIOS”.
Manuel Marques de Sousa, primeiro e único barão, visconde com grandeza e conde de Porto Alegre, (Rio Grande, 13 de junho de 1804
Nobre e militar brasileiro
Rio de Janeiro, 18 de julho de 1875) foi um nobre e militar brasileiro.
Oriundo de uma família de fidalgos generais. Era filho de Manuel Marques de Sousa (2°) e neto de Manuel Marques de Sousa (1°) e, portanto, descendente das primeiras famílias povoadoras da vila de Rio Grande. Desde a sua infância demonstrava pendor para a carreira das armas, tendo assentado praça no 1° regimento de cavalaria, em 1818.
Combateu em Passo do Rosário em 20 de fevereiro de 1827, ao final da Guerra Cisplatina; na Revolução Farroupilha, nas tropas legalistas; na Guerra contra Oribe e Rosas, onde comandou a 1º Divisão Brasileira que integrou o Exército Aliado que derrotou forças ao ditador argentino Rosas.
Ao iniciar a Guerra do Paraguai, já estava aposentado, entretanto apresentou-se como voluntário. Tendo sido comandante brasileiro das forças que obrigaram os paraguaios, que invadiram o Rio Grande do Sul por São Borja, a se renderem em Uruguaiana, em presença do Imperador D. Pedro II e dos presidentes Bartolomeu Mitre e Venâncio Flores da Argentina e do Uruguai. Participou de esforço na Guerra do Paraguai a frente de seu 2º Corpo de Exército, a base de Cavalaria da Guarda Nacional gaúcha. Seu grande momento como líder de combate foi comandar pessoalmente a vitória do exército aliado na 2ª Batalha de Tuiuti, com extrema bravura.
Por estas, e por diversas outras passagens de sua vida, ficou conhecido como “Centauro de Luvas”, alcunha que lhe foi concedida por alguns historiadores. É o patrono da tradicional unidade do exército em Uruguaiana, o 8º Regimento de Cavalaria Mecanizado Conde de Porto Alegre.
Dos títulos que recebeu, constam a grã-cruz da Imperial Ordem de Cristo, dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, cavaleiro da Imperial Ordem de São Bento de Avis e todas as medalhas das campanhas do Uruguai, Argentina e Paraguai. Foi eleito deputado à Assembléia Provincial por diversas vezes; foi Ministro e Secretário dos Negócios de Guerra da Província; foi barão em 1852; visconde em 1866 e conde em 1868. Foi homenageado em Porto Alegre com um monumento, e emprestou seu nome para uma praça e uma rua da cidade.
Sua mais célebre e notória frase, que consta dos arautos da história, foi dita a um general Uruguaio durante a Guerra da Cisplatina: “Já fui muito em tão pouco, já fui pouco por muito. Se assim sou, nego-me. Se me nego, talvez assim seja. E não tente compreender: se coragem tiver, apenas sinta o nobre sangue que pulsa em minhas veias”.

PRUDENTE José DE MORAES Barros – 3º Presidente Maçom – (4,10.1841- 3.12.1902)
Político brasileiro, terceiro presidente do Brasil e primeiro civil a assumir este cargo.
Ao fundar a Loja Maçônica “PIRACICABA”; no ano de 1875, já em 24.11, deste mesmo ano recebendo Breve Constitutivo do Grande Oriente Unido de “Saldanha Marinho”, surgissem entre os 35 fundadores os nomes dos dois irmãos carnais: Prudente José de Moraes Barros, que se tornou ORADOR na 1ª Administração da Loja, regularizada em 10.2.1876, e Manoel de Moraes Barros (posteriormente Deputado Federal até 1895 e Senador até 1901,…).
Ficha de Prudente de Morais:
Nome completo: Prudente José de Morais e Barros
Data de Nascimento: 4 de outubro de 1841
Local de Nascimento: Itu (SP)
Data da Morte: 3 de dezembro de 1902
Local da Morte: Piracicaba (SP)
Primeira-dama: Adelaide Benvinda Silva Gordo
Partido: Político: PRP
Profissão: Advogado
Mandato de Prudente de Morais:
Início do mandato: 15 de novembro de 1894
Fim do mandato: 15 de novembro de 1898
Tempo de Mandato: 4 anos
Precedido por: Floriano Peixoto
Sucedido por: Campos Sales
Votos recebidos: 276.583 (duzentos e setenta e seis mil quinhentos e oitenta e três)
Idade ao assumir: 53 anos
Tipo de eleição: Direta
Posse: em 15 de novembro de 1894, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Ubaldino do Amaral Fontoura.
Afastamento: em 10.11.1896 a 03.03.1897, por motivo de doença, período em que assumiu o Vice-Presidente.
Vice-Presidente: Manuel Vitorino Pereira
Votos recebidos do vice-presidente: 249.638 (duzentos e quarenta e nove mil seiscentos e trinta e oito)
Posse do vice-presidente: em 15.11.1894, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor Ubaldino do Amaral Fontoura
Observação: Exerceu a Presidência por enfermidade do titular no período de 10.11.1896 a 03.03.1897.
Ministros de Estado de Prudente de Morais:
Ministério da Justiça e Negócios Interiores:
• Antônio Gonçalves Ferreira – 15.11.1894 a 30.08.1896
• Alberto de Seixas Martins Torres – 30.08.1896 a 07.01.1897
• Bernardino José de Campos Júnior (Interinamente) – 07.01.1897 a 19.01.1897
• Amaro Bezerra Cavalcânti de Albuquerque – 19.01.1897 a 15.11.1898
Ministério da Marinha:
• Eliziário José Barboza, Almirante – 15.11.1894 a 21.11.1896
• Manoel José Alves Barboza – 21.11.1896 a 15.11.1898
Ministério da Guerra:
• Bernardo Vasques, General-de-Divisão – 15.11.1894 a 23.11.1896
• Dionysio Evangelista de Castro Cerqueira, General-de-Brigada (Interinamente) – 23.11.1896 a 04.01.1897
• Francisco de Paula Argollo, General-de-Brigada – 04.01.1897 a 17.05.1897
• Carlos Machado de Bittencourt, Marechal – 17.05.1897 a 05.11.1897
• João Thomaz de Cantuária, General-de-Divisão – (Interino)
• João Thomaz de Cantuária, General-de-Divisão – 06.11.1897 a 15.11.1898
Ministério das Relações Exteriores:
• Carlos Augusto de Carvalho – 15.11.1894 a 01.09.1896
• Dionysio Evangelista de Castro Cerqueira – 01.09.1896 a 15.11.1898
Ministério da Fazenda:
• Francisco de Paula Rodrigues Alves – 15.11.1894 a 20.11.1896
• Bernardino José de Campos Júnior – 20.11.1896 a 15.11.1898
Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas:
• Antônio Olyntho dos Santos Pires – 15.11.1894 a 20.11.1896
• Joaquim Duarte Murtinho – 20.11.1896 a 01.10.1897
• Dionysio Evangelista de Castro Cerqueira – 01.10.1897 a 13.11.1897
• Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda – 13.11.1897 a 27.06.1898
• Jerônymo Rodrigues de Moraes Jardim, Marechal – 27.06.1898 a 15.11.1898

QUINTINO de Souza BACAYUVA – (4.12.1836 -11.7.1912)
Foi iniciado maçom em 1861 na Loja “AMIZADE”, de São Paulo (SP)
Em sessão de 21.6.1902 a Assembléia Geral resolve por unanimidade, conferir ao Gr.’. M.’. “Quintino Bocayuva” o título de GRANDE BENEMÉRITO, conferindo-lhe uma medalha de OURO pesando 29,4 grs e com 32 mm. Davam-lhe o título de “Patriarca da República”.
Sempre se declarou maçom e livre pensador, e pediu aos seus familiares que não fosse pedida qualquer missa ou outro serviço religioso, e que fosse como de fato foi, enterrado em cova rasa e sem qualquer enfeite e inscrição, no Cemitério de Jacarepaguá, e que depois seus ossos fossem para o ossário comum.
Jornalista e político brasileiro conhecido por sua atuação no processo de Proclamação da República.
Quintino Antônio Ferreira de Sousa Bocaiúva (Itaguaí, 4 de dezembro de 1836 — Rio de Janeiro, 11 de junho de 1912) foi um jornalista e político brasileiro, conhecido por sua atuação no processo da Proclamação da República. Como político, foi o primeiro ministro das relações exteriores da República, de 1889 a 1891, e presidente do estado do Rio de Janeiro, de 1900 a 1903.
Em 1850 mudou-se para a cidade de São Paulo, iniciando a vida profissional como tipógrafo e revisor. Preparando-se para cursar Direito, foi forçado a abandonar os estudos por falta de recursos. Nesta fase, colaborou no jornal Acaiaba (1851), quando adotou o nome Bocaiúva (nome comum a duas espécies nativas de palmeira), para afirmar o nativismo.
Defensor ardoroso das idéias republicanas, de volta à cidade do Rio de Janeiro trabalhou no jornal Diário do Rio de Janeiro (1854) e Correio Mercantil (1860-1864), vindo a ser o redator do Manifesto Republicano, que veio a público em 3 de Dezembro de 1870, na primeira edição do A República, e em cujas páginas escreveu até o encerramento, em 1874, quando fundou o jornal O Globo (1874-1883). Em 1884 fundou O Paiz, que exerceu grande influência na campanha republicana.
Maçom, iniciado na Loja Amizade (São Paulo, 1861), era contrário às idéias positivistas. Polemista de discurso agressivo e lógico, no Congresso Republicano (São Paulo, Maio de 1889) prevaleceu a tese de uma campanha doutrinária pela imprensa para o advento gradual da República.
Papel na proclamação
A aproximação de personalidades civis (chamados de casacas) e militares descontentes com o regime monárquico (especificamente junto a Benjamin Constant e ao Marechal Deodoro da Fonseca), foi decisiva nos acontecimentos que levaram à deposição do Imperador e à Proclamação da República Brasileira (1889).
Foi o único civil a cavalgar, ao lado de Benjamin Constant e do Marechal Deodoro da Fonseca, com as tropas que se dirigiram ao quartel-general do Exército brasileiro, na manhã de 15 de Novembro, quando da proclamação da República.
Atuação como político
Com esta, participou do Governo Provisório, assumindo a pasta das Relações Exteriores. Nessa qualidade, negociou e assinou o Tratado de Montevidéu (25 de janeiro de 1890) visando solucionar a Questão de Palmas, entre o Brasil e a Argentina. Considerando que o diplomata extrapolou quanto à concessão territorial para a conclusão das negociações, o Congresso Nacional do Brasil rejeitou os termos do Tratado (1891) e Bocaiúva deixou a pasta para continuar como Senador pelo Estado do Rio de Janeiro na Assembléia Nacional Constituinte. Permaneceu no cargo até à votação da Constituição (24 de Fevereiro de 1891), renunciando ao mandato para retornar ao jornalismo, à frente de O Paiz. Pela atuação na imprensa, foi cognominado, pelos contemporâneos como “o
Príncipe dos Jornalistas Brasileiros”.
Em 1899 foi reeleito Senador, sendo subseqüentemente escolhido para o governo do Estado do Rio de Janeiro (1900-1903). De 1901 a 1904, na Maçonaria, ocupou o Grão-Mestrado do Grande Oriente do Brasil, posto mais elevado na hierarquia da Ordem. Em 1909 retornou ao Senado, tendo exercido o cargo de vice-presidente de 1909 a 1912. Nessa função, apoiou a candidatura do Marechal Hermes da Fonseca à presidência da República (1910) e, nesse mesmo ano, ocupou a presidência do Partido Republicano Conservador do caudilho gaúcho José Gomes Pinheiro Machado.
Quintino Bocaiúva faleceu no bairro do Rio de Janeiro onde morava, e que hoje, em homenagem, leva o nome: Quintino Bocaiúva.

JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS – Barão do RIO BRANCO -(20.4.1845 – 10.2.1912)
…iniciado na Loja ESTRELA DO NORTE, Rio de Janeiro, em 3.2.1872, portanto pouco antes de ser feita a UNIÃO entre GOB. e o Gr.’. Or.’. dos Beneditinos, de Saldanha Marinho (20.5.1872). Em 1873 o nosso biografado foi eleito pela Loja para Ven.’. ,… Acabando por receber, em 17.6.1876, o título de “Filiando Livre” do quadro.
José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, foi professor, político, jornalista, diplomata, historiador e biógrafo.
Diplomata, ministro e historiador brasileiro conhecido como o Barão do Rio Branco.
Nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de abril de 1845, e faleceu na mesma cidade, em 10 de fevereiro de 1912.
Rio Branco era filho de José Maria da Silva Paranhos, o visconde do Rio Branco. Cursou o Colégio Pedro II, a Faculdade de Direito de São Paulo, depois a de Recife. Bacharel em 1866, viajou pela Europa e, na volta, regeu a cadeira de Corografia e História do Brasil no Imperial Colégio.
Em 1869, foi nomeado promotor público de Nova Friburgo. No mesmo ano acompanhou, como secretário da Missão Especial, o visconde do Rio Branco ao rio da Prata e ao Paraguai. No mesmo caráter se manteve, em 1870 e 1871, nas negociações de paz entre os membros da Tríplice Aliança e o Paraguai.
Regressando ao Rio, dedicou-se ao jornalismo. Foi dirigir o jornal A Nação, juntamente com Gusmão Lobo. Em maio de 1876, Rio Branco deixava o jornalismo para aceitar o cargo de cônsul-geral do Brasil em Liverpool.
Em 1884, recebeu a comissão de delegado à Exposição Internacional de São Petersburgo e, depois de proclamada a República, foi nomeado, em 1891, em substituição do conselheiro Antonio Prado, superintendente geral na Europa da emigração para o Brasil, cargo que exerceu até 1893.
Durante a estadia na Europa, produziu várias obras: redigiu uma Memória sobre o Brasil para a Exposição de São Petersburgo; para o Le Brésil, de Sant’Anna Nery, escreveu Esquisse de l’Histoire du Brésil; apresentou contribuições para a Grande Encyclopédie, de Levasseur, na parte relativa ao Brasil.
Argentina e Amapá
Em 1893, Floriano Peixoto escolheu Rio Branco para substituir o barão Aguiar de Andrade, falecido no desempenho da missão encarregada de defender os direitos do Brasil aos territórios das Missões. A questão, nos últimos dias do Império, fora submetida ao arbitramento do presidente Cleveland, dos EUA, como resultado do tratado de 7 de setembro de 1889, concluído com a Argentina.
Rio Branco, encarregado de advogar os pontos de vista brasileiros, apresentou ao presidente Cleveland uma exposição, acompanhada de valiosa documentação, reunida em seis volumes, A questão de limites entre o Brasil e a Argentina, obra que muito contribuiu para o laudo arbitral de 5 de fevereiro de 1895, inteiramente favorável às pretensões brasileiras.
Em 1898, foi encarregado de resolver outro importante assunto diplomático: a questão do Amapá. O Tratado de 10 de abril de 1897 escolheu para árbitro da questão o presidente da Suíça. Rio Branco vinha estudando a questão do Amapá desde 1895. Ao chegar a Berna, apresentou uma memória de sete volumes. A sentença arbitral, de 1º de dezembro de 1900, foi favorável ao Brasil, e o nome de Rio Branco foi colocado em plano de superioridade em relação a qualquer outro político ou estadista brasileiro da época.
Ministro das Relações Exteriores
Em 31 de dezembro de 1900 foi nomeado ministro plenipotenciário em Berlim. Em 1902 foi convidado pelo presidente Rodrigues Alves a assumir a pasta das Relações Exteriores, na qual permaneceu até a morte, em 1912.
Logo no início de sua gestão, defrontou-se com a questão do Acre, território fronteiriço que a Bolívia pretendia ocupar, solucionando-a pelo Tratado de Petrópolis. A seguir, encetou negociações com outros países limítrofes, cujas fronteiras com o Brasil suscitavam questões litigiosas. Seu empenho encerrou as velhas disputas que o Brasil mantinha com quase todos os países da América do Sul.
Em 1901, apesar dos esforços e do valor intelectual do plenipotenciário brasileiro, Joaquim Nabuco, a questão da Guiana Inglesa foi resolvida, por laudo do árbitro Victor Emanuel, rei da Itália, contra o Brasil. Rio Branco, no entanto, soube entender os motivos do laudo que despojava o Brasil de uma parte do seu território e deu a Joaquim Nabuco a compensação de nomeá-lo embaixador do Brasil em Washington.
Definindo o contorno do território brasileiro
Veio, depois, uma série de tratados memoráveis: em 1904, com o Equador; em 1906, com a Guiana Holandesa; em 1907, com a Colômbia; em 1904 e 1909, com o Peru; em 1910, com a Argentina. Ficavam definidos, de um modo geral, os contornos do território brasileiro, assim como, com pequenas alterações, ainda hoje subsistem.
Além da solução dos problemas de fronteira, Rio Branco lançou as bases de uma nova política internacional, adaptada às necessidades do Brasil moderno. Foi, nesse sentido, um devotado pan-americanista, preparando o terreno para uma aproximação mais estreita com as repúblicas hispano-americanas e acentuando a tradição de amizade e cooperação com os Estados Unidos.

JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS – Visconde do RIO BRANCO - (16.3.1819 – 1.11.1880)
Em 1840, “Silva Paranhos” tinha sido iniciados, provavelmente na Loja “Segredo e Beneficência”, do Rio de Janeiro,… Em 1.9.1867 foi “Paranhos” admitido como FILIANDO LIVRE na Loja “Amizade fraternal”, Rio, e nesta oficina tornando-se membro ATIVO em 1.10.1870, e em seu quadro de 1878 tendo o n.o 17
Senador e diplomata do Império do Brasil
Senador Visconde do Rio Branco
José Maria da Silva Paranhos
Título: Visconde do Rio Branco
Nascimento: 16/3/1819
Natural de: Salvador – BA
Filiação: Agostinho da Silva Paranhos
e Josefa Emerenciana Barreiros Paranhos
Falecimento: 1/11/1880
Histórico Acadêmico
Secundário Academia Naval
Engenheiro Escola Militar da Corte
Matemática
Cargos Públicos
Ministro da Fazenda do XXV Gabinete do II Império
Ministro Residente do Brasil em Montevidéu
Ministro da Fazenda do XXV Gabinete do Império
Ministro da Guerra do XXV Gabinete do II Império
Ministro de Estrangeiros do XXIII Gabinete do II Império
Ministro da Fazenda do XIV Gabinete do Império
Ministro de Estrangeiros do XIV Gabinete do II Império
Ministro da Guerra do XIV Gabinete do II Império
Ministro da Marinha do XII Gabinete do II Império
Ministro de Estrangeiros do XII Gabinete do II Império
Ministro da Marinha do XII Gabinete do II Império
Membro honorário da British and Foreing anti-slavery society, de Londres
Presidente do Montepio Agrícola
Presidente do Montepio de Economia dos Servidores do Estado
Ministro do Estrangeiros
Conselheiro de Estado
Ministro dos Estrangeiros
Ministro da Marinha
Ministro da Fazenda
Ministro Plenipotenciário
Ministro Presidente em Montevidéu
2º Tenente do Imperial Corpo de Engenheiros
Presidente do Conselho Ministerial do XXV Gabinete do II Império
Profissões
Jornalista
Servidor Público
Diplomata
Professor(a)
Mandatos
Vice-presidente de Província - 1846
Presidente de Província - 1846
Deputado Provincial - 1845 a 1847
Deputado Provincial - 1848
Deputado Geral - 1848 a 1848
Deputado Provincial - 1853 a 1856
Deputado Geral - 1854 a 1856
Deputado Geral - 1857 a 1860
Presidente de Província - 1858 a 1859
Deputado Geral - 1861 a 1862
Senador - 1863 a 1880
Trabalhos Publicados
- Vários relatórios:
O Nosso Tempo, Jornal político-literário. Rio de Janeiro, 1844-1845.
Moribundo
Jornal Político
Joco-sério. Rio de Janeiro, 1849
Cartas de um amigo ausente. Publicado no Jornal do Comércio, Rio de Janeiro.
Projeto de Código Criminal Militar. Rio de Janeiro, 1864.
A Convenção de 20/02. Rio de Janeiro, 1865.
Discurso do Ministro e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros. Rio de Janeiro, 1855.
Discurso do Ministro da Fazenda, proferido na Câmara dos Deputados na sessão de 27/06/1861. Rio de Janeiro, 1861.
Discurso pronunciado na Câmara dos Deputados em 14/07/1862, sobre política externa.
Proposta do Governador sobre Reforma do Estado Servil. Rio de Janeiro, 1871.
Sessões Legislativas de 1870-1871. Rio de Janeiro, 1871.
Questão Religiosa – Discurso no Senado. Rio de Janeiro, 1873.
Voto de Graças – Discurso. Rio de Janeiro, 1873.
Companhia de Navegação do Amazonas – Discuros proferido no Senado, em 10/10/1877. Rio de Janeiro, 1877.
A Medalha Hawkshaw – Discurso proferido, em 13/11/1877, no Instituto Politécnico Brasileiro, em sessão de 13/11/1877. Rio de Janeiro, 1877.
Discurso pronunciado na abertura da sessão da Assembléia Geral da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional, em 30/10/1877, Rio de Janeiro.
Notas de viagem
Memórias Íntimas. Deixou, ainda, inéditos alguns trabalhos.
Homenagens Recebidas
- Visconde do Rio Branco com grandeza-1870;
- Comendador da Ordem da Rosa;
- Grã-Cruz da Ordem Francesa da Legião da Honra;
- Grã-Cruz da Ordem Portuguesa da Vila-Viçosa;
- Grã-Cruz da Ordem de Cristo;
- Grã-Cruz da Ordem de Carlos III, da Espanha;
- Grã-Cruz da Ordem de S. Maurício e São Lazáro, da Itália;
- Grã-Cruz da Ordem de Leopoldo, da Bélgica;
- Dignatário das Ordens da Águia Branca e Santana, da Rússia;
- Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira.
- Professor jubilado da Escola Politécnica, honorário da Escola de Belas Artes;
- Major honorário do Exército.

Ruy Barbosa (5.11.1849 – 1.3.1923)
Foi RUY BARBOSA iniciado em 1.7.1869 pela Loja “América” de São Paulo (SP), da jurisdição do Grande Oriente do Brasil, dos Beneditinos, de “Saldanha Marinho”. Consta o nome de Ruy no quadra da Loja de 1870 (Ref.1870, 505) sob ref. 101 com idade de 22 anos”, estudante.
Jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro.
Rui Barbosa de Oliveira bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1870. No início da carreira, na Bahia, engajou-se numa campanha em defesa das eleições diretas e da abolição da escravatura. Depois, seria político relevante na República Velha, ganhando projeção internacional durante a Conferência de Paz de Haia (1907), em que defendeu a teoria brasileira de igualdade entre as nações.
Eleito deputado na Assembléia Provincial da Bahia em 1878, passou no ano seguinte a deputado geral (ou seja, representante da província no Legislativo nacional, no Rio de Janeiro). Atuou na elaboração da reforma eleitoral, na reforma do ensino e na emancipação dos escravos.
Com a República, tornou-se vice-chefe do governo provisório e assumiu a pasta das Finanças. Também escreveu o projeto da Carta Constitucional da República. Sendo dissolvido o Congresso por Deodoro da Fonseca, Rui abandonou o cargo que ocupava e passou à oposição.
Em 1893, envolveu-se na Revolução da Armada e acabou exilado. Após ter passado pela Argentina, Lisboa, Paris e Londres, voltou para o Brasil e foi eleito senador pela Bahia em 1895.
Rodrigues Alves, presidente da república, designou-o representante do Brasil na 2ª Conferência de Paz de Haia. No Brasil, dada sua brilhante inteligência e eloqüência, ganhou por isso o título “Águia de Haia”.
A verdade, porém, é que a impressão causada por lá não foi tão positiva assim (o representante alemão, por exemplo, não foi o único a considerar Rui “o mais aborrecido dos participantes”). No final da vida, ainda seria eleito juiz do Tribunal Internacional de Haia.
Em 1916, indicado pelo então presidente Venceslau Brás, representou o Brasil no centenário da independência argentina, discursando na Faculdade de Direito de Buenos Aires sobre o conceito jurídico de neutralidade. Em plena Primeira Guerra Mundial, o discurso causaria a ruptura das relações do Brasil com a Alemanha.
Três anos depois, Rui recusaria o convite para chefiar a delegação brasileira na Conferência de Versalhes (1919), que estipulou os termos da paz entre vitoriosos e derrotados na Primeira Guerra.
Com seu enorme prestígio, Rui Barbosa candidatou-se duas vezes à Presidência da República (nas eleições de 1910, contra Hermes da Fonseca, e nas de 1919, contra Epitácio Pessoa em 1919), mas foi derrotado em ambas.
Como jornalista, escreveu para diversos órgãos, em especial “A Imprensa”, o “Jornal do Brasil” e o “Diário de Notícias”, tendo presidido esse último. Sócio-fundador da Academia Brasileira de Letras, sucedeu a Machado de Assis na presidência da casa.
Rui Barbosa morreu aos 73 anos. Sua extensa bibliografia, em mais de cem volumes, reúne artigos, discursos, conferências e anotações políticas escritas durante toda uma vida. Sua vasta biblioteca, com mais de 50 mil títulos, pertence à Fundação Casa de Rui Barbosa, em sua antiga residência no Rio.

JOAQUIM JOSÉ RODRIGUES TORRES - Visconde de Itaboraí -(13.12.1802 – 8.1.1872)
…já em 1843 encontramos Joaquim J. R. Torres no cargo de Grande Orador, com o Gr.’. 18,… Pela última vez encontramos o nome de “Torres”, ainda com o Gr.’. 18, e ocupando o cargo de Gr.’. Orador na 2ª Administração do Gr.’. Or.’. de Passeio, como membro da Comissão, na tentativa de UNIÃO MAÇÔNICA que houve em 18.11.1838.
Jornalista e político brasileiro.
Doutorado em Ciências Naturais e Matemáticas pela Universidade de Coimbra. Grande do Império; Conselheiro de Estado; pertenceu ao Conselho do Imperador; Senador; Membro do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro.
Nomeado Lente Substituto da Academia Militar em 1826. Foi o primeiro Presidente da Província do Rio de Janeiro; Presidente do Banco do Brasil e Inspetor Geral da Instrução Pública. Com o primeiro Gabinete da Regência Trina Permanente, ingressou no Ministério da Fazenda, em 1832, acumulando com a pasta da Marinha. Voltou a titular da pasta da Marinha, por mais cinco períodos, ocupando também interinamente o da Guerra, durante o primeiro Gabinete do Regente Araújo Lima. Com a ascenção do Partido Conservador em 1848, retornou à pasta da Fazenda por quatro anos.
Executou a grande reforma do Ministério da Fazenda em 1850, reorganizando as Tesourarias das Províncias e estruturando a administração central da Fazenda em: Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda, Diretoria-Geral das Rendas Públicas, Diretoria-Geral da Despesa Pública, Diretoria-Geral da Contabilidade, Diretoria-Geral do Contencioso, Tesouraria-Geral e Primeira e Segunda Pagadorias do Tesouro e Cartório. O Tribunal do Tesouro Nacional era constituído pelo Presidente, o Ministro, quatro membros de nomeação imperial, e o Conselho, formado pelos três Diretores-Gerais e o Procurador Fiscal do Tesouro Nacional. Na época imperial, foi o Ministro que teve o maior período de permanência no cargo.
Além dos muitos Relatórios ao Parlamento, na sua bibliografia destaca-se o seguinte:
- Propostas e relatórios. Rio de Janeiro, Tipografia. Nacional, 1850-52.
- Propostas e relatórios. Rio de Janeiro, Tipografia Nacional, 1869-70. Contendo vários mapas e documentos.
Senador Rodrigues Tôrres
Joaquim José Rodrigues Tôrres
Título: Visconde de Itaboraí
Nascimento: 13/12/1802
Natural de: São João de Itaboraí – RJ
Filiação: Manuel Rodrigues Torres
e Emerenciana Matilde Torres
Falecimento: 8/1/1872
Histórico Acadêmico
Secundário Seminário São José
Ciências Matemáticas Universidade de Coimbra
Cargos Públicos
Presidente do Banco do Brasil
2Ministro da Marinha do Primeiro Gabinete da Regência Trina Permanente.
29Ministro da Fazenda do Vigésimo Terceiro Gabinete do Segundo Império
Presidente do Conselho de Ministro do Vigésimo Terceiro Gabinete do II Império
Ministro do Império do Vigésimo Segundo Gabinete do II Império
6Ministro da Fazenda do II Gabinete do II Império
Presidente do Conselho de Ministro do II Gabinete do II Império
22Ministro da Fazenda do Décimo Gabinete do II Império – Interino
Ministro da Marinha do Terceiro Gabinete do II Império
Ministro da Marinha do Terceiro Gabinete do II Império
Ministro da Marinha do Terceiro Gabinete do II Império
Ministro do Império do Quarto Gabinete da Regência Trina Araújo Lima
22Ministro da Marinha do Quarto Gabinete da Regência Araújo Lima
15Ministro da Guerra do Primeiro Gabinete da Regência Araújo Lima
15Ministro da Marinha da Regência Araújo Lima
29Ministro da Marinha do Terceiro Gabinete da Regência Trina Permanente.
3Ministro da Fazenda do Primeiro Gabinete da Regência Trina Permanente.
Conselheiro do Estado
Profissões
Professor(a)
Jornalista
Servidor Público
Mandatos
Deputado Geral - 1834 a 1837
Presidente de Província - 1830 a 1836
Deputado Geral - 1838 a 1841
Deputado Geral - 1843 a 1843
Senador - 1844 a 1872
Trabalhos Publicados
- Torres, Joaquim José Rodrigues. Ensaio Sobre Direito Administrativo, Rio de Janeiro, 1862, 2 V.
- Torres, Joaquim José Rodrigues. Proposta e Relatório apresentado à Assembléia Geral na Segunda Sessão da Décima Quarta Legislatura pelo Ministro-Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda. Rio de Janeiro, 1870.
Homenagens Recebidas
- Oficial da Ordem do Cruzeiro.
- Grã-Cruz da Ordem Espanhola de Carlos III.

UBALDINO DO AMARAL Fontoura – (27de Agosto de 1843 -22.1.1920)
Se tinha iniciado pouco depois de seu retorno a Sorocaba, na Loja “Constância”,… fundada em 8.4.1847, … Constava em seu cadastro sob o Nº: 162. No Rio… ficou no Grande Oriente Unido de Saldanha Marinho, para cuja administração foi eleito no ano de 1877 Gr.’. Orador, sendo empossado em 11 de Abril, nesta ocasião já tendo o Gr.’. 30.
Advogado, senador pelo estado do Paraná, ministro do STF, fundou os jornais Sorocabano e Ipanema e levantou a idéia da construção da Estrada de Ferro Sorocabana.
Ubaldino do Amaral Fontoura, mais conhecido como Ubaldino do Amaral (Lapa, 27 de agosto de 1842 — Rio de Janeiro 22 de janeiro de 1920) foi um professor, advogado, jurista e político brasileiro.
Filho de Francisco Chagas do Amaral Fontoura e d. Gertrudes Pilar do Amaral.
Formou-se como Bacharel de Direito em 1867 na Faculdade de Direito de São Paulo.
Fixou residência e escritório de advogacia em Sorocaba e é nesta cidade paulista que chefia a campanha para o lançamento da Estrada de Ferro Sorocabana.
Transferiu seu escritório para a capital do país (Rio de Janeiro) e lá exerceu as seguintes atividades, paralelamente: Inspetor de Alfândega, menbro do conselho consultivo da caixa de amortização, diretor da instrução primária e secundária da corte, presidente da comissão inspetora da casa de correição, presidente do Banco do Brasil, professor na faculdade de Direito do Rio e também no clube de Guarda-Livros e na escola “Senador Correia”.
Exerceu destacada influência na política brasileira como: senador pelo Paraná de 1891 a 1894, tornando-se vice-presidênte desta casa, além de prefeito do Rio de Janeiro de 1897 a 1898 e ministro do
Supremo Tribunal Federal.
Jurisconsulto de grande valor, integrou as seguintes comissões: árbitro do Brasil nos tribunais mistos Basileiro-Boliviano e Brasileiro-Peruano; embaixador do Brasil à corte permanente de arbitramento do Tribunal de Haia, Holanda; além de comissões em instituições literárias e científicas do país e do estrangeiro.
Faleceu em 22 de janeiro de 1920 aos 77 anos na cidade do Rio de Janeiro.
Senador Ubaldino do Amaral
Ubaldino do Amaral Fontoura
Nascimento: 27/8/1842
Natural de: Lapa – PR
Filiação: Francisco Das Chagas do Amaral Fontoura
e Gertrudes Pilar do Amaral
Falecimento: 22/1/1920
Histórico Acadêmico
Direito Faculdade de Direito
Cargos Públicos
Membro do Conselho Diretor da Instrução Primária e Secundária do Município da Corte
Inspetor da Alfândega
Presidente da Comissão Inspetora da Casa de Correção
Presidente do Conselho de Intendência Municipal
Membro da Comissão de Arbitramento
Diretor do Banco do Brasil
Membro do Conselho de Junta Administrativa da Caixa de Amortização do Banco do Brasil
Presidente do Banco do Brasil
Ministro do Supremo Tribunal Federal
Profissões
Professor(a)
Jurista
Advogado
Mandatos
Vereador -
Senador - 1891 a 1891
Senador - 1892 a 1894
Prefeito - 1897 a 1898
Trabalhos Publicados
- Discurso proferido a 11 de agosto de 1876 no Salão do Grande Oriente Unido do Brasil. Rio de Janeiro, 1876.
- Discurso pronunciado no Congresso Nacional sobre a Constituição da República na Sessão de 19 de dezembro de 1890. Rio de Janeiro, 1891;
- Discurso pronunciado na sessão do Senado de 27 de maio de 1891. Rio de Janeiro, 1891;
- Saldanha Marinho. Perfil biográfico por A. de V. Rio de Janeiro.
- Segunda Conferência no Salão Grande Oriente Unido do Brasil, Rio de Janeiro, Leuzinger, 1894.

EDUARDO WANDENKOLK - (29.6.1838 - 2.10.1902)
Nos registros da Loja “5 de Abril” de Santos (SP) constava o seguinte:”… Em julho de 1902 foi concedido o título de Membro
Honorário ao Ir.: Eduardo Wandenkolk pelos relevantes serviços que ele vinha prestando a IIr.’. da Loja…
Militar da Marinha do Brasil e político brasileiro.
Eduardo Wandenkolk, o Almirante Wandenkolk, (Rio de Janeiro, 29 de junho de 1838 — Rio de Janeiro, 3 de setembro de 1902) foi um militar da Marinha do Brasil e político brasileiro.
Tendo alcançado o posto de almirante, foi ministro da Marinha do governo de Deodoro da Fonseca e senador da República de 1890 a 1900. Foi reformado pelo marechal Floriano Peixoto em 1892, após ter assinado o Manifesto dos 13 generais. Foi detido e mandado para Tabatinga, no alto Amazonas, junto com outros presos políticos.
Após ter os seus direitos restabelecidos foi nomeado chefe do Estado-Maior da Armada em 1900.
Senador Eduardo Wandenkolk
Eduardo Wandenkolk
Nascimento: 29/6/1838
Natural de: Rio de Janeiro – RJ
Filiação: José Eduardo Wandenkolk
e Martina Gomensoro Wandenkolk
Falecimento: 3/9/1902
Histórico Acadêmico
Oficial da Marinha Escola Guarda- Marinha
Cargos Públicos
Ministro Interino da Guerra No Governo Provisório
Ministro da Marinha do Governo Provisório
Profissões
Militar
Mandatos
Senador - 1890 a 1900
Trabalhos Publicados
- Relatório da viagem corveta bahiana ao mar das Índias, apresentado, Etc. Rio de Janeiro, 1879.
- Tática Naval para uma frota encouraçada. RJ, 1876;
- Manobreio para navios de vela. RJ, 1876.
- Relatório da Corveta Vital de Oliveira no Mar Báltico, Etc. RJ, 1884.
- Tática para escaleres a remos armados em Guerra, pelo Capitão da Marinha Francesa Gourie de Refuge: Tradução Desenvolvida, Aumentada e Adaptada às Bandeiras dos Regimentos de Sinais da Armada Brasileira. RJ, 1887.
- Relatório Apresentado ao Generalíssimo Chefe do Governo Provisório pelo Vice-Almirante, Etc, Ministério da Marinha. RJ, 1891.
- Relatório da Legislação Naval durante o Governo Provisório.
- Administração do Vice-Almirante, Etc. Primeiro Ministro da Marinha da República. In Revista Marítima Brasileira, Ano 7, Pp. 127-229.
- Deixou vários outros artigos publicados na mesma revista.
Homenagens Recebidas
- Oficial da Ordem da Rosa;
- Oficial do Cruzeiro;
- Comendador da Ordem de São Bento de Avis, e, de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa;
- Cavaleiro da Ordem de Cristo;
- Condecorado com a Medalha da Campanha do Uruguai, 1865, com a rendição de Uruguaiana, com a da passagem de Humaitá, e, a da Guerra do Paraguai.

WASHINGTON LUIZ Pereira de Souza – 13º PRESIDENTE-MAÇOM – (26.10.1870 – 4.8.1957)
Não sabemos onde Washington Luiz foi iniciado, pois, ao fundar-se a Loja “Philantropia”, na cidade de Batatais, que recebeu Breve Constitutivo do Gr.’. Or.’. do Brasil em 1.10.1896, surge o seu nome como Ven.’. fundador, e de fato, possui a Loja “Francisco Glycério”, de S. Paulo, um Diploma de 5.12.1896, que traz as seguintes assinaturas: Ven.’. Washington Luiz Pereira de Souza, 1º Vig.’. Renato Jardim, 2º Vig.’. Augusto Fernandes. … Em 25.8.1921 foi elevado ao Gr.’. 30.
Historiador e político brasileiro, presidente do estado de São Paulo e 13º presidente do Brasil.
Washington Luís Pereira de Souza nasceu em 26 de outubro de 1869 em Macaé, no Rio de Janeiro. Filho de família prestigiada no Império, estudou no Colégio Pedro 2º, no Rio de Janeiro, e formou-se em direito em São Paulo. Nomeado promotor público do município de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, renunciou ao cargo para dedicar-se à advocacia em Batatais, no interior de São Paulo.
Foi eleito vereador em 1897 e prefeito da cidade de Batatais em 1898. Em 1900, casou-se com Sofia de Oliveira Barros, filha de um cafeicultor de Piracicaba, união que reforçou sua ligação com a oligarquia paulista. Com o apoio dela, foi eleito prefeito da capital em 1914 e governador do Estado em 1920, quando proferiu sua famosa frase “Governar é abrir estradas”. Investiu na modernização da infra-estrutura de transportes, construindo 1.326 quilômetros de novas estradas no Estado de São Paulo.
Assumiu a presidência da República em 15 de novembro de 1926. Encontrou a economia em crise de endividamento interno e externo e de retração das exportações, em parte provocada pela crise econômica mundial.
Foi deposto pela Revolução de 1930, em outubro daquele ano. Viveu os 17 anos seguintes exilado na Europa e nos Estados Unidos e, em 1947, voltou ao Brasil. Historiador e membro da Academia Paulista de Letras, escreveu livros e ensaios sobre a história brasileira. Morreu em São Paulo, em 4 de agosto de 1957.
Washington Luís:
Nome completo: Washington Luís Pereira de Sousa
Data de Nascimento: 26 de outubro de 1869
Local de Nascimento: Macaé (RJ)
Data da Morte: 4 de agosto de 1957
Local da Morte: São Paulo (SP)
Primeira-dama: Sofia Pais de Barros
Partido: Político: PRP
Profissão: Advogado
Mandato de Washington Luís:
Início do mandato: 15 de novembro de 1926
Fim do mandato: 24 de outubro de 1930
Tempo de Mandato: 3 anos, 11 meses e 14 dias
Precedido por: Artur Bernardes
Sucedido por: Júlio Prestes
Votos recebidos: 688.528 (seiscentos e oitenta e oito mil quinhentos e vinte e oito)
Idade ao assumir: 57 anos
Tipo de eleição: Direta
Posse: em 15.11.1926, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Antônio Francisco de Azeredo
Observação: Foi deposto em 24.10.1930 pelo movimento revolucionário. Assume o poder a Junta Governativa composta pelos Generais Tasso Fragoso e Menna Barreto e pelo Almirante Isaías de Noronha.
Vice-Presidente: Fernando de Melo Viana
Votos recebidos do vice-presidente: 685.754 (seiscentos e oitenta e cinco mil setecentos e cinquenta e quatro)
Posse do vice-presidente: em 15.11.1926, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Antônio Francisco Azeredo
Observação: Foi deposto no dia 24.10.1930 juntamente com o Presidente da República.
Ministros de Estado de Washington Luís:
Ministério da Justiça e Negócios Interiores:
• Augusto Viana do Castello – 15.11.1926 a 24.10.1930
Ministério da Marinha:
• Arnaldo de Siqueira Pinto da Luz, Contra-Almirante – 15.11.1926 a 24.10.1930
• Nestor Sezefredo dos Passos, General-de-Divisão (Interino)
Ministério da Guerra:
• Nestor Sezefredo dos Passos, General-de-Divisão – 15.11.1926 a 24.10.1930
• Arnaldo de Siqueira Pinto da Luz, Contra-Almirante (Interino)
Ministério das Relações Exteriores:
• Octávio Mangabeira – 15.11.1926 a 24.10.1930
Ministério da Fazenda:
• Getúlio Dornelles Vargas – 15.11.1926 a 17.12.1928
• Francisco Chaves de Oliveira Botelho – 17.12.1928 a 24.10.1930
Ministério da Viação e Obras Públicas:
• Vítor Kônder – 15.11.1926 a 24.10.1930
Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio:
• Geminiano Lyra Castro – 16.11.1926 a 24.10.1930
Titulares de Órgãos de Assessoramento de Washington Luís:
Secretaria da Presidência da República:
• Alarico da Silveira – 15.11.1926 a 24.10.1930
Consultoria Geral da República:
• Rodrigo Octávio Landgaard Menezes – 15.11.1926 a 15.02.1929
• Solidônio Áttico Leite – 20.02.1929 a 18.09.1930

WENCESLAU BRAZ Pereira Gomes – 9º Presidente Maçom – (26.2.1868 – 15.5.1966)
Advogado e político brasileiro; presidente do Brasil entre 1914 e 1918.
…em 7.3.1896 foi iniciado na Loja “CARIDADE MOCOQUENSE”, de Mococa (SP), da jurisdição do Grande Oriente do Brasil, … Por intermédio do Supremo Conselho, que em sessão de 1.4.1907. Elevou o nosso biografado ao Gr.’. 30 (Bol. GOB. 1907, pg.43)
Filho do coronel Francisco Pereira Gomes, Wenceslau Braz Pereira Gomes nasceu no dia 26 de fevereiro de 1868 em Brasópolis, Minas Gerais. Completou os estudos secundários em São Paulo, onde se formou em direito em 1890. De volta a seu Estado natal, trabalhou como promotor público em Jacuí e em Monte Santo antes de ingressar na política.
Iniciou a carreira política como vereador e presidente da Câmara Municipal de Monte Santo e, em 1892, foi eleito deputado estadual. Ocupou a Secretaria do Interior de Minas Gerais de 1898 a 1902 e, no ano seguinte, foi eleito deputado federal.
No Congresso Nacional, Wenceslau Braz foi líder da bancada mineira e da maioria. Voltou para Minas Gerais como vice-presidente do Estado e, em razão da morte do titular, João Pinheiro, assumiu o governo mineiro de 1909 a 1910.
Chegou à presidência da república depois de ter sido vice do presidente Hermes da Fonseca (1910-1914). Foi indicado para a sucessão presidencial na política do café-com-leite, que se caracterizava pelo revezamento de paulistas e mineiros no comando do país. Candidato único, governou de 1914 a 1918 e foi responsável pela participação do Brasil na 1ª Guerra Mundial.
No fim de seu mandato, deixou a política para se dedicar exclusivamente à Companhia Industrial Sul-Mineira, empresa que fundou em 1912 na cidade de Itajubá. Morreu em 15 de maio de 1966.
Venceslau Brás:
Nome completo: Venceslau Brás Pereira Gomes
Data de Nascimento: 26 de fevereiro de 1868
Local de Nascimento: Brasópolis (MG)
Data da Morte: 15 de Maio de 1966
Local da Morte: Itajubá (MG)
Primeira-dama: Maria Carneiro
Partido: Político: PRM
Profissão: Advogado
Mandato de Venceslau Brás:
Início do mandato: 15 de novembro de 1914
Fim do mandato: 15 de novembro de 1918
Tempo de Mandato: 4 anos
Precedido por: Hermes da Fonseca
Sucedido por: Rodrigues Alves
Votos recebidos: 532.107 (quinhentos e trinta e dois mil cento e sete)
Idade ao assumir: 46 anos
Tipo de eleição: Direta
Posse: em 15.11.1914, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor José Gomes Pinheiro Machado
Afastamento: 08.09.1917 a 09.10.1917, por motivo de doença, período em que assumiu o Vice-Presidente
Vice-Presidente: Urbano Santos
Votos recebidos do vice-presidente: 556.127 (quinhentos e cinqüenta e seis mil e cento e vinte e sete)
Posse do vice-presidente: em 15.11.1914, em sessão solene do Congresso Nacional, presidida pelo Senhor José Gomes Pinheiro Machado.
Observação: Exerceu a presidência no período de 08.09.1917 a 08.10.1917, durante o afastamento do titular para tratamento de saúde.
Ministros de Estado de Venceslau Brás:
Ministério da Justiça e Negócios Interiores:
• Carlos Maximiliano Pereira dos Santos – 15.11.1914 a 15.11.1918
• Augusto Tavares de Lyra (Interino)
Ministério da Marinha:
• Alexandrino Faria de Alencar, Vice-Almirante – 15.11.1914 a 15.11.1918
Ministério da Guerra:
• José Caetano de Faria, General-de-Divisão – 15.11.1914 a 15.11.1918
Ministério das Relações Exteriores:
• Lauro Severiano Müller, Tenente – 15.11.1914 a 07.05.1917
• Luís Martins de Sousa Dantas (Interino)
• Nilo Procópio Peçanha – 07.05.1917 a 15.11.1918
Ministério da Fazenda:
• Sabino Alves Barrozo Júnior – 15.11.1914 a 31.05.1915
• João Pandiá Callógeras – 31.05.1915 a 08.07.1915
• João Pandiá Callógeras (cumulativamente) – 08.07.1915 a 06.09.1917
• Augusto Tavares de Lyra (Interino)
• Antônio Carlos Ribeiro de Andrada – 06.09.1917 a 01.11.1918
• Augusto Tavares de Lyra (Interinamente) – 01.11.1918 a 15.11.1918
Ministério da Viação e Obras Públicas:
• Augusto Tavares de Lyra – 15.11.1914 a 15.11.1918
Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio:
• João Pandiá Callógeras – 15.11.1914 a 08.07.1915
• José Rufino Bezerra Cavalcânti – 08.07.1915 a 26.11.1917
• Carlos Maximiliano Pereira dos Santos (Interino)
• João Pandiá Callógeras (Interino)
• João Gonçalves Pereira Lima – 26.11.1917 a 15.11.1918
Titulares de Órgãos de Assessoramento de Venceslau Brás:
Secretaria da Presidência da República:
• Hélio Lobo Leite Pereira – 15.11.1914 a 23.02.1916
• Lafayette de Carvalho e Silva, interinamente – 23.02.1916 a 05.12.1916
• Sebastião Maggi Salomon (Interinamente) – 05.12.1916 a 15.11.1918
Consultoria Geral da República:
• Rodrigo Octávio Landgaard Menezes – 15.11.1914 a 15.11.1918

ola tenho cartas patente asinada pelo manoel deodoro da fonseca de 1892 destinada a um soldado tem asinaturas de ministros varias asinaturas netas mesma carta ela tem de tamanho 60cm80 tem brazao do estados unidos do brasil
Solicito informar se há algum registro de que ASSIS BRASIL tenha sido iniciado na Ordem.
Caso positivo, peço que me informem onde, quando, etc.
Antecipadamente agradeço.
Johnso Bertoluci
Solicito que seja informado se há registro de que Jose Rodrigues Sampaio, Orlando Rodrigues (Sampaio) e Ruy Mauricio de Lima e Silva foram iniciados na Ordem. Obrigada por qualquer informação de onde e quando foram iniciados.
Obrigada
Cleide
Meus AAm.´. IIr.´.Obreiros de Irajá.
Gostaria de obter informações do Nobre Joaquim José da Silva Xavier “TIRADENTES” se ele realmente foi Iniciado na Ordem.
Sou Maçom regular da ARLS Cavaleiros da Serra do Japy Nº 3292 – Or.´. de Jundiaí – SP Rito Adonhiramita – GOSP/GOB.
Parabens pelo exelente trabalho de pesquisa publicado. ´
Sao publicações como esta que deveriam serem mais divulgadas e publicadas!. Continuem!.
Sou aprendiz de macom nao iniciado estou estudando
No instituto de estudo e pesquisa maconica,estou
Na parte das colunas zodiacai mas so que nao tenho
Ninguem que me fasa um convite sou impresario do
Ramo de olimentos meu tel,e 22250330
Bom dia,
Gostaria de estar recebendo o arquivo FILATELIA MACÔNICA – PARTE I – BRASIL.
caso tenha alguém que tem algum material filatélico sobre o tema e quizer dispor, estou interessado. w-agro@yahoo.com.br. (62) 8150-0727.
Correção do e-mail.
w_agro@yahoo.com.br
Olá meus AAm.’. IIr.’., gostaria de receber informações a respeito do ilustríssimo Ir.’. Joaquim Murtinho dentro da maçonaria. Loja iniciada, datas, cargos, etc.. Se alguém puder me ajudar, ficarei mto agradecido.
T.’.F.’.A.’.
Rafael Proença (rafael.proenca@msn.com)
Maçom regular da ARLS Universitária Estação Agharta Nº 3520 – Or.´. de Vilhena/Rondônia. Rito Adonhiramita – GOER/GOB.